CUIABÁ

Projeto treina estudantes da Educação de Jovens e Adultos sobre como evitar o desperdício de água

Uma parceria entre a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e a concessionária Águas Cuiabá, está beneficiando mulheres a partir de 16 anos, atendidas pela Educação de Jovens e Adultos (EJA), profissionais das unidades de educação e mulheres das comunidades. O Projeto Noções Básicas de Encanamento para Mulheres treina mulheres para combater o desperdício de água nas residências e realizar consertos.

Durante a capacitação as participantes aprendem a trocar torneiras, consertar chuveiro, regular a caixa da descarga, trocar a boia da caixa d’água, além de conhecer e utilizar corretamente as ferramentas e os materiais usados nos consertos entre outras tarefas do dia a dia.

A ideia, explicou o coordenador de Organização Curricular da Secretaria Municipal de Educação, Marco Antônio Alves Braga é incentivar a autonomia feminina e o compartilhamento de conhecimentos sobre as instalações hidráulicas domésticas. “As participantes aprenderam a diagnosticar problemas e agir, de forma prática e simples, auxiliando a rotina diária de uma casa, na economia da família e, até o ingresso numa futura atividade profissional”, disse o coordenador de Organização Curricular, Marco Antônio. 

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O curso é dividido entre teoria e prática, com três horas de duração. O projeto teve início em setembro de 2021 e já contemplou 138 mulheres entre elas, as  estudantes atendidas pela Educação de Jovens e Adultos e profissionais da educação das Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB) Maximiano Arcanjo da Cruz, localizada no bairro Santa Laura e EMEBC Nova Esperança, na Rodovia Cuiabá-Santo Antônio do Leverger.

“Uma torneira gotejando pode desperdiçar, em média, 30 litros de água tratada por dia. Cada uma dessas mulheres que aprendem no curso como realizar esses pequenos reparos contribuem, diretamente, com o meio ambiente ao evitar esse desperdício e com a economia doméstica, pois reduz o consumo medido. Além de ser uma nova fonte de renda, pois estarão aptas a consertar os vazamentos da própria residência e também de outras casas na comunidade. Então, é muito mais que um curso, é uma ação direta de responsabilidade social”, ressaltou a diretora operacional da Águas Cuiabá, Julie Campbell.

Curso

Durante o treinamento, os técnicos abordam temas como o saneamento em Cuiabá, o percurso da água do rio até as residências, passando pela captação, adução, tratamento, reservação e distribuição, cavalete e hidrômetro; como otimizar o uso da água na estiagem, ponto da residência de maior consumo de água, orientações sobre material hidráulico utilizado em instalação e reparo de rede domiciliar de água, e ferramentas utilizadas no reparo de torneira e tudo de PVC. Como executar reparo em torneira, tubo de PVC, boia da caixa d’água e válvula hidra, detecção de vazamento na residência em simulações nas aulas práticas.

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As próximas unidades a receberam o Projeto serão a EMEB Jesus Criança, localizada no bairro Nova Esperança, no próximo dia 5 de julho e a EMEB Profª Guilhermina de Figueiredo, no bairro Carumbé, no dia 5 de agosto.

O treinamento acontece no período noturno e as inscrições para as 25 vagas disponibilizadas por turma, acontecem nas unidades educacionais.

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CUIABÁ

Secretário esclarece aplicação de 26% na Educação e explica diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal

O secretário de economia da Prefeitura de Cuiabá, Marcelo Bussiki, esclareceu que cumpriu e superou o percentual mínimo constitucional de investimentos em Educação no exercício de 2025, alcançando aplicação de 26,1% da receita vinculada ao setor, índice acima dos 25% exigidos pela Constituição Federal. Só em 2026, já foram pagos R$ 36,5 milhões de restos à pagar.

Os dados já haviam sido apresentados oficialmente à Comissão de Educação da Câmara Municipal pelo secretário de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo contador-geral do Município, Éder Galiciani, durante reunião realizada neste ano, quando foram detalhados os números da execução orçamentária da Educação.

A manifestação ocorre após declarações do ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que voltou a questionar os resultados apresentados pela atual gestão e sugeriu a existência de irregularidades relacionadas aos investimentos da pasta.

A Prefeitura esclarece que os valores citados pelo ex-secretário referem-se a restos a pagar, instrumento legal previsto na administração pública e regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os restos a pagar correspondem a despesas que foram empenhadas e registradas dentro do exercício financeiro, mas cujo pagamento pode ocorrer no ano seguinte.

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A administração municipal destaca que essa situação é comum na gestão pública e não configura qualquer irregularidade. Todas as despesas da Educação foram devidamente registradas nos sistemas contábeis do município e constam dos demonstrativos oficiais encaminhados aos órgãos de controle.

A Prefeitura também esclarece a diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal. Pedalada fiscal ocorre quando despesas ou obrigações financeiras deixam de ser registradas oficialmente na contabilidade pública, ocultando a real situação das contas do ente público. Já os restos a pagar são despesas reconhecidas, empenhadas e contabilizadas regularmente, permanecendo registradas até sua quitação.

Dessa forma, não houve qualquer ocultação de despesas na Educação. Os valores pendentes estavam devidamente lançados na contabilidade municipal, em conformidade com a legislação vigente.

A própria aplicação dos recursos da Educação foi defendida pelo então secretário Amauri Monge quando ainda comandava a pasta. Em prestação de contas realizada na Câmara Municipal, ele afirmou que o município havia investido 26,1% em Educação durante 2025, acima do percentual mínimo exigido pela Constituição Federal.

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Na ocasião, Monge declarou que os valores empenhados estavam corretamente registrados e que os restos a pagar encontravam-se dentro da legalidade, afastando qualquer irregularidade na execução orçamentária da pasta.

Além do cumprimento do índice constitucional, a Prefeitura ressalta que despesas importantes para o funcionamento da rede municipal, como parte da alimentação escolar, são custeadas com recursos próprios e não integram o cálculo do percentual mínimo exigido pela Constituição.

A administração municipal reforça que todos os dados permanecem à disposição dos órgãos de controle, da Câmara Municipal e da sociedade, reafirmando o compromisso com a transparência, a responsabilidade fiscal e a correta aplicação dos recursos destinados à Educação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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