CUIABÁ
Mais de 25 mil pessoas foram atendidas no ambulatório do Hospital Municipal de Cuiabá
O ambulatório do Hospital Municipal de Cuiabá “Dr. Leony Palma de Carvalho” (HMC) faz um balanço positivo no atendimento aos pacientes da capital e interior do Estado. Em média são recebidos 200 pacientes diariamente, divididos em mais de dez especialidades médicas. O balanço do ano de 2021 mostra que o ambulatório do HMC registrou 25.761 mil atendimentos. O maior e mais moderno hospital do Estado, instalado pela gestão Emanuel Pinheiro, já funciona há três anos.
“Comodidade, conforto à população, serviço de qualidade. Recorre à saúde pública quem não tem condições de pagar um plano privado ou é o SUS ou é o SUS para maioria esmagadora da nossa gente trabalhadora. Por isso, nosso compromisso tem que ser redobrado, trabalhando de manhã, de tarde e de noite”, destacou o prefeito Emanuel Pinheiro.
Segundo a ouvidora do HMC, Manoela Luzardo, o ambulatório foi muito bem avaliado pelos serviços prestados. Os 55 pacientes entrevistados no mês de janeiro do ano de 2022 avaliaram como ótimo os quesitos recepção com 83,64%, a parte de agendamentos 76,37%, equipe de enfermagem 82,35%, equipe médica 84,91%, estrutura física 90,91%, limpeza 87,27%, bio imagem 92,11%, demais profissionais da saúde 94,34% e avaliação geral 94,55%.
A coordenadora do ambulatório, Doramy Araújo, explica que 60% das consultas realizadas são via Central de Regulação do Sistema Único de Saúde – SUS e 40% são vagas de retorno de pacientes atendidos no ambulatório. “Nossa prioridade é a humanização e a agilidade dos atendimentos. Quando o paciente sai do consultório já agendamos o retorno, em algumas situações muitos pacientes já realizam os exames na hora e já mostram para o médico, sem necessidade de nova regulação. Também agendamos o retorno via telefone, se o paciente preferir. Nossa demanda é alta, mas sem fila de espera”, informa.
Segundo a paciente Maricelma Ramos, 54 anos, que reside em Cuiabá, no Bairro Leblon, ela machucou o punho e foi encaminhada via central de regulação para consulta ortopédica no HMC. “Esse foi meu primeiro atendimento nesta unidade hospitalar, e foi excelente! O médico é ótimo! Fui muito bem avaliada por ele, e muito bem atendida por toda a equipe de funcionários”, diz.
O paciente Marcos Marcondes, 50 anos, diz que a estrutura física, limpeza e atendimento do HMC são ótimos. “Não tenho do que reclamar. Consultei com um excelente médico e fui muito bem recebido por todos”, ressalta. A idosa Elizabete Espinele, 60 anos, acompanhou o marido Marcos no atendimento ortopédico. Ela fez muitos elogios. “Esse é o melhor médico! Não é Deus, mas faz milagre! Eu já operei com ele há alguns anos e ele atendeu muito bem meu marido”, diz. “O HMC é bem limpo, ambiente aconchegante e os funcionários tratam a gente bem”, completa.
De acordo com o diretor geral, Paulo Rós, da Empresa Cuiabana de Saúde Pública- ECSP, que administra o HMC, a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro prioriza a qualidade dos serviços e a assistência ao paciente. “Recebemos muitos pacientes do interior do Estado, e a nossa preocupação é com o social também. Entregamos ticket refeição em consideração aos pacientes que demorarão horas para retornar à cidade de origem. Diariamente os pacientes elogiam tanto o atendimento quanto a parte estrutural e assistencial”, ressalta.
Ambulatório
O ambulatório do HMC funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. Telefone para agendamento do retorno (65)3318-4811.
CUIABÁ
Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça
Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.
O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.
Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.
A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.
“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.
Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.
“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.
Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.
Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.
“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.
O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.
Ação na Justiça
A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.
Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.
Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.
No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.
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