AGRONEGÓCIO

Sistema FAEP e Secretaria de Educação lançam Concurso Redação Paraná Agrinho


O Sistema FAEP/SENAR-PR e a Secretaria de Educação e Esporte do Paraná (Seed) oficializaram, nesta terça-feira (12), o lançamento do Concurso Redação Paraná Nota 10 – Agrinho. A premiação é resultado da parceria entre o Sistema FAEP/SENAR-PR e o governo do Estado, que, no ano passado, incluiu pela primeira vez a categoria Sistema Redação Paraná para alunos dos Ensinos Fundamental II e Médio da rede estadual.

Para 2022, o Agrinho disponibilizou um regulamento exclusivo para a participação via Redação Paraná. O novo concurso será dividido nas categorias 6º e 7º ano do Ensino Fundamental II; 8º e 9º ano do Ensino Fundamental II; e 1ª, 2ª e 3ª /4ª série do Ensino Médio, em cada um dos 32 Núcleos Regionais de Educação (NRE) do Paraná. Podem participar alunos matriculados em instituições de ensino da rede pública do Estado que utilizam a plataforma. O período para inscrições será de 26 de abril até 24 de junho.

O tema para elaboração das redações é “Sustentabilidade ambiental”. De acordo com o regulamento, os conteúdos relacionados abrangem resíduos orgânicos, sustentabilidade e educação, empresas e sustentabilidade, sustentabilidade no século XXI, economia e meio ambiente, arquitetura sustentável, empresas verdes, abandono de áreas de proteção, projetos de conservação ambiental, preservação de ecossistemas, agricultura sustentável e agricultura alternativa.

“O Agrinho tem sido uma forma de ajudar os professores a implantar o ensino transversal em suas aulas, para torná-las ainda mais interessantes e úteis. Agora, com essa parceria ainda mais estreita e com a sensibilidade apurada do secretário, damos um passo largo adiante. O concurso de redação será um ponto importante de aprimoramento dos nossos alunos”, afirmou o presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette, durante o lançamento.

Leia Também:  Chegou a nova edição da revista Pensar Agro. Não perca!!

O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, destacou a capilaridade do novo concurso, que vai possibilitar a participação de todos os alunos da rede pública do Estado. “Esse ano, teremos algo muito especial. Queremos fazer, agora no retorno das aulas presenciais, o maior Agrinho da história. Para isso, estamos juntando duas ferramentas muito poderosas: Agrinho e Redação Paraná. Cada aluno vai concorrer dentro do seu ano escolar, com chances iguais para todos”, disse.

Confira o regulamento do Concurso Redação Paraná Nota 10 – Agrinho aqui.

Premiação

O Concurso Redação Paraná Nota 10 – Agrinho vai distribuir 1.344 celulares smartphones como prêmio para os autores dos trabalhos classificados em 1º, 2º e 3º lugares conforme os anos escolares de cada NRE, bem como seus respectivos professores. Não será permitida a premiação cumulativa para os docentes.

Além da premiação para os três classificados, todos os alunos que tirarem nota 10 ou a melhor nota em suas redações, receberão um certificado do Agrinho. Segundo a Seed, serão entregues, pelo menos, 15 mil certificados.

Os alunos dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental II vão concorrer com textos do gênero conto, enquanto os estudantes dos 8º e 9º anos participarão com produções do gênero artigo de opinião. Já na categoria destinada ao Ensino Médio, serão avaliados textos dissertativos-argumentativos.

O número de redações enviadas por estudante é livre, desde que possuam conteúdos diferentes. Também não há limite para a quantidade de participantes por escola. Uma banca de avaliação definida pela instituição de ensino ficará responsável por selecionar uma redação nota 10, por ano escolar, para envio ao Núcleo Regional de Educação. Na sequência, cada NRE, que também vai instituir uma banca avaliadora, deve encaminhar as redações selecionadas à Seed, para posterior envio ao SENAR-PR.

Leia Também:  Mercado de ovos deve continuar aquecido em 2024, prevê Cepea

Critérios de avaliação

Todas as redações, independentemente da categoria, deverão conter, no mínimo, 150 palavras e, no máximo, 300, de acordo com as normas presentes na plataforma Redação Paraná. Os textos devem possuir título, obrigatoriamente.

Para a avaliação das redações, serão considerados cumprimento ao tema, originalidade e criatividade, clareza das ideias e apresentação textual. No caso dos textos dissertativos-argumentativos, também será avaliada a estrutura do texto, que deverá conter apresentação, desenvolvimento e conclusão.

Cronograma

As inscrições devem ser feitas entre os dias 26 de abril e 24 de junho, exclusivamente pela plataforma Redação Paraná. A triagem e avaliação dos textos enviados pela Secretaria de Educação estão previstos para acontecer na sequência, de forma remota, por uma banca escolhida pelo SENAR-PR.

Os nomes dos vencedores serão divulgados no site do Sistema FAEP/SENAR-PR (sistemafaep.org.br) e no site da Seed (educacao.pr.gov.br) na primeira quinzena de setembro. A cerimônia de encerramento está prevista para acontecer no dia 8 de novembro, em Curitiba.

Os estudantes classificados em 1º lugar estadual por ano escolar em cada NRE, bem como um acompanhante legal responsável, serão convocados para participarem do evento de premiação.

Fonte: CNA Brasil

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

Leia Também:  Jordânia e Kuwait reduzem restrições à carne de frango brasileira após missão oficial do Mapa ao Norte da África e Oriente Médio

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

Leia Também:  Mapa atualiza zoneamento agrícola de risco climático para girassol

“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA