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“Expressões da Alma: Cor, Luz e Inspiração” destaca talento de artista no Museu da Caixa D’Água

Cores, memórias e emoções se encontram na exposição “Expressões da Alma: Cor, Luz e Inspiração”, do artista plástico e artesão Edewilson Miranda da Silva, que transforma a simplicidade do cotidiano cuiabano em arte. Aberta na sexta-feira (24) no histórico Museu da Caixa D’Água Velha, a mostra segue até 28 de novembro, com entrada gratuita e apoio da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura.

A exposição reúne pinturas e esculturas produzidas a partir de materiais recicláveis, como carrinhos, motocicletas e miniaturas cheias de detalhes, que revelam um olhar sensível sobre o cotidiano, a memória e a identidade cuiabana. Cada peça, como explica o artista, nasce de lembranças da infância e da simplicidade das brincadeiras de antigamente.

“Muitas coisas vêm dos sonhos e das recordações da infância. Eu faço carrinhos, motinhas, brinquedos de sucata, lembrando da época em que as crianças faziam seus próprios brinquedos. Quero que as pessoas sintam essa criatividade e nostalgia”, conta Edewilson.

Cuiabano “de tchapa e cruz”, com 59 anos, Edewilson Miranda retrata em suas pinturas a essência do povo e da terra mato-grossense. As cores vibrantes e as paisagens cheias de vida refletem o amor pela natureza e pelos animais, fontes constantes de inspiração.

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“A natureza e os animais chamam muito a minha atenção. Mato Grosso é rico em belezas que precisam ser retratadas. Quando alguém olha uma tela minha, quero que sinta esse orgulho da nossa terra e das nossas tradições”, afirma o artista.

O espaço escolhido para a mostra tem um valor especial. O Museu da Caixa D’Água Velha, um dos mais importantes patrimônios históricos de Cuiabá, guarda lembranças da antiga cidade e da vida às margens do rio. Para Edewilson, expor ali é uma forma de celebrar suas próprias raízes.

“A Caixa D’Água faz parte da história de todos nós. Era dali que se abastecia toda a cidade. Esse lugar me faz lembrar da Feirinha da Mandioca, do Porto, da época em que eu ia pescar a pé e comia bolo de arroz nas festas da Dona Bembem. É muito bom poder mostrar meu trabalho aqui, nesse espaço cheio de memória.”

Além das pinturas e esculturas, o público encontra um convite à reflexão sobre o papel da arte na preservação da identidade cuiabana. Para Edewilson, cada obra é também uma forma de fortalecer o orgulho local e divulgar a criatividade regional.

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“O artista cuiabano tem o papel de retratar o que temos de mais bonito. Nossa cultura, nossas paisagens e nosso jeito de viver. Isso nos dá uma identidade, reflete quem somos. E a Secretaria de Cultura tem sido uma parceira importante, abrindo portas e valorizando nosso trabalho”, ressalta.

A exposição “Expressões da Alma” também tem conquistado o público visitante: várias obras já foram adquiridas por colecionadores e turistas. “Já vendi 15 peças pequenas e algumas telas. Estou muito contente com o reconhecimento e com o interesse das pessoas. Quem vier vai gostar. Tem muito talento e criatividade sendo mostrados aqui”, convida o artista.

Serviço

Exposição: “Expressões da Alma: Cor, Luz e Inspiração”
Artista: Edewilson Miranda da Silva
Data: Até 28 de novembro de 2025
Horário: das 8h às 17h
Local: Museu da Caixa D’Água Velha – Rua Comandante Costa, Centro-Sul, Cuiabá
Realização: Prefeitura de Cuiabá – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura
Entrada gratuita

#PraCegoVer
A imagem que acompanha a matéria mostra o artista plástico Edewilson Miranda no interior do Museu da Caixa D’água Velha, posando em meio a suas pinturas e um banner promociona.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Secretário esclarece aplicação de 26% na Educação e explica diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal

O secretário de economia da Prefeitura de Cuiabá, Marcelo Bussiki, esclareceu que cumpriu e superou o percentual mínimo constitucional de investimentos em Educação no exercício de 2025, alcançando aplicação de 26,1% da receita vinculada ao setor, índice acima dos 25% exigidos pela Constituição Federal. Só em 2026, já foram pagos R$ 36,5 milhões de restos à pagar.

Os dados já haviam sido apresentados oficialmente à Comissão de Educação da Câmara Municipal pelo secretário de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo contador-geral do Município, Éder Galiciani, durante reunião realizada neste ano, quando foram detalhados os números da execução orçamentária da Educação.

A manifestação ocorre após declarações do ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que voltou a questionar os resultados apresentados pela atual gestão e sugeriu a existência de irregularidades relacionadas aos investimentos da pasta.

A Prefeitura esclarece que os valores citados pelo ex-secretário referem-se a restos a pagar, instrumento legal previsto na administração pública e regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os restos a pagar correspondem a despesas que foram empenhadas e registradas dentro do exercício financeiro, mas cujo pagamento pode ocorrer no ano seguinte.

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A administração municipal destaca que essa situação é comum na gestão pública e não configura qualquer irregularidade. Todas as despesas da Educação foram devidamente registradas nos sistemas contábeis do município e constam dos demonstrativos oficiais encaminhados aos órgãos de controle.

A Prefeitura também esclarece a diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal. Pedalada fiscal ocorre quando despesas ou obrigações financeiras deixam de ser registradas oficialmente na contabilidade pública, ocultando a real situação das contas do ente público. Já os restos a pagar são despesas reconhecidas, empenhadas e contabilizadas regularmente, permanecendo registradas até sua quitação.

Dessa forma, não houve qualquer ocultação de despesas na Educação. Os valores pendentes estavam devidamente lançados na contabilidade municipal, em conformidade com a legislação vigente.

A própria aplicação dos recursos da Educação foi defendida pelo então secretário Amauri Monge quando ainda comandava a pasta. Em prestação de contas realizada na Câmara Municipal, ele afirmou que o município havia investido 26,1% em Educação durante 2025, acima do percentual mínimo exigido pela Constituição Federal.

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Na ocasião, Monge declarou que os valores empenhados estavam corretamente registrados e que os restos a pagar encontravam-se dentro da legalidade, afastando qualquer irregularidade na execução orçamentária da pasta.

Além do cumprimento do índice constitucional, a Prefeitura ressalta que despesas importantes para o funcionamento da rede municipal, como parte da alimentação escolar, são custeadas com recursos próprios e não integram o cálculo do percentual mínimo exigido pela Constituição.

A administração municipal reforça que todos os dados permanecem à disposição dos órgãos de controle, da Câmara Municipal e da sociedade, reafirmando o compromisso com a transparência, a responsabilidade fiscal e a correta aplicação dos recursos destinados à Educação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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