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Pixote 2025: Muito além da vitória, a história de superação e vínculos que ecoam em Cuiabá

Quando as últimas sequências de jogadas do Campeonato Pixote 2025 ecoaram pelas paredes do Ginásio Verdinho, na última sexta-feira (12), ficou evidente que o que permanecerá registrado na memória de quem viveu a competição vai muito além dos troféus erguidos. São as histórias humanas que brotaram de cada quadra, de cada treino, dos olhares atentos dos pais nas arquibancadas e dos sorrisos espontâneos dos jovens atletas a cada ponto conquistado. Em seu terceiro ano desde a retomada, o tradicional campeonato, que reúne jovens de Cuiabá em modalidades coletivas como futsal, basquete e, especialmente, o voleibol, reafirma um valor essencial: o Pixote não forma apenas atletas, mas contribui de maneira decisiva para a construção do caráter, da disciplina e da cidadania de seus participantes.

Uma tradição que ressurge e contagia

Promovido pela Prefeitura Municipal de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), o Campeonato Pixote 2025 voltou com força total após dois anos de interrupção, reunindo mais de mil atletas inscritos e mobilizando escolas, clubes, famílias e comunidades em diversas partes da capital.

“O Pixote cumpre sua missão de manter os atletas motivados e treinando até o fim do ano, mesmo após a principal temporada de competições”, refletiu o secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, apontando que a retomada mostrou o quanto a comunidade queria a volta dessa tradição esportiva tão importante. Ele destacou ainda o compromisso em ampliar o calendário e fortalecer ainda mais as competições para 2026, com mais oportunidades para os jovens. “Treinem bastante, pois a temporada 2026 será ainda melhor”, disse, deixando um recado inspirador aos participantes.

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Voleibol: ritmo, paixão e lições para a vida

No centro das atenções na reta final esteve o voleibol, que após jornadas intensas nas fases classificatórias, chegou às finais carregado de emoção nas categorias Mirim, Infantil e Juvenil. Mais do que resultados, o que se percebe é um crescimento coletivo, de atletas que aprendem a competir com respeito, a lidar com desafios e a cultivar relações de amizade dentro e fora da quadra.

Para Bruno Henrique, técnico em Educação Física da Smecel e coordenador do voleibol no Pixote, o esporte é uma potente escola de vida. “Independente de ser coletivo ou individual, o esporte mostra que você tem que superar as dificuldades, levando isso para a vida. Não é somente dentro da quadra. Se você tiver uma dificuldade pessoal ou financeira, o esporte te dá essa lição: você tem que superar todos os desafios. Trabalhamos muito com a resiliência, pois enquanto não acabar o jogo, a gente não desiste, e isso vale também para a vida”.

Essa crença na formação humana por meio do esporte reverberou em cada treino e partida, mostrando que a quadra é palco, sim, de competição, mas, acima de tudo, de aprendizado contínuo.

Histórias que inspiram: o olhar de quem vive o Pixote

Aparecida Maria Moreira, a Cidinha, técnica em Educação Física e auxiliar na coordenação do voleibol, complementa a visão ao destacar o impacto profundo da competição na vida dos jovens. Para ela, o Pixote:

• Afasta os jovens das telas, promovendo interação social e combate ao sedentarismo, tão comuns na era digital;
• Desenvolve coordenação motora, autonomia e raciocínio, essenciais não apenas para a prática esportiva, mas para a vida adulta;
• Constrói autoestima, confiança e disciplina, ingredientes fundamentais para o crescimento pessoal.

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Cidinha também ressaltou a emoção de ver pais e familiares dedicando tempo para torcer, mesmo em dias úteis, celebrando cada ponto conquistado pelos filhos com orgulho. “Quando o atleta ama o esporte, ele vem, seja segunda, domingo ou feriado”, afirmou, lembrando que a presença das famílias tem sido um diferencial especial neste Pixote.

Troféus? Sim, mas não só isso

Enquanto o futsal já havia definido seus campeões nas categorias de base e o voleibol mobilizava corações rumo às finais, o que se observava era que o verdadeiro legado do Pixote está nas experiências compartilhadas:

• Na disciplina que surge do esforço diário;
• Na convivência respeitosa com adversários e colegas;
• No aprendizado de vencer e de lidar com a derrota com dignidade;

Na esperança de que cada jovem, ao final da competição, carregue consigo mais do que um troféu, leve uma lição para a vida.

O Campeonato Pixote 2025 reafirma aquilo que profissionais do esporte, atletas, pais e comunidade já sabem: o esporte é uma ferramenta de transformação social e humana. E aqui, em Cuiabá, esse potencial foi vivido, celebrado e sentido em cada ponto disputado, em cada sorriso de um jovem atleta e no aplauso encorajador de quem está ao seu lado.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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