CUIABÁ

Prefeitura inicia orientação de ambulantes e reforça segurança na Arena Pantanal

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), iniciou nesta semana ações de orientação e notificação de ambulantes sobre as restrições para instalação nas vias de acesso à Arena Pantanal. A medida, em preparação para o show da banda Guns N’ Roses, marcado para esta sexta-feira (31), atende uma decisão da Câmara Temática de Grandes Eventos, para garantir a segurança do público e manter o fluxo adequado de pedestres, viaturas policiais e ambulâncias nas imediações do estádio, que deve receber mais de 40 mil pessoas.

Os fiscais da Sorp estão nas Avenidas Ranulfo Paes de Barros, Oir Castilho, Traçaia e Agrícola Paes de Barros, vias que compõem o perímetro de segurança do evento, para notificar ambulantes sobre as restrições de instalação de barracas e pontos de venda nas áreas de acesso emergencial da Arena. Os ambulantes poderão atuar em áreas fora das rotas de emergência da Arena.

De acordo com a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, a ação da Sorp não tem caráter punitivo, mas orientativo. “Nosso intuito não é aplicar multas nem apreender mercadorias. É uma medida de segurança. Queremos facilitar o fluxo de pessoas e veículos, garantindo que todos possam curtir o show e retornar para casa com tranquilidade”, destacou.

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Ela completou: “Estamos contando com a compreensão dos trabalhadores. Sabemos da importância do comércio ambulante e reconhecemos que o evento é uma oportunidade de renda, mas também precisamos zelar pela segurança coletiva. A ideia é equilibrar os dois lados, com diálogo e responsabilidade”, destacou a secretária.

Juliana Palhares reforçou que a fiscalização será integrada, com apoio de outras secretarias e das Forças de Segurança do Estado: “É um grande evento e exige um esforço conjunto de todos os órgãos. O foco é evitar aglomerações e garantir que os acessos de emergência, como os das ambulâncias e viaturas, fiquem desobstruídos”, enfatizou.

O planejamento das ações conjuntas para o show internacional foi definido em três reuniões preparatórias pelo Grupo de Trabalho (GT) criado na Câmara Temática de Grandes Eventos, vinculada ao Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), com representantes da organização do evento, do Governo do Estado [Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil], órgãos federais, Ministério Público, Juizado Especial e diversas secretarias municipais [Procon Municipal, Sorp, Semob, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Segurança Pública e Defesa Civil].

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Liberação de Licença

Para a realização de grandes eventos na capital, a Prefeitura de Cuiabá exige a Licença Especial, documento essencial para assegurar a legalidade e a conformidade de qualquer empreendimento público. O processo de análise inclui diversas reuniões técnicas voltadas à discussão das etapas e à verificação detalhada de toda a documentação. A etapa final consiste em uma vistoria conclusiva, agendada para o dia 30, com o objetivo de confirmar se toda a estrutura montada atende integralmente aos requisitos exigidos e previamente aprovados.

#PraCegoVer

A imagem mostra o momento de uma das reuniões da Câmara Temática de Grandes Eventos, vinculada ao Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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