AGRONEGÓCIO

Webinars conectam empresas brasileiras a feiras internacionais e mapeiam oportunidades em mercados estratégicos

Neste início de ano, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) consolidou uma ferramenta estratégica para o agronegócio brasileiro: uma série de webinars com a presença de adidos agrícolas, voltada a preparar exportadores para eventos e feiras internacionais conduzidas pelo Mapa. Apenas em janeiro, seis encontros virtuais reuniram 293 empresários e representantes setoriais, detalhando desde mudanças regulatórias e tendências de consumo até orientações logísticas para a participação em feiras internacionais.

A iniciativa é mais uma no sentido de ampliar a presença do agro brasileiro no exterior. Mais do que informativos, os encontros funcionam como uma consultoria prévia, permitindo que os participantes das feiras e eventos compreendam as particularidades de cada mercado antes mesmo de embarcarem para a participação efetiva.

Inteligência comercial e oportunidades reais

A série de webinars de janeiro preparou empresas brasileiras para feiras internacionais previstas ao longo de 2026, com a participação de adidos agrícolas e equipes técnicas que apresentaram oportunidades de mercado, tendências de consumo, exigências regulatórias e orientações logísticas para ampliar e diversificar exportações.

Thaifex HOREC Asia, prevista para 11 a 13 de março, em Bangkok (Tailândia), contou com a participação de 44 representantes. O webinar apresentou oportunidades no mercado tailandês e detalhes do Pavilhão Brasil. Entre os destaques, esteve a mudança regulatória que zerou a tarifa de importação para bebidas alcoólicas.

Leia Também:  Greening cresceu 56% em um ano. Citricultores devem entregar relatório até dia 15

Food & Hospitality Vietnam (FHV), prevista para 24 a 26 de março, em Ho Chi Minh (Vietnã), contou com a participação de 46 representantes. O encontro detalhou a estreia do Brasil na feira, reuniu informações sobre o mercado vietnamita e orientou empresas sobre posicionamento e preparação comercial.

AQUASUR Chile, prevista para 24 a 26 de março, na Región de Los Lagos (Chile), contou com a participação de 52 representantes. O webinar indicou oportunidades para pescados brasileiros, destacou o potencial para tilápia e informou a disponibilização de lounge com participação gratuita para empresas.

FHA – Food & Hotel Asia 2026, prevista para 21 a 24 de abril, em Singapura, contou com a participação de 47 representantes. O webinar apontou oportunidades para cafés especiais, lácteos, frutas, mel, bebidas alcoólicas e itens gourmet.
Alimentaria, prevista para 23 a 26 de março, em Barcelona (Espanha), contou com a participação de 63 representantes. O encontro discutiu tendências de consumo e desafios regulatórios da União Europeia.

SIAM, prevista para 20 a 26 de abril, em Meknès (Marrocos), contou com a participação de 41 representantes. O webinar apresentou o panorama do mercado e indicou potencial de ampliação para produtos como açaí, carne bovina, arroz, frango e pet food.

Leia Também:  SOJA/CEPEA: Com final da colheita, preços recuam

Próximos passos: agenda de fevereiro

A programação continua em fevereiro, abrindo novas frentes para empresas que buscam diversificar mercados para exportação de seus produtos. As inscrições seguem o modelo de parceria entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Confira as datas dos próximos webinars:

  • SIAL Canadá: 10/02/2026, às 10h
  • Soul Food (Coreia do Sul): 11/02/2026, às 9h
  • Alimentec (Colômbia): 13/02/2026, às 11h

A participação é aberta a empresas de todos os portes com potencial exportador, associações e entidades da cadeia produtiva agroindustrial.

Informações à imprensa

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

Leia Também:  Presidente da CNA se reúne com embaixadores

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

Leia Também:  Caminhão da Saúde no Vale do Jequitinhonha

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA