CUIABÁ

Michelly Alencar cobra providências na educação de Cuiabá durante reunião da comissão

08/05/2025
Michelly Alencar cobra providências na educação de Cuiabá durante reunião da comissão

Débora Inácio – assessoria vereadora Michelly Alencar&nbsp

Durante a reunião ordinária da Comissão de Educação da Câmara Municipal, realizada nesta quarta-feira (7), a vereadora Michelly Alencar (União), vice-presidente da comissão, cobrou providências do secretário municipal de Educação, Amauri Monge Fernandes, quanto a diversas demandas da rede pública de ensino em Cuiabá.
Um dos principais pontos abordados pela parlamentar foi a ausência de entrega dos uniformes escolares em várias unidades da rede municipal, mesmo com o ano letivo já em andamento.
“Ontem visitei uma escola, hoje estive em mais duas, e em todas as diretoras relataram que ainda não receberam os uniformes escolares deste ano. A gestão anterior costumava entregar no segundo semestre, mas nosso objetivo era mudar isso e garantir os uniformes já no início do ano letivo”, afirmou Michelly.
O secretário Amauri explicou que, no início do ano, a gestão teve que tomar medidas emergenciais, pois não havia nenhum processo licitatório em andamento. Segundo ele, o fornecedor entregou 41% da quantidade estipulada em contrato e o restante deve ser entregue até o final desta semana.
“Acredito que até a segunda quinzena de maio conseguiremos resolver o problema dos uniformes de maneira definitiva”, disse Amauri, que também anunciou que, para 2026, a aquisição será feita já em outubro de 2025, com o objetivo de garantir a distribuição antes do início do próximo ano letivo.
Michelly também apontou precariedades nas creches Santa Inês e Sebastião Tolomeu, assim como em outras e cobrou medidas emergenciais. Amauri respondeu que a Creche Santa Inês, no bairro Poção, enfrenta problemas na ligação de energia no prédio alugado provisoriamente.
“A equipe da Energisa esteve no local e hoje os técnicos já estão atuando. Acredito que amanhã o atendimento às crianças será retomado. São mais de 15 dias sem atendimento, e isso não pode mais acontecer”, pontuou o secretário.
A vereadora solicitou informações sobre os investimentos na infraestrutura das escolas e mais transparência sobre os métodos e valores que serão utilizados para melhorias.
“O senhor já nos adiantou aqui na reunião que em junho haverá ações de investimento na estrutura física das escolas. Mas como isso será feito? Por meio de licitação? Ata? Precisamos entender como a Secretaria e a Prefeitura pretendem realizar esses investimentos”, questionou Michelly.
Sobre o tema, o secretário explicou que estão sendo analisadas alternativas para acelerar o processo, como a formalização de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), evitando a morosidade das licitações.
“Temos entre R$ 60 a R$ 100 milhões reservados no orçamento para infraestrutura. Estamos estudando juridicamente a forma mais ágil de executar esses recursos, seja por chamamento público ou adesão a atas já existentes.Em junho, vamos iniciar as obras nas unidades escolares”, garantiu Amauri.
Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB)
A parlamentar também questionou os baixos índices de Cuiabá no IDEB. Atualmente, a capital ocupa a 12ª posição entre as capitais brasileiras.
Em resposta, o secretário afirmou que há um plano estruturado para reverter os indicadores. “Estamos focando no planejamento pedagógico desde a educação infantil até o 5º ano do ensino fundamental. Com o engajamento dos nossos profissionais, vamos melhorar o desempenho de Cuiabá”, garantiu.
Ao final da reunião, a vereadora reafirmou seu compromisso com a fiscalização e o diálogo com a gestão municipal.
“Nosso papel é acompanhar de perto, cobrar e garantir que os recursos sejam usados para oferecer condições dignas a alunos e profissionais da educação”, concluiu Michelly Alencar.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

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O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

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Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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