CUIABÁ

Zeladoria urbana avança em Cuiabá com limpeza de 90 praças e 20 avenidas em janeiro

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), realizou, durante o mês de janeiro, um amplo trabalho de limpeza e manutenção em espaços públicos da capital. Ao todo, foram atendidas aproximadamente 90 praças e 20 avenidas, reforçando o compromisso com a organização urbana, a mobilidade e a qualidade de vida da população.

Os serviços fazem parte de um cronograma contínuo e intensificado, especialmente neste período chuvoso, que vai de dezembro até meados de abril, quando o crescimento da vegetação ocorre de forma mais acelerada. Nesse período, o planejamento é reforçado para garantir mais segurança, melhor fluidez no trânsito e conservação dos espaços públicos.

Entre as ações realizadas estão varrição, roçagem, capinagem, limpeza e pintura de meios-fios, além da substituição de lâmpadas danificadas. As atividades contribuem não apenas para a limpeza urbana, mas também para a segurança de motoristas e pedestres.

Desde o início do ano, diversas regiões já receberam os serviços de zeladoria urbana. Entre as vias atendidas estão a Avenida Beira Rio, com foco na rotatória da Ponte Sérgio Motta; Avenida Arquimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho); Avenida das Torres; Avenida Juliano Costa Marques; Avenida Lava Pés; Avenida Fernando Corrêa da Costa; Avenida das Palmeiras; Avenida República do Líbano; Avenida Dante Martins de Oliveira (Avenida dos Trabalhadores); Avenida Parque do Barbado; Avenida Miguel Sutil, com atenção especial às rotatórias ao longo de toda a sua extensão; Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA) e Avenida Antártica.

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Atualmente, 12 equipes trabalham diariamente, distribuídas em diferentes regiões da cidade, garantindo que os serviços avancem de forma contínua e organizada.

Outro ponto importante do trabalho é o apoio às ações de saúde pública, já que a limpeza de áreas públicas, rotatórias e canteiros contribui diretamente para o combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A Limpurb destaca que o cronograma de limpeza ocorre durante todo o ano e funciona de forma rotativa, atendendo tanto grandes avenidas quanto os bairros. As ações podem ser intensificadas ou ajustadas conforme a necessidade e as condições climáticas.

Nesta quarta-feira (4), as equipes da Limpurb atuam nos seguintes pontos da capital:

– Praça do Dom Aquino
– Parque da Família
– Praça do Jardim Tropical
– Avenida V2 Nova Esperança
– Avenida Beira Rio
– Praça do Santa Amália
– Praça do Parque Cuiabá
– Área Central
– Rotatória da Miguel Sutil
– Praça do Jardim Shangrilá
– Avenida do Jardim Imperial

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A Prefeitura reforça que a participação da população é fundamental, evitando o descarte irregular de resíduos e colaborando para manter a cidade limpa, organizada e mais saudável para todos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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