CUIABÁ

1º Fórum do Protagonismo Feminino debate caminhos e desafios nas esferas de poder em Cuiabá

Vinicius Ferreira | SECOM Câmara Municipal de Cuiabá 

O plenário do Poder Legislativo cuiabano reafirmou, na manhã desta sexta-feira (27), o seu compromisso com as pautas relacionadas ao combate da violência contra mulher na capital com o 1º Fórum do Protagonismo Feminino: Caminhos e Desafios. O espaço discutiu a violência política de gênero, o protagonismo feminino nas instituições e na construção eleitoral. O evento contou com a presença de autoridades e servidoras da Casa de Leis. O debate ativo e de escuta buscou mecanismos para cada vez mais as mulheres ocuparem os espaços públicos de poder. 
A iniciativa destacou a importância de ampliar o debate sobre a participação das mulheres nas instituições públicas e privadas, além de promover a troca de experiências entre lideranças que já ocupam posições de destaque.
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), ressaltou a importância da realização do fórum como ferramenta de transformação social.
 “Esse é um espaço fundamental para fortalecer o protagonismo feminino e promover um diálogo qualificado sobre os desafios enfrentados pelas mulheres. A Câmara tem o compromisso de incentivar políticas públicas e ações que ampliem a participação feminina em todos os setores”, destacou a chefe do legislativo.
Violência Política de Gênero
Foram realizados três painéis de diálogo. No primeiro painel, as discussões giraram em torno da violência política de gênero e os desafios enfrentados por mulheres que ocupam cargos públicos. Além da presidente do Parlamento, compuseram a mesa a primeira vice-presidente, vereadora Maysa Leão (Republicanos), a segunda vice-presidente, parlamentar Michelly Alencar (União Brasil), a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), a deputada federal Gisela Simona (União Brasil) e o procurador-geral da Câmara, Eustáquio Neto.  
Na oportunidade, Maysa Leão destacou a necessidade de ampliar o debate e incentivar a participação feminina na política. “A gente sabe que o ambiente político ainda não é naturalmente feminino. Por isso, é essencial trazer mulheres de diferentes áreas para discutir representatividade e inspirar outras a ocuparem esses espaços. Só teremos instituições mais representativas quando mais mulheres participarem ativamente da política”, afirmou ela. 
Michelly Alencar pontuou a importância de enfrentar a violência política de gênero com firmeza e ampliar a participação feminina nos espaços de poder. “A violência política contra a mulher ainda é uma realidade que precisa ser combatida diariamente. Muitas vezes, ela acontece de forma velada deslegitimando a nossa atuação. Por isso, é fundamental fortalecer redes de apoio, garantir respeito e incentivar mais mulheres a participarem da política. Quando uma mulher ocupa um espaço de poder, ela abre caminho para muitas outras e contribui para uma política mais justa e representativa”, afirmou.
A prefeita Flávia Moretti ressaltou a trajetória de desafios enfrentados pelas mulheres na vida pública. “Não é uma caminhada feita apenas de vitórias. É construída com luta, perseverança e enfrentamento diário. Quando uma mulher entra na política, ela também promove mudanças culturais e sociais, transformando a forma de fazer política”, pontuou.
A deputada federal Gisela Simona também enfatizou a necessidade de união e fortalecimento das mulheres. “Eventos como esse mostram que estamos avançando, mas ainda há muito a conquistar. Precisamos continuar unidas, ocupando espaços e construindo políticas que garantam igualdade de oportunidades e respeito para todas as mulheres”, disse.

Protagonismo Feminino nas Instituições
O segundo painel abordou o papel das mulheres dentro das instituições e a importância da presença feminina na formulação de políticas públicas. Neste, estiveram presentes à mesa, a procuradora da mulher da Câmara e vereadora Maria Avalone (PSDB), a secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares e a secretária da Mulher de Cuiabá, Hadassah Suzannah. 
A vereadora Maria Avalone relatou a necessidade da união feminina e da valorização do papel da mulher na sociedade e na política. “Nós, mulheres, já enfrentamos muitas dificuldades e sabemos, na pele, o quanto é desafiador ocupar esses espaços. Por isso, precisamos levantar a cabeça, agir e buscar os nossos direitos, entendendo que não somos nem melhores, nem piores que ninguém, mas iguais. Hoje já avançamos, temos mais mulheres na Câmara, mas ainda é pouco diante da nossa representatividade na sociedade. Somos maioria, somos mães, somos líderes dentro das nossas casas e comunidades. Precisamos estar unidas, fortalecer umas às outras e incentivar que mais mulheres participem da política. Quando a mulher se une, ela transforma realidades e constrói um futuro melhor para todos”, destacou. 
A secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares, frisou a relevância do debate e o avanço da participação feminina. “É fundamental promover reflexões sobre o protagonismo feminino nas cadeias decisórias. Ainda são espaços predominantemente masculinos, e é necessário que as mulheres ocupem esses lugares com competência, fortalecendo a presença feminina nas instituições”, disse.
Ela também reforçou o reconhecimento às mulheres que abriram caminhos. “Muitas mulheres vieram antes de nós e possibilitaram que hoje estivéssemos aqui. Precisamos continuar avançando, debatendo e ampliando essas conquistas”, completou.
Já a secretária da Mulher, Hadassah Suzannah, incentivou outras mulheres a se desafiarem. “É preciso ter coragem, aceitar desafios e se permitir aprender. O protagonismo feminino passa por assumir responsabilidades e desenvolver a confiança ao longo do caminho”.
Protagonismo Feminino na Construção Eleitoral
O terceiro e último painel, teve como convidados o vice-presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB, Carlos Hayashida, a subprocuradora da Procuradoria Especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, e a advogada especialista em Direito Eleitoral, Rayssa Castilho, que trouxeram reflexões sobre a participação feminina nos processos eleitorais e os mecanismos para ampliar essa presença.
Na ocasião, destacaram a importância de garantir condições reais para que mais mulheres disputem eleições, além de discutir instrumentos legais e políticos que assegurem maior equidade de gênero no cenário eleitoral. 
Eles ainda reforçaram a importância da presença feminina nos espaços de poder e da consolidação como um espaço de escuta, troca de experiências e construção de estratégias para ampliar a participação das mulheres na sociedade.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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