CUIABÁ

Lincoln Sardinha, novo secretário de Turismo, destaca Museu da Caixa D’Água Velha como cartão postal da cidade

Hoje, é celebrado o Dia Internacional dos Museus, e o novo secretário de Turismo de Cuiabá, Lincoln Tadeu Sardinha Costa, destaca o sucesso de visitação nos museus da capital. Ele cita como exemplo o Museu da Caixa D’Água Velha, localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, 1-105 – Centro Sul. Segundo ele, cerca de 500 a 600 pessoas visitam o local em exposições permanentes e temporárias. Na capital, são três museus gerenciados pela Prefeitura de Cuiabá: além do Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, o Museu do Rio Alfredo Scaff Hyd e o Museu de Imagem e Som de Cuiabá – MISC.
“Temos um turismo interno que precisa ser explorado ainda mais. Nós gerenciamos dois museus, e um deles, o da Caixa D’Água, é um sucesso em termos de visitação. Precisamos expandir para os demais e oferecer mais opções de lazer junto a eles, talvez até um café anexo. Estou confiante porque temos projetos aqui para melhorar ainda mais os museus, que são ambientes agradáveis. Aqui no Museu do Rio, temos um restaurante e estamos perto do Rio Cuiabá. Precisamos fazer alguns ajustes nos próximos dias, mas a ideia é melhorar para ampliar as visitações”, comentou Lincoln.
O Morro da Caixa D’Água está recebendo a exposição do artista plástico Hermínio Luís Nhantumbo, intitulada “Nhantumbo Space”, natural de Moçambique. A exposição “Hora da Ponta” ocorrerá entre os dias 3 de março e 23 de abril, das 9h às 11h e das 13h às 17h. O artista descreve que a exposição “Hora da Ponta” representa a correria do dia a dia em Moçambique, retratando o esforço daqueles que buscam trabalho para sustentar suas famílias.
Já o Museu do Rio conta com uma exposição permanente de fotografias da antiga Cuiabá no auditório “Arquiteto, Urbanista e Artista Plástico Moacyr Freitas”. Moacyr Freitas foi o criador dos projetos da atual rodoviária de Cuiabá, da Avenida Miguel Sutil e um dos idealizadores do Centro Político Administrativo (CPA) e do Parque Mãe Bonifácia, entre outros.
Museu do Rio Cuiabá – Hid Alfred Scaff
O Museu do Rio Cuiabá está instalado no prédio do antigo Mercado do Peixe, construído em 1899. A construção foi tombada pelo Governo do Estado em 1983, e a recuperação do prédio aconteceu em 1999, pela Prefeitura Municipal de Cuiabá, no ano em que se completou o centenário de sua construção. O local passou a abrigar o Museu do Rio Cuiabá, “Hid Alfredo Scaff”. Essa iniciativa contribui para a recuperação da memória do bairro do Porto e dos municípios às margens do rio Cuiabá, sendo uma fonte de pesquisa para historiadores e interessados na cultura regional.
O Museu do Rio Cuiabá possui linhas de ação que garantem sua efervescência cultural e tem se transformado em um polo criador e articulador de vivências e pesquisas sobre a arte e a cultura popular mato-grossense. O museu conta a história da cidade de Cuiabá por meio de exposições de fotografias, peças de artesanato, artes sacras e maquetes da região.
O Museu do Rio de Cuiabá está localizado dentro do antigo Mercado do Peixe, às margens do rio Cuiabá, na Avenida Beira Rio, s/nº, Porto. O espaço fica aberto de segunda a sexta-feira, em horário comercial.
Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC)
Inaugurado em 2006, o Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), “Lázaro Papazian Chau”, vem somar-se às diversas iniciativas que atuam pelo desenvolvimento do audiovisual em Cuiabá. O espaço abriga um importante acervo histórico da cidade. Além disso, o MISC serve como suporte para investimentos em formação, concursos fotográficos, oficinas, mostras, exposições e outras atividades.
O museu é um dos equipamentos culturais mais visitados do município e está localizado no coração do Centro Histórico, nas dependências do antigo Sobrado do Alferes “Joaquim Moura”. Em seu interior, há um acervo de imagens e sons de valor inestimável para a cultura regional. São aproximadamente oito mil fotos do fotógrafo Eurípedes Andreato, retratando o cotidiano, fatos, monumentos e personalidades de Cuiabá no passado. Além disso, o acervo conta com uma infinidade de discos de vinil, imagens em fitas de vídeo, áudio em fitas-cassete e outras preciosidades, oferecendo um registro visual e sonoro para conhecer a Cuiabá de tempos passados.
O MISC está localizado na Rua Voluntários da Pátria, nº 75, esquina com a 7 de Setembro, no Centro Histórico da capital. O espaço fica aberto nos dias de semana, das 8h às 18h, com duas horas de fechamento (12h às 14h).
Museu do Morro da Caixa D’Água Velha
O pequeno aqueduto de estilo romano, conhecido como Morro da Caixa D’Água, foi construído em 1882, durante a gestão do coronel José Maria de Alencastro como presidente da Província de Mato Grosso. A caixa d’água recebia água aduzida pela Hidráulica do Porto, movida por máquina a vapor. Essa caixa abastecia a população cuiabana com água potável por gravidade.
Dessa forma, Cuiabá vivenciou a implantação de um novo sistema de abastecimento de água potável, com canos de ferro fundido embutidos no subsolo, principalmente na área central da cidade, marcando assim a concepção do ambiente urbano do município de Cuiabá. O projeto de revitalização do morro e restauração da caixa d’água irá desenterrar, literalmente, a história da cidade, transformando essa área em um espaço educacional, cultural e turístico de grande importância.
Redescoberto e recuperado no final de 2007, o Museu ganhou destaque nos roteiros turísticos, de pesquisa e passeios educativos, e está localizado em uma área urbanizada que se integra com a natureza. O espaço tornou-se um dos monumentos histórico-turísticos mais visitados da capital. O Museu da Caixa D’Água Velha em si consiste em uma grande exposição de arte aos olhos dos visitantes. Além das exposições permanentes, que mostram objetos que fizeram parte de sua própria história, como tubos de ferro fundido e registros usados no controle da distribuição de água, o Museu também promove mostras rotativas de peças de artistas locais e de outras regiões do estado.
O Morro da Caixa D’Água Velha abriga o Museu das Águas, sendo um local de efervescência cultural. A parte interna, onde se encontra o aqueduto, impressiona os visitantes. Esse reservatório comportava 1,2 milhões de litros, o suficiente para garantir o abastecimento dos 25 mil moradores de Cuiabá.
Na parte superior da obra, foram construídos vários espaços, como um grande deck de madeira que contorna uma grande ximbuva (árvore de 75 anos utilizada pelos ribeirinhos para a produção de viola-de-cocho), que recebeu atenção especial.
O Museu está localizado na Rua Comandante Costa, esquina com a Nossa Senhora de Santana, no centro da cidade. O espaço está aberto para visitação todos os dias, de segunda a sexta, das 8h às 17h, e aos sábados e domingos, das 9h às 17h (com intervalo das 12h às 13h).

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Horários de funcionamento:

Museu do Rio Alfredo Scaff Hyd – Cuiabá
Segunda a sexta-feira- 8h às 18h
Com intervalo para almoço – 12 às 13h
Museu da Caixa D’Água Velha
Segunda a sexta-feira- 8 às 17h
Intervalo de almoço- 12h às 14h
Sábado e Domingo- 9h às 17h
Com intervalo de almoço- 12h às 13h
Museu de Imagem e Som de Cuiabá – MISC
Segunda a sexta-feira- 8h às 18h
Intervalo de almoço- 12 às 14h

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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