CUIABÁ

Museu da Imagem e Som funcionará em novo horário a partir do dia 6 de março

O Museu e Imagem e Som de Cuiabá (MISC) Lázaro Papazian, localizado no coração de Cuiabá, na Rua Voluntários da Pátria, proporciona muito mais que uma viagem no tempo.

Além de seu rico acervo distribuídos pelo espaço, como do fotógrafo Lázaro Papazian, do músico Mestre Inácio, que marcou seu tempo com o Rasqueado do Baú; do comunicador do rádio Deodato Monteiro, que ficou conhecido como “o fofoqueiro da cidade” pela irreverência como revelava os acontecimentos; do jornalista, ator, professor e músico Liu Arruda, do historiador e cineasta Aníbal Alencastro, também possui particularidades que impressionam por existirem há mais de 200 anos.

Entre tais preciosidades que marcaram épocas está um gramofone tocado a corda, que tinha a função de uma caixa de som, e um piano que era abrilhantado por iluminação em castiçais.

Para melhor atender o público, a partir do dia 06 de março, o Misc, que é vinculado à Secretaria Municipal de Cultura, funcionará em novo horário, das 9h às 17h, sem pausa para o almoço.

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“O Misc é uma ebulição de informações, riquezas da nossa história sendo um espaço voltado para a arte e cultura regionais num dos casarões do Centro Histórico da Capital, onde recebe visitantes de todos os cantos, inclusive do exterior. Também temos espaços para realização de eventos e divulgação de trabalhos artísticos, exposições diversas”, explicou o músico e coordenador do Misc, Neto Morais.

Há verdadeiras relíquias temporâneas, como fotos dos carnavais dos séculos passados, de diferentes décadas de 20, 30, 50. Um acerco de disco de vinil com mais de 1.200 unidades; fotos de Cuiabá de muitos anos atrás e da atualidade, ambas registradas do mesmo ponto e ângulo da cidade para marcar o avanço do progresso sem perder a origem de tudo. Há ainda uma maquete reproduzindo a cidade nos tempos da Vila Real do Bom Jesus de Cuyabá, ajuda a memorizar um período da história cuiabana.

E, nessa linha do tempo, a evolução do telefone, incluindo os primeiros aparelhos de celulares lançados no mercado e que eram fenomenais para a época.

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No pátio do Misc existe um dos 23 poços que ainda funcionam no Centro Histórico de Cuiabá.

Em meio a este cenário há um estúdio novo, moderno e equipado para gravações pensado para atender os artistas locais gratuitamente. As tratativas estão sendo estudadas para em breve lançar as diretrizes para uso.

E ainda o Cine Misc destinado a eventos como saraus, lançamentos de trabalhos artísticos e literários, e demais eventos culturais.

“No Misc o passado e o presente convergem em harmonia. Aqui o tempo não passa, ele se revela”, pontuou o músico, servidor público e intermediador do Misc, Luiz Oliveira.

#PraCegoVer

A foto mostra o pátio interno do casarão que abriga o Museu de Imagem e Som de Cuiabá. Ao centro do espaço está localizado um dos 23 poços que ainda estão em funcionamento no Centro Histórico da cidade. A estrutura física do prédio exibe construção antiga e bem conservada, sendo de dois andares com varanda para apreciar o espaço.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Exposição “Pantanal em Mim” reúne arte, memória e reflexão ambiental em Cuiabá

O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, em Cuiabá, recebeu neste sábado (8) a abertura da exposição “Pantanal em Mim”, da artista plástica e educadora Adaiele Almeida. A mostra reúne 20 obras inspiradas no Pantanal e segue aberta à visitação até 10 de setembro. A programação de abertura ocorreu das 8h às 17h e reuniu, no espaço histórico, aula de yôga, feira de artesanato e gastronomia.

Natural de Cáceres e criada às margens do Rio Paraguai, Adaiele levou para as telas referências da infância ligada ao rio e a uma família de pescadores. Segundo a artista, praticamente todas as obras guardam lembranças desse período. “Meus pais trabalhavam no Rio Paraguai, então eu sempre estava ali percorrendo juntamente com eles na pesca. Cada obra fala um pouquinho dessa memória”, contou. Sobre a recepção do público, acrescentou: “Muitas pessoas se sentiram conectadas com as obras porque falam um pouquinho da nossa raiz, da nossa essência, carregam um pouco da nossa história”.

A mostra também representa uma nova etapa na trajetória de Adaiele, que já participou de exposições coletivas e realiza agora sua primeira individual. A exposição foi aberta inicialmente em Cáceres antes de chegar à capital. “Eu fiz a primeira abertura em Cáceres, que é o lugar onde eu nasci, não poderia ser diferente, e aí a trouxe para cá para expandir um pouquinho mais para a nossa capital também, para conhecerem os artistas do interior e a arte que está sendo produzida por lá”, afirmou a artista.

Com curadoria de Dayana Trindade, as 20 obras são organizadas a partir da relação afetiva da artista com o território pantaneiro, articulando natureza, memórias de infância e elementos do imaginário. Questões ambientais também aparecem nas pinturas por meio de referências à fumaça e ao lixo. “A escolha da Adaiele para se comunicar é de uma forma lúdica e poética. No entanto, não deixamos de falar e promover aquilo que sentimos”, explicou a curadora. Segundo Dayana, a proposta pode ser entendida como uma “denúncia poética”, que busca provocar reflexão sobre a preservação ambiental sem recorrer a uma abordagem agressiva.

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A dimensão ambiental da mostra também foi percebida pelos visitantes. O policial militar David Winkle destacou o contraste entre a representação da beleza pantaneira e temas como queimadas e poluição. “Conseguimos perceber a beleza contrastada com uma crítica muito bem exposta pela artista”, disse. Para ele, as pinturas trazem “uma reflexão muito contemporânea” sobre as queimadas, a poluição e a forma como o Pantanal tem sido afetado. Já a assistente de auditoria Endy Ariel Santos Matos chamou a atenção para as expressões humanas retratadas nas obras e destacou a importância de ampliar a divulgação de atividades culturais para a própria população de Cuiabá.

Entre as ações da abertura esteve uma aula de yôga conduzida pela professora Marielly Camargo, que relacionou a prática ao ambiente histórico e à temática da exposição. “A ideia é promover o momento de presença. O yoga traz essa consciência do agora, da respiração, deixando a pessoa com mais sensibilidade e um olhar mais atento à exposição”, explicou. O arquiteto e urbanista Rodolfo Rosa Alvarenga, que participou da atividade, relatou percepção semelhante. “Como a gente já entrou num clima de prestar atenção, de olhar para dentro, acho que aflora alguns sentimentos a mais”, afirmou. Segundo ele, a experiência também o levou a observar com mais atenção o museu e registros antigos de Cuiabá.

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A programação abriu ainda espaço para pequenos produtores, com comercialização de artesanato e alimentos. A feirante Ingrid Suellen levou produtos da culinária local com o objetivo de “trazer os produtos cuiabanos, como o salgado e o bolo tradicional, para as pessoas conhecerem o nosso tempero”. A artesã Cristina Oliveira do Nascimento apresentou sabonetes artesanais, fitoterápicos e kits comemorativos. Para ela, participar da feira representa uma oportunidade de “lucrar, vender e tornar o meu produto conhecido”. Apesar da avaliação positiva sobre a iniciativa, as duas consideraram o movimento inicial tímido e apontaram a necessidade de ampliar a divulgação para fortalecer futuras edições.

Para a secretária municipal adjunta de Turismo, Roseli Nonato Silva, integrar cultura, gastronomia e outras atividades é uma estratégia para aproximar os moradores dos espaços históricos da capital. “A nossa intenção, enquanto Secretaria de Turismo e Prefeitura, é fazer com que o cuiabano venha conhecer esse espaço que é dele”, afirmou. “Queremos, através dos nossos aparelhos turísticos, fomentar o turismo e potencializar esses locais para que as pessoas venham conhecer o potencial que Cuiabá tem”, completou. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha funciona de segunda a domingo, inclusive no horário de almoço, e permanece aberto nos fins de semana até as 17h30.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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