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Vaca Nelore Donna bate recorde mundial e é vendida por R$ 54 milhões

A vaca Nelore Donna FIV CIAV entrou para a história da pecuária mundial ao atingir o valor recorde de R$ 54 milhões no Leilão Cataratas Collection, realizado quinta-feira (20.11) em Foz do Iguaçu, no Paraná. O valor preço marca um novo patamar para a valorização da genética bovina no Brasil e no mundo.​

No leilão, 25% dos direitos sobre a vaca Donna foram adquiridos por R$ 13,5 milhões pelos criatórios Nelore Huff e Nelore Traia Veia, que se juntam a outros coproprietários, como Casa Branca Agropastoril, Agropecuária Mata Velha e Nelore LMC. A vaca é filha da ex-recordista Parla FIV AJJ, vendida por R$ 27 milhões em maio deste ano, e do touro Bin Ben da Santa Nice, possuindo linhagens consideradas nobres e disputadas na raça Nelore.​

Donna foi eleita Melhor Matriz do Ranking Nacional Nelore de 2023/2024 e tem produção comprovada de embriões, com cerca de 100 gerados por mês. Essa elevada capacidade de produção genética e a qualidade dos descendentes, muitos campeões em exposições importantes como Expozebu e Expoinel, explicam o valor extraordinário atingido no leilão.

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Além disso, a vaca acumula feitos e reconhecimento que reforçam o protagonismo brasileiro na alta genética Nelore, onde outras matrizes valorizadas, como Carina FIV do Kado e Viatina-19 FIV da Mara Móveis, também atingem valores milionários.​

O recorde de Donna reflete o crescimento e a sofisticação do mercado de genética bovina no Brasil, consolidando o país como referência global nesse segmento pecuário. A Casa Branca Agropastoril, coproprietária das principais vacas recordistas, destaca-se como uma das principais referências na seleção e comercialização da raça Nelore.​

Essa valorização não apenas evidencia a importância econômica da genética de alta qualidade para os produtores, como também representa um divisor de águas na história da pecuária brasileira, sinalizando a força do mercado nacional e o potencial de inovação genética do setor.

Fonte: Pensar Agro

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El Niño 2026: saiba detalhes sobre o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do fenômeno no Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) divulgaram nesta segunda-feira (29), o Boletim nº 1 com o objetivo de apresentar o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do El Niño no Brasil em 2026.

O documento é resultado do trabalho realizado em parceria pelos órgãos nacionais e oficiais sobre monitoramento, regulação do uso das águas, gestão de riscos e previsão do clima e tempo. Mensalmente, o conteúdo será atualizado para disponibilizar informações acerca do fenômeno e, assim, apoiar os órgãos federais e estaduais além de contribuir para a tomada de decisões governamentais referentes ao País.

De acordo com o boletim, em junho de 2026 as condições observadas de temperatura da superfície do mar mostram um padrão típico do fenômeno El Niño. Este padrão se apresenta na forma de uma faixa de águas quentes em grande parte do Oceano Pacífico Equatorial que, próximo à costa da América do Sul, são superiores a 2°C.

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Previsão para os próximos meses

A previsão climática para o trimestre julho-agosto-setembro de 2026 indica, de forma geral, chuvas acima da média em áreas da Região Sul do Sul e, chuvas abaixo da média no centro-norte do País.

Ainda, as previsões indicam alta probabilidade de temperaturas acima de média no segundo semestre que, podem aumentar os eventos de onda de calor e a ocorrência de incêndios florestais.

Sobre a previsão da persistência do El Niño e sua intensidade, os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno até, pelo menos o início de 2027, com alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, quando as anomalias/desvios de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial ficam acima de 2,0°C, entre a primavera e o verão de 2026.

Monitoramento contínuo e previsão de impactos

O boletim destaca a importância do acompanhamento das atualizações diárias e mensais dos órgãos para informações acerca de possíveis impactos na agricultura, níveis de rios e reservatórios prioritários além de riscos para inundações e deslizamentos.

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Importante também as recomendações e orientações da Defesa Civil Nacional, especialmente sobre as medidas de autoproteção para a população.

A atuação antecipada e coordenada entre os diferentes níveis de governo e instituições parceiras é fundamental para reduzir os impactos do fenômeno El Niño sobre a população brasileira. O monitoramento contínuo, o planejamento integrado e a adoção tempestiva de medidas de preparação e resposta constituem elementos essenciais para o fortalecimento da gestão de riscos e desastres no país.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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