CUIABÁ

Projeto propõe que escolas de Cuiabá troquem sirenes por sons mais suaves para alunos com autismo

21/02/2024
Projeto propõe que escolas de Cuiabá troquem sirenes por sons mais suaves para alunos com autismo
O projeto de lei 15/2024 que tramita na Câmara Municipal de Cuiabá propõe que as escolas públicas e privadas da cidade substituam as sirenes que indicam os horários de entrada e saída das aulas por sinais sonoros ou musicais mais adequados aos alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A medida, que foi apresentada no dia 9 de fevereiro, visa garantir maior eficácia ao aprendizado e atenção dos estudantes que sofrem com sensibilidade auditiva e se irritam ou se assustam com ruídos elevados.
O autor do projeto, o vereador Mário Nadaf (PV), explica que o TEA é um distúrbio do neurodesenvolvimento, que causa problemas no processo de comunicação, interação e no comportamento social da criança. Ele afirma que a troca das sirenes por sons mais agradáveis pode melhorar o ambiente escolar e a integração dos alunos com autismo no convívio com os demais.
Segundo o projeto, os novos sinais sonoros ou musicais serão escolhidos pela equipe gestora e pelo conselho deliberativo de cada unidade educacional, respeitando as necessidades e preferências dos alunos com TEA. O projeto também determina que o sinal sonoro ou musical não poderá apresentar risco de pânico ou desconforto aos estudantes com autismo.
O projeto de lei ainda precisa ser aprovado pela Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito para entrar em vigor.&nbsp
“Importa destacar que o valor dispensado pelos estabelecimentos escolares é ínfimo frente aos beneficiados que esta troca gerará aos discentes. Sendo assim, justifica-se plenamente o presente projeto, que para dar cumprimento às determinações legais e assegurar uma maior integração de alunos com TEA no convívio escolar, é que se torna necessária a sua aprovação”, justificou o vereador.
Secom – Câmara Municipal de Cuiabá

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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