INFRAESTRUTURA

Governo aprova projeto de nova rodovia que pode reduzir pela metade distância entre Cuiabá e Chapada

Primeiro trecho da MT-030 terá 14,92 quilômetros e está em preparação para licitação; trajeto completo prevê ligação de aproximadamente 30 quilômetros

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O projeto de construção de uma nova rodovia entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães avançou mais uma etapa. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) aprovou o projeto do primeiro trecho da MT-030, com extensão de 14,92 quilômetros, e iniciou os procedimentos necessários para a abertura da licitação que definirá a empresa responsável pela execução das obras.

A proposta prevê uma ligação alternativa entre as duas cidades, com percurso estimado em aproximadamente 30 quilômetros, praticamente metade dos atuais 62 quilômetros percorridos pela MT-251.

De acordo com a Sinfra, o trecho que teve o projeto aceito começa nas proximidades da comunidade Ponte de Ferro e segue até a região conhecida como Trilha Tope de Fita, no Coxipó da Ponte, em Cuiabá.

O projeto foi elaborado por uma empresa especializada contratada pelo Governo do Estado. Com a aprovação técnica, a secretaria trabalha na organização do processo licitatório para contratar a responsável pela pavimentação da via, cujo traçado já existe nessa primeira etapa.

Apesar do avanço, a implantação completa da MT-030 ainda depende de estudos e autorizações ambientais. A parte restante do percurso, em direção a Chapada dos Guimarães, é considerada mais complexa devido à proximidade com o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães.

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) informou que recebeu um pedido de licença prévia apresentado pela Sinfra. Entretanto, foram identificadas pendências documentais, comunicadas por meio de ofício. O órgão aguarda as informações complementares para dar continuidade à análise.

Além da avaliação estadual, a continuidade do projeto também depende de autorizações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Alternativa ao Portão do Inferno

A discussão sobre uma segunda ligação entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães ganhou força após os problemas geológicos identificados na região do Portão do Inferno, na MT-251.

No final de 2023, o desprendimento de blocos rochosos e os riscos de deslizamentos passaram a preocupar motoristas e autoridades. Estudos técnicos identificaram pontos de instabilidade nas encostas, levando à adoção de medidas de segurança e à discussão de alternativas para o trecho.

Em 2024, o Governo de Mato Grosso anunciou um projeto de retaludamento, que previa intervenções no paredão rochoso para reduzir os riscos e permitir alterações no traçado da rodovia.

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A proposta, porém, enfrentou dificuldades relacionadas ao licenciamento ambiental. Em junho de 2025, após gastos de aproximadamente R$ 10 milhões, a Sinfra anunciou a mudança de estratégia, substituindo o retaludamento pela proposta de construção de um túnel.

O anteprojeto do túnel, com aproximadamente 513 metros de extensão, foi aprovado pelo Governo do Estado em julho de 2026, com orçamento estimado em R$ 72,5 milhões.

Enquanto o projeto do túnel busca solucionar os problemas de segurança na MT-251, a futura MT-030 é apresentada como uma alternativa de acesso entre a capital e Chapada dos Guimarães.

Além de encurtar o deslocamento, a nova rodovia poderá oferecer outra opção de circulação para moradores, turistas e trabalhadores que utilizam a ligação entre os municípios.

A obra, entretanto, ainda não tem prazo de início divulgado. A execução do primeiro trecho depende da conclusão da licitação e das autorizações necessárias, enquanto a implantação do percurso completo permanece condicionada às etapas técnicas e ambientais.

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CIDADES

Gisela diz que Oeste está no radar de Pivetta com novas diretrizes de desenvolvimento

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A candidata a vice-governadora Gisela Simona, que integra a chapa de reeleição de Otaviano Pivetta, defendeu nesta terça-feira (29.09), em Cáceres, um novo ciclo de desenvolvimento para o Oeste. Com uma presença mais eficiente e estratégica do Governo do Estado na região.

Ao lado da prefeita Eliene Liberato, de vereadores, gestores de vários municípios, da secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, e de lideranças comunitárias Gisela percorreu as ruas e o comércio da cidade, retomando uma relação que começou quando viveu no município para cursar Direito na Unemat.

A movimentação de Gisela pela região ocorre em um momento em que a campanha procura apresentar não apenas a continuidade de uma gestão, mas o que pretende realizar em uma nova etapa no Estado. Pois depois de anos marcados pela recuperação da capacidade de investimento, obras e ampliação da infraestrutura, o desafio agora é fazer com que a riqueza produzida por Mato Grosso se converta em mais oportunidades, serviços e qualidade de vida. .

Nesse desenho, o Oeste aparece como uma das regiões que precisam receber um olhar mais atento e uma estratégia específica de desenvolvimento.

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“Esta é uma região formada por 21 municípios, com mais de 300 mil habitantes. Onde há uma forte preservação das raízes mato-grossenses. Diferente do Norte, Sul e Leste do Araguaia, que receberam um fluxo migratório expressivo, o Oeste mantém características marcantes da formação histórica do estado, o que gera uma demanda peculiar. Mesmo que possua historicamente uma rica economia ligada à pecuária e uma forte agricultura familiar, a região exige uma presença mais efetiva dos serviços públicos pela posição estratégica na fronteira com a Bolívia, e pela conexão com o Pantanal”.

“Assim, dentro deste desenho de desenvolvimento, queremos colocar em prática diretrizes mais eficientes que criem condições para que os municípios produzam mais, agreguem valor àquilo que já produzem, gerem emprego e renda e tenham acesso a serviços públicos capazes de acompanhar seu crescimento” .

A caminhada pelas ruas de Cáceres teve, igualmente, um significado que ultrapassou o pedido de apoio eleitoral à chapa Pivetta e Gisela. Entre conversas com lideranças, gestores, comerciantes e moradores, a candidata retomou uma prática que marcou sua passagem pela Câmara Federal: usar os recessos parlamentares para conhecer demandas que muitas vezes não chegavam aos centros de decisão e transformar essa escuta em propostas.

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Lembrando que durante seu mandato como deputada federal, pode acompanhar de perto vários municípios como Porto Estrela, Rio Branco, Salto do Céu, Reserva do Cabaçal, Araputanga, Mirassol D’Oeste, São José dos Quatro Marcos, Pontes e Lacerda, Comodoro, Vila Bela, onde observou ‘in loco’ a vitalidade da cultura, dos assentamentos e o impacto positivo de projetos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar.

“Agora, em uma eventual vitória de Pivetta-Gisela, é necessário preparar a região para uma economia menos dependente de uma única matriz produtiva, estimulando industrialização, agregação de valor e diversificação das fontes de renda”.

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