ESPORTES
Fluminense sofre derrota no fim e complica situação no Brasileirão
Em um confronto direto crucial na luta contra o rebaixamento, o Fluminense viu suas esperanças de se afastar do Z4 serem frustradas ao sofrer uma derrota por 2 a 1 para o Vitória, no Barradão, em Salvador, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol decisivo dos donos da casa veio nos minutos finais, deixando o Tricolor das Laranjeiras em situação delicada na tabela.
O jogo começou com o Fluminense buscando impor seu ritmo. Aos 12 minutos, Kauã Elias teve uma chance bloqueada, mas a bola sobrou para Arias, que tentou uma tabela com Ganso. Martinelli, no entanto, não conseguiu finalizar a jogada, e Arias teve seu chute travado na sequência.
O Tricolor quase abriu o placar aos 40 minutos, quando Lima invadiu a área e chutou, mas Lucas Arcanjo desviou e a bola ainda acertou a trave. Pouco depois, Fábio foi exigido ao defender um cruzamento perigoso de Everaldo. No entanto, foi o Vitória que saiu na frente aos 45 minutos, com Neris desviando uma cobrança de falta de Lucas Esteves.
No segundo tempo, o Fluminense reagiu e empatou aos 15 minutos. Martinelli aproveitou uma sobra de bola e, após um chute que explodiu no travessão, a bola bateu nas costas do goleiro Lucas Arcanjo e entrou, igualando o placar.
Quando o empate parecia encaminhado, um erro defensivo custou caro ao Fluminense. Aos 43 minutos, Manoel perdeu a bola na defesa, e Lima tentou disputar com Matheuzinho, que caiu na área. O árbitro assinalou pênalti, que Alerrando converteu aos 45 minutos, garantindo a vitória do Vitória.
Com este resultado, o Fluminense permanece com 36 pontos, ocupando a 12ª posição, apenas quatro pontos acima do Corinthians, que está fora do Z4. O Vitória, por sua vez, alcançou 35 pontos e subiu para a 14ª colocação, ganhando fôlego na luta contra o rebaixamento.
O próximo desafio do Fluminense será outro confronto direto, desta vez contra o Grêmio, no Maracanã, na sexta-feira, dia 1º, às 21h. Já o Vitória enfrentará o Athletico-PR, na Ligga Arena, no sábado, dia 2, às 18h30, buscando manter o embalo e se afastar ainda mais da zona de perigo.
FICHA TÉCNICA
Local: Barradão, Salvador (BA)
Data: 26/10/2024
Horário: 16h30 (de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (Fifa-SP)
Cartão amarelo: Thiago Santos (Fluminense); Gustavo Mosquito, Raúl Cáceres, Léo Naldi e Alerrando (Vitória)
Gols: Neris, aos 45′ do 1ºT, e Alerrando, aos 45′ do 2ºT (Vitória) – Lucas Arcanjo (gol contra), aos 15′ do 2ºT (Fluminense)
VITÓRIA: Lucas Arcanjo; Raúl Cáceres (Willean Nepo), Neris, Edu e Lucas Esteves; Willian Oliveira (Léo Naldi), Ricardo Ryller (Machado) e Matheuzinho; Gustavo Mosquito (Zé Hugo), Everaldo (Carlos Eduardo) e Alerrandro. Técnico: Thiago Carpini.
FLUMINENSE: Fábio; Samuel Xavier, Manoel, Thiago Santos (Ignácio) e Diogo Barbosa ; Victor Hugo (Keno), Martinelli, Lima e Ganso (Marcelo); Arias e Kauã Elias (Cano). Técnico: Mano Menezes.
Fonte: Esportes
ESPORTES
Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
Fonte: Esportes
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