CUIABÁ

Johnny Everson celebra cultura cuiabana e conquista do Flor Ribeirinha

31/10/2023
Johnny Everson celebra cultura cuiabana e conquista do Flor Ribeirinha
O vereador Johnny Everson (PDT) realizou Sessão Solene na manhã desta segunda-feira (30.10) para celebrar a conquista do grupo de Siriri Flor Ribeirinha, no “Cheonan Dance World Festival”, com a entrega de 30 Moções de Aplausos. A equipe cuiabana conquistou o título de melhor grupo de dança folclórica do mundo, em outubro. A solenidade contou com a presença do secretário de Estado de Cultura Esporte e Lazer, Jefferson Neves.&nbsp
“Agradeço do fundo do meu coração a você Johnny Everson, por reconhecer a nossa cultura, não tem um mês que retornamos e já organizou essa homenagem. É ainda mais importante vindo de você que colaborou conosco desde o início, quando ninguém apoiava.”, celebrou a Mestra da Cultura Mato-grossense, Domingas Leonor da Silva, mais conhecida como Dona Domingas.
A fundadora do grupo destaca que não é fácil trabalhar com cultura, mas hoje todos veem a luz que é o siriri, rompendo as fronteiras do Brasil e do mundo. Dona Domingas, ainda usou a tribuna para agradecer ao secretário Jefferson Neves, ao governador, Mauro Mendes e a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, madrinha do grupo. O vereador Johnny Everson conhece e colabora com o grupo, desde os tempos em que era presidente do Conselho Estadual de Cultura, no início dos anos 2000, e reconhece a necessidade do comprometimento político com a pauta da cultura.&nbsp
“Esses artistas tem uma extensa ficha de trabalho para manter viva a nossa cultura. Ainda quando estive da presidência do Conselho, era um sofrimento, naquele momento as autoridades políticas não entendiam a necessidade do aporte para as políticas de cultura como entendem hoje. E todo esse investimento possibilita a cultura ser um setor estruturante, de transformação de realidades como é atualmente do nosso quintal para o mundo.”, defendeu o vereador, Johnny Everson.&nbsp
Johnny aproveitou o espaço na tribuna para as lembrar desde Wilson Santos como prefeito e Mário Olímpio como secretário Municipal de Cultura, ao começarem o Festival de Siriri. E dos desafios enfrentados a partir de 2019, na cultura, pelo ex-deputado estadual e ex-titular da Secel, Allan Kardec, e do deputado estadual, que também esteve a frente da secretaria, Beto Dois a Um. “Precisamos nomear quem teve coragem e começar esse grande momento da nossa cultura.”, defendeu, Johnny Everson.&nbsp
Tudo o que nós estamos vivendo nos últimos anos é algo que eu sonhava quando treinador, e na transição de Governo, que o Johnny participou, nós sonhamos juntos. “Nós sabemos dos desafios e esperamos que não retroceda nunca mais. É importante que a comunidade cultural e esportiva, se fortaleça e entenda tanto a sua importância que nenhum gestor que vier depois de nós consiga diminuir tudo que já avançou. E isso só vai continuar se nós nos fizermos representar politicamente, com quem firme compromisso com o setor.”, afirmou o secretário Jefferson Neves.&nbsp
Também participaram da Sessão Solene, a vereadora Michely Alencar Neves, e a presidente de honra e uma das fundadoras do grupo Flor Ribeirinha, Carmem Tereza Costa Carvalho.
Da Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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