ECONOMIA
Lina já está no ar para orientar empresas e cidadãos sobre comércio exterior
A Lina, assistente virtual da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), já está disponível no site do Siscomex para ajudar empresas e cidadãos a tirar dúvidas sobre exportação e importação, de forma simples, rápida e segura.
Desenvolvida com tecnologia de inteligência artificial, a Chatbot Comex marca mais um passo da Secex na modernização do atendimento público e na digitalização dos serviços de comércio exterior, tornando o acesso às informações oficiais mais fácil e acessível a todos.
Com funcionamento contínuo, 24 horas por dia e sem necessidade de login, a Lina responde perguntas com base em legislação, portais e manuais oficiais do governo federal. Quando necessário, o sistema encaminha o atendimento para o Comex Responde, serviço que conta com suporte humano especializado.
Como funciona a Lina
- Converse por texto: basta digitar sua dúvida e receber a resposta, sempre com base em fontes oficiais;
- Linguagem simples e prática: comunicação clara e empática, sem jargões técnicos;
- Atendimento integrado: quando necessário, a Lina direciona o usuário ao Comex Responde;
- Acesso contínuo: disponível no Siscomex, 24 horas por dia, sem necessidade de login.
Uma assistente virtual com empatia e identidade
Mais do que um sistema automatizado, a Lina tem personalidade própria. O avatar foi criado com traços modernos e acolhedores, transmitindo confiança e proximidade. A linguagem é cordial e educativa, pensada para atender tanto quem está começando no comércio exterior quanto profissionais experientes do setor.
Sua base de conhecimento reúne normas, manuais e sistemas oficiais usados no dia a dia pelos especialistas em comércio exterior, garantindo respostas seguras, atualizadas e acessíveis.
Com a Lina, a Secex dá mais um passo para aproximar o governo das pessoas, promover a facilitação do comércio e fortalecer o ambiente de negócios brasileiro, com foco em inovação, transparência e inclusão digital.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
ECONOMIA
Ministro destaca NIB e novos acordos comerciais no II Fórum de Investimentos Brasil-UE
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta terça-feira (23/6), durante a abertura do II Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia, que o país vive um momento socioeconômico positivo para parcerias internacionais. O evento foi realizado na ApexBrasil.
Ao lado do comissário europeu Jozef Síkela e da embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, o ministro destacou que os avanços da economia nacional e as diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB) reposicionam o país estrategicamente para liderar parcerias globais em sustentabilidade, transição ecológica e bioeconomia.
“A nova indústria do Brasil tem a ambição de ser mais exportadora, mais competitiva, mais produtiva e mais sustentável. E é na sustentabilidade que o Brasil tem que fincar mesmo o seu projeto de desenvolvimento econômico. Nós temos fontes renováveis de energia, recursos hídricos abundantes e um compromisso sério do governo com a redução de qualquer tipo de desmatamento”, afirmou Márcio Elias Rosa, ao destacar que o governo aposta, com a NIB, na agregação de valor e no fortalecimento de parcerias com outras nações.
Ele destacou a consolidação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, EFTA e Singapura, além de outras parcerias em debate. De acordo com o ministro, essa “é a melhor resposta que se pode dar no nível político para aqueles que apostam na instituição de barreiras tarifárias ou não tarifárias desnecessárias”.
Ele ressaltou, ainda, que o foco do governo é oferecer um ambiente de negócios com “segurança jurídica, previsibilidade econômica e estabilidade política” para que as nações estejam mais próximas e integradas”.
Alianças de longo prazo
Já o comissário europeu Jozef Síkela destacou que está no país para tornar a parceria do Brasil com a União Europeia mais forte. Ele ponderou que a cooperação baseada em regras e benefícios mútuos e alianças de longo prazo são, muitas vezes, substituídas por uma busca por soluções rápidas.
Síkela ressaltou o acordo Mercosul-UE como o caminho para levar a parceria entre os dois blocos adiante. “Nós compartilhamos um forte compromisso com a democracia, o multilateralismo e a ação climática. Durante este período de choques globais e guerras de comércio, nós temos deixado o campo aberto para trabalhar pela estabilidade e pela prosperidade”, afirmou.
Também na abertura do Fórum, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, disse que o acordo Mercosul-UE oferece uma nova oportunidade para olhar a parceria pela perspectiva do investimento, da competitividade, pela cooperação estratégica de longo prazo.
“O acordo ajuda a criar um quadro mais previsível, competitivo e estratégico. Mas acordos não geram resultados por si só. Eles criam oportunidades, confiança em um quadro de referência. Cabe aos governos, empresas e instituições financeiras transformar esse potencial em investimentos, projetos e resultados concretos. Queremos ver como esse acordo pode apoiar uma agenda de investimentos mais forte entre Brasil e Europa”, explicou.
O presidente do Conselho Curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), José Pio Borges, ressaltou que os desafios das novas tecnologias exigem integração e complementaridade estratégica. “O Brasil e as nações europeias entendem que nossa força reside não na autossuficiência impossível, mas em complementaridade estratégica. Tomem o caso das terras raras como exemplo. O Brasil e a União Europeia, juntos, têm condição de dominar toda a cadeia produtiva, desde a extração mineral até o processamento e as aplicações em inteligência artificial e defesa”, avaliou.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir André Muller, salientou que mesmo diante de um cenário desafiador, o Brasil tem batido recordes de exportação e de atração de investimentos. “Atraímos, no ano passado, US$ 70 bilhões de investimentos em um momento complexo do cenário internacional. Mas isso não é por acaso. É por conta de uma decisão acertada de um caminho que o país trilha, que é do entendimento, negociação, abertura. Nós escolhemos esse caminho”, concluiu.
O fórum, correalizado pela Delegação da UE no Brasil, ApexBrasil e Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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