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Formação vai abordar a violência sexual e os recursos midiáticos no combate ao trabalho infantil e adolescente

O quarto encontro formativo do Projeto MPT na Escola será nesta quinta-feira (12) e, irá abordar dois temas, ‘Abuso Sexual e o Papel da Escola na Identificação e dos Meios de Encaminhamento das Vítimas’ e, ‘Os Recursos Midiáticos no Combate ao Trabalho Infantil e do Adolescente”. A formação será online, pela plataforma Zoom, às 18h. O encontro é voltado para professores, gestores pedagógicos e comunidade das 10 unidades que participam do Projeto, e gestores pedagógicos da Secretaria Municipal de Educação 

O Projeto MPT na Escola é uma inciativa do Ministério Público do Trabalho, desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação. Cerca de 2 mil estudantes do 4º ao 7º Ano e suas famílias, além de 84 professores e gestores escolares de 10 unidades da rede pública municipal de educação, estão participando do Projeto.

O coordenador municipal do MPT na Escola, professor Edmilson Marques de Moraes, falou sobre os objetivos do Projeto.  “O Projeto MPT na Escola vem ao encontro da Política da Escola Cuiabana, no desenvolvimento de ações que buscam a formação integral dos estudantes. Nesse caso, entre os objetivos do Projeto estão a identificação das causas de exclusão escolar e atuar para superá-las de maneira intersetorial, fortalecendo a proteção das crianças e dos adolescentes, garantindo o ensino e a aprendizagem dos estudantes”, salientou o coordenador municipal do MPT, Edmilson Marques de Moraes.

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O encontro formativo desta quinta-feira contará com a presença da Promotora de Justiça, Lais Liane de Resende, e da psicóloga, Léia Ribeiro de Morais, que falarão sobre o papel da escola na indefinição da violência contra as crianças e adolescentes e o encaminhamento das vítimas. Logo em seguida o assessor da Coordenadoria de Formação, da Secretaria Municipal de Educação, William Hortega falará sobre as novas tecnologias utilizadas no combate ao trabalho infantil e adolescente.

MPT na Escola

Este ano participam do Projeto as Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB) Ana Tereza Arcos Krause, Antônia Tita Maciel de Campos, Floriano Bocheneki, José Luís Borges Garcia, Nossa Senhora Aparecida, Profª. Esmeralda de Campos Fontes, Prof. Firmo José Rodrigues, Madre Marta Cerutti, Senhorinha Ana Alves de Oliveira e a Escola Municipal de Educação Básica do Campo (EMEBC) Dr. Estêvão Alves Correa.

O MPT na Escola faz parte do Projeto Estratégico “Resgate a Infância”, desenvolvido pela Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância), com atuação conjunta em três eixos — educação, aprendizagem e políticas públicas. Por meio da informação o projeto pretende prevenir e combater o trabalho infantil, conscientizar a sociedade, fomentar políticas públicas, promover a formação profissional e proteger o trabalhador adolescente.

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Biografia

A Promotora de Justiça, Titular da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Alta Floresta ingressou no Ministério Público de Mato Grosso em 2012. Graduada em Direito pela Universidade de Cuiabá (Unic), em 2005 é especialista em Direito do Estado com Ênfase em Direito Constitucional.

Léia Ribeiro de Morais é bacharel em Psicologia pelo Centro Universitário Filadélfia (UNIFIL) de Londrina. Possui Pós Graduação (Especializações 360 horas) em   Didática do Ensino Superior (UNIFLOR); Psicologia de Trânsito e Neuropsicologia (UNYLEYA); Psicologia Jurídica e Forense; Avaliação Psicológica; Psicodiagnóstico e Justiça Restaurativa e Mediação em Conflito. Atualmente é Psicóloga Credenciada na Polícia Federal, Psicóloga/Perita AD HOC/Escuta Especializada e Psicóloga Voluntária no TJMT/Vara da Infância e Juventude onde coordena o Grupo de Apoio à Adoção.

 

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CUIABÁ

Mulheres do Projeto Lutadoras iniciam jornada de defesa pessoal e fortalecimento em Cuiabá

O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal para as alunas do Projeto Lutadoras, na Secretaria da Mulher, nesta segunda-feira (20), foi marcado por acolhimento e conscientização. Nesta semana, o projeto inicia atividades em todas as unidades distribuídas por Cuiabá, reunindo 866 mulheres inscritas em uma das maiores edições já realizadas.

Sob as instruções do profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, as alunas receberam orientações. Ele explicou que o trabalho começa antes mesmo das técnicas. “Hoje fizemos um acolhimento, falando sobre o que é o abuso, quais enfrentamentos existem dentro de casa e na rua e como evitar que a situação aconteça. Esse é o primeiro momento do treinamento”, afirmou.

De acordo com Gilson de Oliveira, nas próximas aulas serão trabalhados condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento e alguns golpes específicos. “O principal é mostrar como evitar a situação e dar condições para que a mulher saia dela, caso aconteça, e saiba para quem ligar e como pedir ajuda.”

Para Eduarda Butakka, diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher de Cuiabá, a preparação também tem efeito preventivo. “Quando o agressor sabe que a mulher está preparada para se defender, ele pensa duas vezes. Uma mulher preparada tem mais meios de se proteger.”

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Entre as participantes, o sentimento é de entusiasmo e fortalecimento. A servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal, resume o novo momento: “Agora sou lutadora. Lutando para ter qualidade de vida e equilíbrio no corpo físico e mental.”

Ela convidou as mulheres a participar e destacou que o aprendizado começa na prevenção. “Quando a violência começa, seja psicológica ou física, precisamos evitar o confronto. Mas, se for necessário, precisamos saber nos defender e também pedir ajuda.”

Moradora do bairro Baú e trabalhadora do comércio, Glaucileia Basana afirmou que gostou muito da aula. Segundo ela, mesmo sem experiência, já aprendeu dois golpes. “É uma aula prática, e o professor ensina de uma forma que a gente aprende de primeira. Conheci o projeto pelas redes sociais da Prefeitura e estou aqui. Achei muito interessante, principalmente pela violência que as mulheres sofrem. É uma forma de ter mais segurança para andar pela cidade”, contou.

Para 2026, o projeto foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, distribuídas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital, com duas turmas por unidade e média de 60 alunas por polo. As participantes frequentarão os polos e horários escolhidos no ato da inscrição. As inscritas na Praça Rachid Jaudy e no Centro de Referência da Mulher terão aulas na Secretaria da Mulher, conforme informado previamente.

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O projeto é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, liderada pela secretária Hadassah Suzannah. Idealizada pela primeira-dama Samantha Iris, a iniciativa se transformou em uma política pública permanente de fortalecimento e proteção às mulheres da capital.

A instrutora faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo afirmou que a base de suas aulas é o jiu-jítsu, modalidade que permite imobilizações e técnicas de defesa mesmo contra adversários fisicamente mais fortes. “O foco principal é imobilizar e se defender. A mulher precisa estar preparada para reagir, se for necessário”, ressaltou.

Além de técnicas de jiu-jítsu, nas diferentes unidades as alunas terão aulas de judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê. A iniciativa se consolida como estratégia de prevenção à violência contra a mulher, indo além da prática esportiva ao promover segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.

A Secretaria Municipal da Mulher informa que, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, não haverá aulas nos polos. Na quarta-feira e na quinta-feira, as atividades seguem normalmente. Clique AQUI e veja onde será sua jornada

https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/17/outros/2026-04-17-22-36-planilha-completa-com-todos-os-nomes-das-lutadoras-69e2ee197e092.pdf

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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