CUIABÁ

Comissão de Cultura e Patrimônio Histórico recebe secretário na Câmara de Cuiabá

Vinicius Ferreira – SECOM/Câmara Municipal de Cuiabá&nbsp

A Comissão de Cultura e Patrimônio Histórico (CCPH) da Câmara Municipal de Cuiabá realizou, nesta terça-feira (12), a primeira reunião do segundo semestre legislativo. O encontro contou com a presença do secretário municipal de Cultura, Jhonny Everson, que apresentou um balanço das ações desenvolvidas nos primeiros seis meses de gestão.
Participaram da reunião os vereadores Cezinha Nascimento (União Brasil), Maria Avalone (PSDB) e Eduardo Magalhães (Republicanos).
Presidente da comissão, Cezinha Nascimento ressaltou a relevância da participação do secretário para prestar contas à população.
“O objetivo foi esclarecer as ações realizadas nesses primeiros seis meses, destacando a boa vontade do prefeito Abílio e a competência de Jhonny Everson. Mesmo diante do estado de calamidade, os trabalhos na cultura não pararam. Saio satisfeito com a reunião e espero novas atualizações em breve”, afirmou.
Durante sua apresentação, Jhonny Everson destacou os desafios enfrentados pela pasta, principalmente devido à escassez de recursos e à necessidade de reorganização administrativa.
“No primeiro semestre, concentramos esforços em estruturar internamente a secretaria, organizando a gestão e planejando o orçamento para quitar dívidas acumuladas de anos anteriores. Paralelamente, buscamos formas de captar recursos externos, pois a realidade orçamentária seguirá desafiadora não apenas em 2025, mas também em 2026. Apesar disso, contamos com uma equipe qualificada e motivada para buscar financiamentos e cumprir nossas metas”, explicou.
O secretário também apresentou programas retomados e novos projetos em andamento, como:
Escola de Música de Cuiabá, que atende crianças em diferentes regiões
Reativação do Coral Municipal
Criação de uma Banda Sinfônica
Retorno das fanfarras em escolas
Feira Cultural, fortalecendo a economia criativa local
Projeto Cuiabá Ioma, unindo cultura e conscientização ambiental
Projeto “Cuiabá É Show”, voltado à valorização da identidade cultural local em eventos e festivais
Planos para formação de músicos em escolas, com parcerias internacionais em estudo.
Segundo Jhonny, o objetivo é ampliar a oferta cultural, valorizar talentos locais e criar oportunidades de desenvolvimento social por meio da arte.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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