AGRONEGÓCIO
Senar-MT desenvolve plataforma EAD para demandas específicas do estado

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) desenvolveu e disponibilizou uma plataforma de ensino à distância, específica para as demandas dos trabalhadores e produtores rurais do estado. Ela já está disponível ao público e pode ser acessada pelo link https://ead.senarmt.org.br/.
De acordo com o superintendente da instituição, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, mais conhecido como Chico da Pauliceia, a ferramenta desenvolvida pela Equipe de Produtos Educacionais (Eped) do Senar-MT e impulsionada pelas necessidades impostas pela pandemia “É uma oportunidade de agregar conhecimento sobre o setor agropecuário, aprendendo da sua casa e no tempo que você tem disponível. ”

Há duas modalidades de capacitação: cursos livres e cursos híbridos. Os cursos livres não são uma formação. Também conhecidos como MOOCs (Massive Online Open Courses), eles possuem carga horária máxima de 16 horas, não são intermediados por instrutores e podem ser realizados por qualquer pessoa que queira agregar novos conhecimentos. Eles não têm restrição de prazo para conclusão, mas ao finalizar todas as etapas haverá a emissão de um certificado.
Até o momento há oito cursos livres disponíveis na plataforma e até o fim de março, a estimativa é que esse número chegue a 20. Para acessar, basta entrar no site https://ead.senarmt.org.br/, fazer o cadastro e se inscrever no curso desejado.
Além dele, a plataforma também oferta cursos híbridos. Eles mesclam estudo online e presencial, com o objetivo de qualificação ou aperfeiçoamento profissional. Nele, há formação de turmas, instrutores e as inscrições são feitas via Sindicato Rural. Em média, o conteúdo à distância corresponde de 60 a 90% da carga horária e posteriormente há o agendamento da parte prática com a turma, pelo Sindicato Rural do município.
De acordo com a analista da Eped do Senar-MT, Ricardo Caporossi, essa é uma opção para quem não pode acompanhar os treinamentos totalmente presenciais. “Há sete opções de cursos híbridos que já podem ser solicitados diretamente aos sindicatos. É uma forma de facilitar o conhecimento para aqueles que não podem fazer a capacitação 100% presencial. Esses cursos já estão disponíveis e vão entrar no próximo Plano Anual de Trabalho (PAT) para que a comunidade e parceiros façam a solicitação. ”
Desenvolvimento – A plataforma já vinha sendo desenvolvida há certo tempo e passava por testes para avaliar o desempenho da ferramenta nas mais diversas modalidades de treinamento. Com a pandemia, surgiu a necessidade de proporcionar aos estudantes a vivência dos cursos, que devido às restrições da covid-19 não podia ser realizada presencialmente.
Em 2020, alunos da rede E-Tec de Campo Novo do Parecis e Sorriso assistiram aulas práticas ao vivo pela plataforma, na impossibilidade de se encontrarem presencialmente. Desde então já foram realizados cursos com outras parcerias. Dentre elas estão a emissão de GTA com o Indea, emissão de nota fiscal avulsa com a Sefaz, formação de leiloeiros rurais com a Famato, Precision IQ com a Trimble, entre outros.

AGRONEGÓCIO
Produtores contribuem para aperfeiçoamento da plataforma AgroBrasil+Sustentável
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), realizou, nessa quarta-feira (6), em Brasília (DF), uma oficina de feedback e usabilidade da plataforma AgroBrasil+Sustentável.
Representantes das cadeias da soja, carne, madeira, café e cacau testaram a plataforma em ambiente de demonstração, com apoio técnico das equipes do Mapa e do Serpro. Os participantes acessaram funcionalidades como login via Gov.br, cadastro da propriedade e emissão de relatórios, além de registrarem percepções sobre a clareza das informações, a facilidade de uso e a utilidade prática da ferramenta.
O encontro contou com contribuições de produtores rurais de diferentes cadeias produtivas para aprimorar a plataforma, especialmente em aspectos relacionados à linguagem, à navegação, à qualificação da propriedade e à geração de relatórios de conformidade socioambiental.
A iniciativa ocorre em um contexto de crescente demanda por comprovação de boas práticas, rastreabilidade e origem livre de desmatamento, especialmente diante de regulamentações internacionais, como o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).
Para a produtora de cacau do Pará, Verônica Preuss, participar da oficina foi uma oportunidade de contribuir para uma ferramenta capaz de dar mais visibilidade à produção rural. “Quanto mais informação a gente tiver, mais rastreável você é e mais possibilidade de comércio e de produção”, afirmou.
As contribuições coletadas serão sistematizadas e poderão subsidiar novos ciclos de aprimoramento da plataforma, com o objetivo de torná-la mais acessível, útil e alinhada às necessidades dos produtores rurais brasileiros.
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