ESPORTES
Com gol no final, Sport vence Novorizontino e se aproxima do G4
O Sport Clube Recife vence o Novorizontino por 1×0 nesta terça (30.08), pela Série B do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Leão ficou em sexto, com 40 pontos, dois a menos que o Vasco, em quarto lugar, no G4.
O goleiro Lucas Frigeri nunca tinha enfrentado o Sport na carreira. A estreia, a julgar pelos primeiros 45 minutos, já foi daquelas para utilizar no vídeo de melhores momentos. O camisa 12 do Novorizontino foi o principal responsável por garantir o 0x0 na etapa inicial, com grandes defesas.
O acervo de intervenções foi variado. Teve lance com Giovanni, na cara do gol. Depois, quando a bola veio forte e no alto, em finalização de Ronaldo, Lucas saltou para espalmar. O mesmo volante tentou por baixo, no cantinho, mas o goleiro se esticou para salvar. Nem mesmo na tentativa de um gol olímpico foi possível balançar as redes.
O Sport foi superior, não marcou gols e, por pouco, não saiu com um prejuízo maior. Quirino, na cara do gol, preferiu tentar cavar uma penalidade no lugar de finalizar. Em seguida, novamente de frente a Saulo, se complicou com a bola e acabou tocando para Martínez, que isolou.
Vagner Love, livre na área, com tempo de matar a bola no peito para finalizar. A chance que dez em dez atacantes sonham em ter. A oportunidade de abrir o placar na Ilha do Retiro logo no primeiro minuto do segundo tempo. O torcedor ficou de pé comemorar o gol, mas lamentou a conclusão por cima.
Labandeira e Gustavo Coutinho foram as apostas de Claudinei Oliveira no segundo tempo para mudar a história do jogo. O uruguaio, em pouco tempo no gramado, já teve ótima chance de marcar, mas esbarrou na defesa do time paulista. Minutos depois, Juba bateu fraco nas mãos de Lucas.
Aos 42, não teve goleiro, zagueiro ou qualquer barreira que impedisse o grito de gol dos rubro-negros. Denner recebeu pela esquerda e cruzou. Coutinho desviou no meio do caminho e estufou as redes, garantindo no final o triunfo por 1×0 que aproxima os pernambucanos do G4 da Série B.
Ficha técnica
Sport 1 X 0 Novorizontino
Sport: Saulo; Eduardo, Fábio Alemão, Sabino e Sander (Wanderson); Fabinho (Denner), Ronaldo e Giovanni (Labandeira); Luciano Juba; Kayke (Gustavo Coutinho) e Vagner Love (Lucas Hernandez). Técnico: Claudinei Oliveira.
Novorizontino: Lucas Frigeri; Willean Lepo, Joílson, Ligger (Rodolfo Filemon) e Paulinho (Felipe Albuquerque); Ramón Martínez (Gustavo Buchecha), Johny Douglas e Danielzinho;; Douglas Baggio, Quirino (Bruno Costa) e Ronald (Cléo Silva). Técnico: Rafael Guanaes.
Estádio: Ilha do Retiro (Recife/PE)
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS)
Assistentes: Leirson Peng Martins e Tiago Augusto Kappes Diel (ambos do RS)
VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (FIFA/RN)
Gols: Coutinho (aos 42 do 2ºT)
Cartões amarelos: Juba, Sander, Eduardo (S); Paulinho, Rodolfo, Bruno Costa (N)
Público: 19.188
Renda: R$ 669.660,00
Fonte: Agência Esporte
ESPORTES
Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
Fonte: Esportes
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