ESPORTES
Furacão chega a Argentina para o desafio contra o Estudiantes
A equipe do Athletico Paranaense já está em La Plata, pronta para outro grande jogo da temporada. O desafio é contra o Estudiantes. E uma vitória na Argentina leva o Rubro-Negro novamente a uma semifinal de CONMEBOL Libertadores.
A partida começa às 21h30 desta quinta-feira (11), no Estádio Jorge Luis Hirschi, casa do adversário. Vai contar com transmissão ao vivo para todo o Brasil pela página oficial do Rubro-Negro no Facebook.
Viagem e chegada à Argentina
A delegação do Athletico Paranaense partiu em voo fretado desde o Aeroporto Internacional de Curitiba até Buenos Aires. Aterrissou na Argentina por volta das 16h. Do aeroporto, seguiu cerca de 80km de ônibus até a concentração na cidade do jogo.
Neste momento, toda a delegação está concentrada em La Plata. Para os atletas, a programação pré-jogo continua com uma sessão de alongamentos na manhã desta quinta-feira (11). Ainda no dia da partida, a preleção começa às 18h50. Logo depois dela, o grupo sai para o estádio.
Pós-jogo
Terminada a partida, a delegação do Athletico Paranaense passa a noite em La Plata. Sai da Argentina já na tarde de sexta-feira (12), mas ainda não volta a Curitiba.
A delegação paranaense segue direto ao Rio de Janeiro (RJ), onde realiza a preparação para a partida do fim de semana contra o Flamengo, no Estádio do Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.
Quem vai para a semifinal?
Para chegar à semifinal da CONMEBOL Libertadores, o Athletico Paranaense precisa de uma vitória por qualquer placar durante o tempo normal do jogo contra o Estudiantes em La Plata.
Não há critério de gol qualificado, regra na qual uma equipe tem vantagem ao marcar gol fora de casa. Dessa forma, um novo empate, agora na Argentina, leva a decisão da vaga para a disputa por pênaltis logo após o tempo normal. Não há prorrogação.
Próximas fases
Quem se classificar à próxima fase vai enfrentar Atlético Mineiro ou Palmeiras na semifinal. No jogo de ida, em Belo Horizonte (MG), houve empate em 2 a 2. A partida de volta é nesta quarta-feira (10), em São Paulo.
Os jogos da semifinal da CONMEBOL Libertadores estão previstos para os dias 30 de agosto e 8 de setembro. A decisão será em jogo único, previsto para 29 de outubro no Estádio Monumental de Guaiaquil, no Equador.
Fonte: Agência Esporte
ESPORTES
Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
Fonte: Esportes
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