CUIABÁ
Programa Vida no Trânsito analisa dados sobre vítimas fatais, fatores e condutas de risco para subsidiar políticas preventivas
A Comissão de Coleta, Análise de Dados e Gestão da Informação, que tabula os números do Boletim Epidemiológico do Programa Vida no Trânsito de Cuiabá, se reuniu nessa quinta-feira (16), na Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) e apresentou informações sobre os acidentes de trânsito com vítimas fatais ocorridos no município no ano de 2021. Os dados mostraram que homens, sob o efeito de bebida alcoólica e pilotando motos, lideraram o ranking de acidentes daquele ano. Foram 108 vítimas fatais e os dados referem-se aos casos de óbitos ocorridos no local do acidente e os que aconteceram até 30 dias após. O conhecimento sobre fatores e condutas de risco servem para subsidiar políticas de prevenção de lesões e mortes.
O levantamento também aponta que 78% das vítimas são do sexo masculino e 21,3% do sexo feminino. Ainda, 65% das vítimas possuíam idades entre 30 a 59 anos, seguida pela faixa etária de 10 a 29 anos, 25%.
Os números mostram ainda que 68,8% dos acidentes foram provocados por motociclistas, seguido de pedestres em 11,3%, automóveis em 10% e por bicicletas em 6,3%.
Foi constatado ainda que as três maiores condutas de risco foram a falta de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em 38,6%, avanço de sinal em 15,7%, converter em locais proibidos em 13,3%. A análise apontou que na maioria dos acidentes com vítimas o condutor havia feito ingestão de álcool, 38,2%. Na sequência, constatou-se que a incidência de alta velocidade em 30,3%.
“O Programa Vida no Trânsito é muito importante para Cuiabá, porque conseguimos extrair do boletim epidemiológico o perfil da conduta dessas pessoas que estão se vitimando e os fatores e condutas de risco. E com isso, os gestores conseguem tomar decisões mais assertivas para evitar esses acidentes no trânsito. Nesses dados houve um aumento com relação aos motociclistas, e grande parte deles não possuem CNH. E através disso, os gestores públicos que atuam no trânsito como a Delegacia de Trânsito, Polícia Militar, Samu, Detran e outros, reforçam ações no intuito de diminuir esses acidentes com medidas de educação no trânsito, engenharia e fiscalização. A retomada desse trabalho vai contribuir para que ações sejam direcionadas”, explica o diretor de Trânsito da Semob, Michel Diniz.
Ele pondera ainda que na edição referente aos dados de 2021 aponta que as vítimas possuíam de 30 a 59. Já em 2020, as vítimas eram mais jovens, na faixa etária de 10 a 29 anos.
“Os acidentes com motocicletas cresceram. Na penúltima edição dos dados, o número era de pouco mais de 50%. Agora, chegam a 69%. Com a pandemia registrou-se um aumento muito grande de motociclistas com o trabalho informal, como de entregadores, que muitas vezes não possuem treinamento, CNH e conhecimento específico das regras de trânsito. E então, mediante a análise dessas informações, iremos direcionar os trabalhos dos órgãos de trânsito”, finalizou.
Técnica de Vigilância e Agravos não Transmissíveis na Vigilância Epidemiológica de Cuiabá, Nelcilene Aparecida Amaral, explica que o objetivo do Programa Vida no Trânsito, criado pelo Ministério da Saúde, é subsidiar os gestores no fortalecimento de políticas de prevenção de lesões e mortes no trânsito através da qualificação da informação de acidentes, planejamento integrado das ações e monitoramento e avaliação destas, buscando assim promover intervenções efetivas de segurança no trânsito. “Este boletim epidemiológico feito pela Secretaria de Saúde de Cuiabá, por toda a Comissão, é repassado para os órgãos de trânsito para realizar as intervenções necessárias de educação no trânsito e fiscalização. Consequentemente, as ações irão gerar redução de gastos na saúde mediante a redução de internações decorrentes de acidentes de trânsito”.
A diretora de Conformidade Legal e Educação para o Trânsito do Detran-MT, Adriana Carnevale, falou sobre a importância dos dados apresentados para o direcionamento das ações no trânsito. “O Detran participa do projeto Vida no Trânsito estadual e temos uma gerência que participa de reuniões no âmbito nacional. E hoje, participo desta reunião ao qual o Detran tem o maior interesse para propor projetos em parceria com a Semob e demais instituições de trânsito, porque somando esforços vamos implantar mais projetos para reduzir os acidentes de trânsito”.
O subcomandante do Batalhão de Trânsito de Mato Grosso, major Lucas Maciel, reforça que o levantamento estatístico realizado em conjunto por órgãos de trânsito e atendimento de acidentes devem contribuir com informações.
“O Batalhão de Trânsito da Polícia Militar é uma dessas instituições que contribuem para a realização deste boletim e é objetivo da gestão pública em geral a redução dos acidentes de trânsito, mortes e lesões, nada mais justo que essas instituições contribuam com esse trabalho. O primeiro passo é aferir a quantidade, as principais causas para o trabalho posterior de educação ou fiscalização possam ser direcionado”.
As informações apresentadas neste boletim são produzidas através da integração dos bancos de dados da Saúde e da Polícia, sendo processados e analisados por uma Comissão composta por técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS); Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SEMOB); Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DELETRAN); Coordenadoria de Estatística da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP); Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTRAN), Perícia Oficial de Identificação Técnica (POLITEC), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e Concessionária Rota do Oeste.
Composição da Comissão de Coleta, Análise de Dados e Gestão da Informação:
Secretaria Municipal de Saúde (SMS/CUIABÁ)
Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SEMOB/CUIABÁ)
Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (SESP/ PJC/ DELETRAN/MT)
Gerência de Perícias em Crimes de Trânsito (SESP/POLITEC/MT)
Gerência de Perícia de Laboratório Forense (SESP/POLITEC/MT)
Coordenadoria de Medicina Legal (SESP/POLITEC/MT)
Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (SESP/BPTRAN/MT)
Polícia Rodoviária Federal (PRF)
Concessionária Rota do Oeste
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
CUIABÁ
Mutirão de regularização fundiária no Doutor Fábio Leite II é retomado nesta segunda-feira
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, retoma, nesta segunda-feira (4), até quarta-feira (6), o mutirão de cadastramento voltado aos moradores do bairro Doutor Fábio Leite II que desejam regularizar seus imóveis. O atendimento ocorre das 9h às 16h, na Rua dos Trabalhadores, quadra 77, casa 18.
A ação teve início na quarta-feira (29) e também foi realizada na quinta-feira (30), dando continuidade ao processo de regularização fundiária. O objetivo é garantir o acesso ao título definitivo de propriedade, assegurando mais segurança jurídica às famílias e contribuindo para a valorização dos imóveis.
De acordo com a coordenadora de Habitação, Graziele Rondon, a entrega e a atualização dos documentos são etapas fundamentais para o andamento do processo. “Estamos orientando os moradores sobre a atualização dos documentos. Quem já tem processo em andamento poderá complementar a documentação e, para quem ainda não iniciou, será aberto um novo processo pela equipe técnica de regularização. Em outro momento, a equipe social realizará visita domiciliar para comprovação dos documentos apresentados e também para verificar o uso do lote”, explicou.
Entre os moradores que compareceram nos primeiros dias de atendimento está André Luiz, que vive há mais de 15 anos no bairro. Segundo André, a regularização representa mais segurança para a família. “Para nós, moradores, regularizar o terreno é uma garantia a mais. Moro aqui há mais de 15 anos e vi toda a evolução do bairro. Já temos asfalto, melhorias, mas precisamos do documento. Morar em um lugar sem documentação é não ter garantia de nada. Vim dar entrada no processo para ter essa segurança”, afirmou.
A moradora Karina Cristine, que reside há 26 anos no bairro Doutor Fábio Leite II, também participou do mutirão. “Já tenho mais de 26 anos morando aqui e, há dois anos, dei entrada no processo. Acredito que agora será a oportunidade de concluir. É um sonho ter o documento da casa, não só para mim, mas para muitas pessoas que moram aqui há tantos anos”, relatou.
Durante o mutirão, os moradores recebem orientações sobre a documentação necessária, podem entregar pendências e contam com o apoio da equipe social para dar andamento às etapas do processo de regularização fundiária.
Confira abaixo os documentos necessários para dar início ao processo de regularização:
Para solteiros: certidão de nascimento, RG e CPF;
Para casados: certidão de casamento, RG e CPF de ambos;
Para divorciados: certidão de casamento com averbação do divórcio, RG e CPF apenas de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
Para viúvos: certidão de casamento e certidão de óbito do cônjuge falecido, RG e CPF de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
União estável: escritura pública de cartório ou homologação dessa condição feita em juízo, certidão de nascimento, RG e CPF de ambos.
Trazer também:
Contrato de compra e venda da casa ou outro documento do imóvel (é necessário constar quadra e lote, por exemplo: título de posse antigo, IPTU etc.);
Comprovante de endereço da casa a ser regularizada (água, luz, telefone etc.);
Comprovante de renda de todos os moradores da casa dos últimos três meses.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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