AGRONEGÓCIO

Senar-MT e sindicato rural são parceiros de Centro de Comercialização que será inaugurado em Livramento

Foto: Prefeitura Municipal de Livramento

O município de Nossa Senhora do Livramento inaugura neste sábado (7), o Centro de Comercialização batizado como Evangelina de Figueiredo Aquino, em uma homenagem à antiga moradora da cidade. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) doou equipamentos para que o local pudesse funcionar.

A cerimônia de inauguração será a partir das 19h e será realizada junto com a Feira É De Livramento, que antes tinha periodicidade mensal e agora, com o Centro, passará a ser semanal. O Centro de Comercialização é uma oportunidade para que pequenos produtores rurais de Livramento tenham espaço para comercializar seus produtos. Apesar da feira ser realizada semanalmente, o Centro ficará aberto todos os dias para os consumidores poderem aproveitar.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Nossa Senhora do Livramento, Benedito de Almeida, os pequenos produtores rurais da região terão mais um local para venderem seus produtos. “O projeto vai levar mais renda aos mais de 60 pequenos produtores de Livramento. Eles terão a oportunidade de comercializar diretamente ao consumidor, e com uma periodicidade maior”, destaca.

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Para o secretário de cultura e turismo, José Eugênio Maciel, a decisão de criar um espaço permanente foi possível graças às parcerias. “A procura tem sido grande e decidimos criar um espaço permanente, por isso, a prefeitura investiu no espaço, que para a instalação teve a parceria do Senar-MT e Sindicato Rural”, explica.

Segundo ele, além do apoio para o funcionamento do local, o Senar-MT é um suporte ao produtor por meio da capacitação. “Os cursos realizados com o Senar-MT ajudam a melhorar a qualidade dos produtos vendidos na feira, por meio de treinamentos ofertados ao produtor ao longo do ano”.

A inauguração contará com a Feira e apresentações culturais abertas à comunidade. A expectativa é reunir um público superior a mil pessoas.

Mutirão – E nesta sexta-feira (06.05), a Comunidade Laginha de Cima em Nossa Senhora do Livramento receberá o Mutirão Rural. Até às 17h, os moradores poderão aproveitar mais de 30 serviços de ação social gratuitamente, graças aos recursos do produtor rural.

Com Assessoria da Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento

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Selo
Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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