ECONOMIA

MDIC defende parceria para concretização do acordo Mercosul-União Europeia

O acordo Mercosul-União Europeia é a melhor resposta para um momento geopolítico extremamente conturbado. A avaliação foi feita pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), que acontece nesta segunda-feira (16/6) em Salvador, Bahia.

 “Ao considerarmos a ideia de que formamos blocos econômicos capazes de promover o desenvolvimento para todos, e não apenas para os seus, o acordo da União Europeia é o caminho e a Alemanha é o grande parceiro”, ressaltou para um público de empresários e autoridades governamentais.

Em viagem à França no início deste mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou a determinação em assinar o acordo entre Mercosul e União Europeia no segundo semestre de 2025 durante a liderança do Brasil no bloco regional do qual faz parte.

Márcio Elias Rosa observou que o acordo não prejudica a capacidade produtiva de nenhum parceiro e defendeu a importância das nações se unirem em favor do multilateralismo. “A OMC nunca fez tanta falta como agora, nesse período. É preciso que o comércio internacional seja o resultante de boas políticas industriais, baseado em regras claras e que a economia seja capaz de garantir previsibilidade”, afirmou.

Leia Também:  Assinatura do Acordo de Parceria MERCOSUL - União Europeia - Nota Conjunta MRE/MDIC/MAPA

Cenário favorável

O secretário falou sobre o ambiente favorável a investimentos no Brasil, destacando a reforma tributária aprovada pelo governo no Congresso. “Talvez a mãe de todas as mudanças, porque ao desonerar investimentos, desonerará exportações, evidentemente, mas sobretudo investimentos, melhora o ambiente de negócios, junto com o nosso Programação de Aceleração do Crescimento (PAC)”, disse.

Ele observou ainda que para a evolução desse cenário, é preciso que se garanta estabilidade, previsibilidade econômica, segurança jurídica para que o setor produtivo possa atuar.

Programas como Nova Indústria Brasil (NIB), Brasil +Produtivo, Regime Especial da Indústria Química (REIQ) e o Mover, voltado para a indústria automobilística, foram destacados pelo secretário-executivo como um conjunto de medidas voltado aos negócios sustentáveis.

Atualmente, a Alemanha é o quarto país com maior fluxo comercial com o Brasil, tendo somado quase US$ 20 bilhões em 2024, aumento de 4,4% sobre 2023. A Alemanha também é o país com maior volume de cooperação técnica com o Brasil em meio ambiente e energia.

A programação deste primeiro dia do encontro está baseada em temas como descarbonização, acordo Mercosul-União Europeia e integração energética.

Leia Também:  Governo lança padrão nacional para avaliar e acreditar avanço digital nas empresas

A agenda do secretário-executivo de amanhã, 17 de junho, estará reservada para a reunião da Comissão Mista de Cooperação Econômica Brasil-Alemanha (Comista), composta por representantes governamentais e empresariais dos dois países.

Sustentabilidade nos negócios

Promovido em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), o Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) traz, em sua 41ª edição, como tema geral “Novas parcerias para negócios sustentáveis”, envolvendo assuntos como transição energética, descarbonização, mineração, agronegócio, infraestrutura e economia circular.

Na terça-feira, será realizada a 51ª edição da Comista, que é copresidida, pelo lado brasileiro, pela secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixadora Maria Laura da Rocha, e pelo secretário Márcio Elias. Do lado alemão, pela secretária de Estado Parlamentar do Ministério Federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha – BMWE, Gitta Connemann.

A última reunião foi realizada em Wolfsburg, na Alemanha, em setembro de 2024. A Comista é considerada o mais tradicional mecanismo de conversações entre os dois países.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Propaganda

ECONOMIA

Modernização das importações avança com expansão da Declaração Única e fortalecimento da facilitação do comércio

A 14ª Reunião do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac), realizada nesta segunda-feira (29/6), acompanhou os avanços da agenda de modernização do comércio exterior brasileiro, com destaque para a evolução do Novo Processo de Importação (NPI), o fortalecimento das Comissões Locais de Facilitação do Comércio (COLFACs) e os resultados da cooperação técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A Declaração Única de Importação (Duimp) já responde por mais de 80% das operações de importação registradas no país, consolidando os avanços do Portal Único de Comércio Exterior.

Conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) e pela Receita Federal do Brasil (RFB) do Ministério da Fazendao encontro reuniu representantes dos órgãos integrantes do colegiado para acompanhar iniciativas voltadas à modernização, à simplificação e ao aumento da eficiência dos processos de comércio exterior brasileiro.

Novo Processo de Importação amplia eficiência

Os participantes acompanharam os avanços mais recentes do Novo Processo de Importação, que segue em implementação gradual, com foco na substituição progressiva da Declaração de Importação (DI) pela Declaração Única de Importação (Duimp) e na ampliação das soluções digitais disponibilizadas pelo Portal Único de Comércio Exterior.

Leia Também:  Governo lança padrão nacional para avaliar e acreditar avanço digital nas empresas

Com mais de 80% das operações de importação já registradas por meio da Duimp, o modelo integrado de importação avança com base na prestação única de informações, no compartilhamento de dados entre órgãos públicos e na redução de etapas para os operadores de comércio exterior.

A reunião também destacou a utilização do módulo Gestão de Riscos (GR) do Portal Único pelos órgãos anuentes para apoiar as análises administrativas, permitindo uma atuação mais direcionada, baseada em critérios de risco e com maior eficiência na alocação de recursos públicos.

Os avanços do Novo Processo de Importação vêm sendo acompanhados pelo Subcomitê de Cooperação do Confac, que reúne órgãos anuentes e demais instituições envolvidas para monitorar a implementação, identificar desafios operacionais e promover o alinhamento das próximas etapas do projeto.

Comissões locais fortalecem a agenda de facilitação do comércio

Outro tema da reunião foi o fortalecimento das Comissões Locais de Facilitação do Comércio (COLFACs), consideradas estratégicas para identificar oportunidades de melhoria e encaminhar demandas relacionadas ao comércio exterior nos estados.

Os integrantes do colegiado discutiram mecanismos para ampliar a integração entre as pautas locais e a agenda nacional de facilitação do comércio, fortalecendo o compartilhamento de boas práticas, a troca de experiências e o acompanhamento dos resultados alcançados pelas comissões.

Leia Também:  Portal Único de Comércio Exterior torna mais ágil e simples o pagamento de taxas para importação

Como encaminhamento, foi debatida a ampliação do acompanhamento das atividades das COLFACs pelo Confac, por meio de sua Secretaria-Executiva, complementando o trabalho já desenvolvido pela Receita Federal e contribuindo para maior coordenação entre as iniciativas regionais e nacionais.

Cooperação internacional

A reunião contou ainda com apresentação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sobre os resultados do workshop de Gestão Coordenada de Fronteiras.

A iniciativa promoveu o intercâmbio de experiências e aprofundou o debate sobre mecanismos de integração entre as instituições públicas responsáveis pelos controles e fiscalizações de fronteira, contribuindo para aproximar o Brasil das melhores práticas internacionais de facilitação do comércio.

Confac

O Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac), integrante da Câmara de Comércio Exterior (Camex), coordena iniciativas voltadas à simplificação, harmonização e ao aprimoramento dos procedimentos de comércio exterior brasileiro.

O colegiado reúne órgãos públicos envolvidos na formulação e implementação de medidas de facilitação do comércio, promovendo a integração institucional e o desenvolvimento de soluções que contribuam para um ambiente de negócios mais eficiente, previsível e competitivo.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA