CUIABÁ

Operação Tapa-Buraco atende a região do Dom Aquino e Bosque da Saúde

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Obras Públicas, deu início a mais uma fase da operação tapa-buraco na capital, com foco em dois pontos de grande fluxo de veículos. Nesta segunda-feira (3), as equipes concentraram os trabalhos no bairro Bosque da Saúde e na região bairro Dom Aquino, com o objetivo de melhorar a infraestrutura urbana e a segurança viária.

Com a participação de 28 operadores distribuídos em quatro equipes, o serviço contemplou toda a extensão da Avenida 15 de Novembro, Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha) e da Rua dos Diamantes, importantes vias de acesso para motoristas e pedestres. A operação visa revitalizar as ruas da cidade, proporcionando mais conforto e segurança para quem circula pela região.

Os trabalhos incluem recapeamento e aplicação de manta asfáltica, um processo que nivela a superfície das vias e contribui para sua durabilidade. A ação busca oferecer maior resistência ao tráfego intenso, garantindo melhor estabilidade e trafegabilidade para condutores e pedestres.

Na execução do serviço, os operadores atuam na preparação do material e no rastelamento, garantindo a melhor adesão do pavimento ao solo. Em seguida, a operação conta com o suporte de caminhões-caçamba e máquinas de pavimentação, que asseguram a correta aplicação dos materiais e a eficiência do trabalho.

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“Sabemos que a infraestrutura é essencial para o bem-estar da população, e estamos trabalhando constantemente para revitalizar as principais vias da cidade, como a Avenida 15 de Novembro e a Rua dos Diamantes, que têm grande fluxo de veículos. Nossa equipe está empenhada em oferecer um serviço de qualidade, com o apoio das máquinas e dos materiais adequados, para garantir ruas mais resistentes e seguras”, frisou o secretário de Obras Públicas, Reginaldo Teixeira.

As equipes técnicas da Secretaria Municipal de Obras Públicas acompanham de perto a execução dos serviços, reforçando o compromisso com a qualidade e a satisfação dos moradores. Para garantir a segurança dos trabalhadores e a fluidez do tráfego, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) realiza a sinalização e coordena os desvios necessários para motoristas e pedestres que transitam pela região.

#PraCegoVer

A imagem mostra seis operadores realizando o rastreamento de lama asfáltica colocada na Avenida Tenente Coronel Durante (Prainha), no bairro Dom Aquino. Eles estão usando uniformes laranja com coletes refletivos. Ao fundo, é possível ver um ônibus com o letreiro indicando o itinerário “313 – PRAINHA”.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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