AGRONEGÓCIO
Saca de café atinge recorde nacional ao ser vendida por R$ 200 mil
O 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro registrou nesta semana o maior valor já pago por uma saca de café em leilão nacional. Uma saca da categoria Cereja Descascado produzida por Eduardo Pinheiro Campos na Fazenda Dona Nenem, em Presidente Olegário (MG), foi arrematada por R$ 200 mil, superando todas as marcas anteriores no país. O resultado demonstra o enorme potencial de valorização dos cafés especiais brasileiros, especialmente aqueles produzidos no Cerrado Mineiro, principal região produtora do Estado.
O segundo maior lance ficou na casa dos R$ 100 mil, com a saca campeã da categoria Natural, produzida pela Agropecuária São Gotardo Ltda. No total, o leilão solidário realizado durante o prêmio movimentou R$ 562 mil, valor que será parcialmente destinado ao projeto Escola de Atitude, que fomenta a formação cidadã de jovens nas comunidades produtoras.
O recorde brasileiro de R$ 200 mil por saca supera em muito os valores médios praticados no mercado comum, em torno de R$ 2.200 para a saca de café arábica. No cenário internacional, alguns lotes selecionados em leilões internacionais atingem preços elevados, mas dificilmente se aproximam desse patamar no Brasil, o que reitera a força do café do Cerrado Mineiro e o reconhecimento da alta qualidade do produto aqui produzido.
Eduardo Pinheiro Campos, maior vencedor da história do prêmio com 11 troféus em 13 edições, destaca o trabalho consistente da Fazenda Dona Nenem: “São 20 anos focados em qualidade e inovação. Esse recorde reforça a importância da indicação geográfica da região e o empenho coletivo de produtores, cooperativas e parceiros para promover o café brasileiro no mercado especial”.
No âmbito nacional, a produção de café em 2025 deve alcançar entre 55,2 e 55,7 milhões de sacas, consolidando o Brasil na liderança mundial do setor. A produção concentra-se principalmente no café arábica, o tipo mais valorizado no mercado internacional, e o Cerrado Mineiro segue na vanguarda da qualidade e da valorização dos cafés com indicação geográfica.
Para os produtores rurais, o novo marco no leilão reforça a importância de investir em práticas que assegurem qualidade e certificação, pois o mercado de cafés especiais representa um caminho promissor para agregar valor à produção e ampliar a rentabilidade. A valorização crescente dos cafés do Cerrado Mineiro espelha uma tendência que ajuda a fortalecer todo o agronegócio brasileiro.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Mapa amplia promoção comercial e fortalece cooperação internacional em missão à Espanha e França
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, entre os dias 20 e 24 de abril, missão oficial à Espanha e à França com avanços voltados à ampliação de mercados, ao fortalecimento de parcerias estratégicas e ao aprofundamento da agenda internacional do agro brasileiro.
Entre os principais destaques da programação estiveram a participação brasileira na Seafood Expo Global 2026, em Barcelona, e a formalização da adesão do Brasil ao Programa de Cooperação em Pesquisa em Agricultura Sustentável (CRP), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.
A comitiva foi liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, e cumpriu agendas institucionais voltadas à promoção comercial, à cooperação técnica e ao diálogo sobre temas como sanidade, logística, energia e sustentabilidade.
Barcelona: feira global reforça presença brasileira
Na Espanha, a delegação participou da Seafood Expo Global 2026, principal feira mundial do setor de pescados. O evento reuniu mais de 2 mil expositores de cerca de 150 países e público estimado em 35 mil visitantes, entre compradores, distribuidores e representantes da indústria.
A presença brasileira ocorre em momento estratégico para o segmento. Desde 2023, o Brasil abriu 17 novos mercados para pescados, ampliando oportunidades comerciais e fortalecendo a inserção internacional dos produtos nacionais, além de gestões para a futura retomada das exportações do pescado brasileiro para o bloco europeu.
Durante a programação, o secretário Luís Rua visitou o pavilhão da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), organizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), onde empresas brasileiras apresentaram produtos no âmbito do projeto Brazilian Seafood.
A agenda incluiu ainda reuniões com representantes do setor produtivo e encontro, ao lado do ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, com o ministro da Agricultura, Pesca e Alimentação da Espanha, Luís Planas.
Paris: adesão à CRP e agenda com organismos internacionais
Na França, um dos principais resultados da missão foi a formalização da adesão do Brasil ao Programa de Cooperação em Pesquisa em Agricultura Sustentável (CRP), iniciativa da OCDE voltada ao desenvolvimento de projetos em sistemas alimentares, inovação e produção agrícola sustentável.
Com a entrada no programa, o Brasil passa a participar de forma mais direta da construção de estudos e diretrizes internacionais, além de ampliar o intercâmbio técnico com outros países e fortalecer sua presença nos debates globais sobre sustentabilidade e inovação no campo.
Ao longo de dois dias, a delegação brasileira cumpriu agenda em organismos internacionais sediados em Paris e Dijon. Participaram dos encontros o embaixador e delegado do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas sediadas em Paris, Sarquis J. B. Sarquis; o ministro-conselheiro Joaquim Penna Silva; e a adida agrícola Bárbara Cordeiro.
A programação incluiu reuniões na OCDE, na Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), na Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), na Agência Internacional de Energia (AIE) e no Fórum Internacional de Transportes (ITF).
Na OCDE, em reunião com o secretário-geral adjunto, Yasushi Masaki, e com a diretora de Comércio e Agricultura, Marion Jansen, foram debatidos temas relacionados ao comércio agrícola e à incorporação das especificidades dos sistemas produtivos tropicais nas análises internacionais. Na OMSA, o encontro com a diretora-geral Emmanuelle Soubeyran tratou da harmonização de normas sanitárias e da previsibilidade do comércio de produtos de origem animal.
Nas agendas com a AIE e o ITF, o foco esteve no cenário global e nas possibilidades de cooperação nas áreas de energia e transporte. Em Dijon, reuniões com o diretor-geral da OIV, John Barker, e com a presidente Yvette van der Merwe abordaram harmonização regulatória no setor vitivinícola e cooperação técnica.
Em todos os compromissos, a delegação ressaltou a contribuição do Brasil para a segurança alimentar global, a segurança energética, a sustentabilidade e a inovação no setor agropecuário, com destaque para a experiência nacional em agricultura tropical.
Informações à imprensa
[email protected]
-
POLÍTICA MT5 dias atrásEmendas de Jayme Campos já garantiram 49 CRAS para Mato Grosso
-
POLÍTICA MT7 dias atrásComissão de Saúde se reúne para discutir situação do Samu em Cuiabá
-
VÁRZEA GRANDE MT5 dias atrásAjuste técnico
-
POLÍTICA MT5 dias atrásDeputada Eliane Xunakalo classifica dispensa de servidores e fechamento de unidades do Samu, como desmonte da política de saúde
-
POLÍTICA MT6 dias atrásComissão de Saúde cobra do Governo que reveja demissões e desativação de unidades do Samu em Mato Grosso
-
SAÚDE7 dias atrásGoverno do Brasil intensifica vacinação nas escolas públicas e busca alcançar 27 milhões de estudantes
-
POLÍTICA MT5 dias atrásChico Guarnieri propõe transformar Encontro das Águas em patrimônio turístico de MT
-
ECONOMIA7 dias atrásRodrigo Zerbone é o novo secretário-executivo no MDIC
