CUIABÁ

SMATED oferece palestra sobre educação financeira para produtores rurais da comunidade Mineira no Distrito de Aguaçu

Os produtores de pequena propriedade da comunidade Mineira, no Distrito de Aguaçu, participaram de uma palestra com ênfase em educação financeira, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico (SMATED). A ação aconteceu na última quarta-feira (12), em parceria com o Sistema de Crédito Cooperativo – Sicredi.

O evento contou com a presença do secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo, e dos técnicos da Diretoria de Agricultura e Abastecimento. A iniciativa reuniu vinte produtores rurais e faz parte das diretrizes do programa Agro da Gente, instituído na gestão Emanuel Pinheiro, com o objetivo de fomentar a agricultura familiar da baixada cuiabana por meio de cursos e oficinas ministrados nas comunidades e assentamentos.

“Atualmente, estamos trabalhando em oito comunidades, oferecendo capacitações e cursos para fomentar ainda mais a agricultura de produtores de pequenas propriedades da baixada cuiabana, e a educação financeira é um dos pilares para alavancar produções e garantir uma fonte de renda segura. Eu sempre digo que um dos grandes propósitos da gestão do prefeito Emanuel Pinheiro é, além de levar o peixe, ensinar a pescar, e é isso que estamos fazendo hoje”, frisou Francisco Vuolo.

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A comunidade Mineira tem como ênfase o cultivo de tubérculos como mandioca e batatas, além de alimentos favoráveis ao solo e clima cuiabano, como banana, abacaxi, maracujá, caju, coco, mamão e manga.

“Essa iniciativa de vocês em nos dar essa palestra é muito importante para nos organizarmos nas propriedades, termos conhecimento financeiro e para a gente poupar dinheiro. Às vezes, nem precisamos pegar empréstimo, só precisamos da educação para guardar dinheiro e alcançar nossos objetivos. Então, acho muito importante essa atenção da Prefeitura de Cuiabá”, pontuou Margareth Rodrigues, produtora rural.

A palestra foi conduzida pelas agentes financeiras especialistas em agronegócios do Sicredi. “Agradecemos à Prefeitura de Cuiabá por nos dar essa oportunidade de falar sobre educação financeira. Nós trabalhamos com linhas de crédito, mas principalmente com educação financeira, então convidamos os produtores da baixada cuiabana para participarem das nossas palestras, tanto nos assentamentos quanto nas feiras livres promovidas mensalmente na Praça Alencastro”, finalizou Thayna Negrisoli, gerente de Agro do Sicredi.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Assistência Social leva conscientização sobre trabalho infantil à Feira do Osmar Cabral

Uma equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão realizou ação de conscientização sobre os prejuízos do trabalho infantil na Feira do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. A iniciativa integrou as atividades do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e teve como foco orientar feirantes, consumidores e trabalhadores sobre os impactos da exploração do trabalho infantil e os canais disponíveis para denúncia, na noite de quinta feira (18).

Durante a mobilização, servidores distribuíram folders informativos, apresentaram banners educativos e conversaram com o público sobre os riscos que o trabalho precoce representa para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Entre os principais temas abordados estiveram a evasão escolar, os prejuízos físicos e emocionais, além da perpetuação de ciclos de vulnerabilidade social.

De acordo com a legislação brasileira, o trabalho é proibido para menores de 16 anos, exceto na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, seguindo regras específicas de proteção. A ação destacou que o combate ao trabalho infantil não significa ser contra o trabalho, mas contra situações de exploração que comprometem direitos fundamentais, como educação, lazer, convivência familiar e desenvolvimento saudável.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, ressaltou a importância de ampliar o debate junto à população.

“O enfrentamento ao trabalho infantil passa pela informação e pela conscientização. Muitas vezes, práticas que parecem naturais acabam privando crianças de direitos essenciais, como estudar, brincar e se desenvolver plenamente. Nosso objetivo é fortalecer essa reflexão junto à comunidade e incentivar a proteção integral de crianças e adolescentes”, afirmou.

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A ação também abriu espaço para o diálogo com a população sobre um tema que costuma gerar diferentes opiniões. Entre os feirantes, houve consenso sobre a necessidade de combater situações de exploração, embora alguns tenham defendido a distinção entre o trabalho infantil e a participação eventual dos filhos nas atividades familiares.

O comerciante Mauro Neves Sobrinho, que atua há dez anos na feira, avaliou que é importante diferenciar a ajuda prestada pelos filhos aos pais de situações de exploração. Para ele, jornadas excessivas, esforços incompatíveis com a idade e atividades que afastam a criança da escola representam formas prejudiciais de trabalho infantil.

Entre os consumidores, muitos relataram desconhecimento sobre os canais de denúncia. A profissional de marketing Isabelle Aquino considerou importante a presença da equipe da assistência social na feira para ampliar o acesso à informação.

“Muitas pessoas acabam normalizando situações de trabalho infantil ou não sabem que elas precisam ser denunciadas. Essas ações ajudam a conscientizar e esclarecer a população”, afirmou.

O psicólogo Jonias Pereira Nunes da Mota destacou que a informação é uma das principais ferramentas de prevenção. Segundo ele, a presença dos órgãos públicos em espaços de grande circulação contribui para esclarecer dúvidas e aproximar a população das políticas de proteção à infância.

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Já o trabalhador Nilson Fonseca Ferreira avaliou que campanhas educativas ajudam a orientar a sociedade sobre onde buscar ajuda e como agir diante de casos de exploração infantil. Para ele, a infância deve ser dedicada ao estudo, às brincadeiras e ao desenvolvimento pessoal.

A organizadora da feira, Patrícia Albuquerque, observou que o cenário mudou ao longo dos anos. Segundo ela, situações de trabalho infantil eram mais comuns no passado, mas atualmente a prática tem se tornado menos frequente graças à conscientização da sociedade. Ainda assim, considera importante manter ações educativas e de orientação.

O material distribuído durante a mobilização reforçou que o trabalho infantil pode expor crianças e adolescentes à violência, acidentes, exploração sexual, abandono escolar e outras situações que comprometem seu futuro. O folder também destacou que atividades realizadas nas ruas, como vendas ambulantes, pedidos de esmola e apresentações em semáforos, estão entre as piores formas de trabalho infantil previstas pela legislação.

Ao levar a discussão para um dos espaços mais movimentados da comunidade, a ação buscou ampliar o conhecimento da população sobre o tema e fortalecer a rede de proteção à infância, incentivando a denúncia de situações de exploração e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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