CUIABÁ
Comitiva de Rondônia visita Cuiabá para conhecer sistema de monitoramento por câmeras
Uma comitiva da Câmara Municipal do município de Cacoal, em Rondônia, esteve nesta quinta-feira (25) em Cuiabá, visitando as dependências do Centro de Controle Operacional de Mobilidade Urbana (CCMOB), a fim de conhecer o sistema de monitoramento por câmeras implementado no município, que engloba três setores: câmeras de monitoramento, parque semafórico e câmeras de transporte público.
O grupo, representado pelo vereador Edimar Kapiche, foi recepcionado pela secretária de Mobilidade Urbana, Luciana Zamproni, e pelo diretor de Trânsito, Michel Diniz. Ambos explicaram que, atualmente, o sistema do CCO dispõe de 43 câmeras para monitorar, fiscalizar e garantir a fluidez de veículos nas principais vias e corredores da cidade. O trabalho é feito em conexão permanente com órgãos como Samu, Corpo de Bombeiros e Segurança Pública.
“A comitiva nos disse que tinha informações de que nossa central de monitoramento era um verdadeiro case de sucesso, que as nossas câmeras contribuíam não apenas para segurança no trânsito, mas também para a segurança pública do município”, disse Zamproni ao ressaltar que a intenção do grupo é implantar um sistema parecido em Cacoal, tendo em vista a grande quantidade de acidentes ocorridos na cidade. “Explicamos para os legisladores que nosso trabalho tem como principal objetivo educar e conscientizar e, consequentemente, garantir segurança e bem-estar da população”, descreveu.
Além da visita ao CCO, o grupo passou por algumas vias da cidade conhecendo o sistema de semáforos, as funcionalidades das câmeras para, posteriormente, aplicar o modelo em Cacoal. Ao todo, o sistema de monitoramento por câmeras em Cuiabá conta com 43 equipamentos. O diferencial dessas câmeras é a possibilidade da leitura de placas de veículos, que são direcionadas a um banco de dados que analisa possíveis situações de roubo ou furto, por exemplo.
O cercamento eletrônico é uma parceria entre a Polícia Militar, Polícia Civil e o Poder Público. O monitoramento é realizado 24 horas com câmeras espalhadas em pontos estratégicos da cidade.
O trabalho é realizado na sede da Semob, localizada à Rua Treze de Junho, nº 1289 – Porto. Telefone: (65) 3315-4200.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado
A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.
Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.
A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.
A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.
A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.
O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.
A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.
Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.
Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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