AGRONEGÓCIO

Pernambuco é o primeiro estado do Nordeste a integrar o Sipa

Pernambuco é o primeiro estado da região Nordeste a aderir ao protocolo de intenções para fortalecer a inovação nos sistemas agropecuários do estado por meio do Sistema de Inovação nos Sistemas Agropecuários (Sipa).

O Sipa tem como objetivo estimular a formação de um ecossistema de pesquisa, desenvolvimento tecnológico, inovação e fomento a novos negócios em todas as cadeias agropecuárias.

A assinatura do protocolo foi realizada entre o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI), Pedro Neto, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e os secretários de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca (SDA), Cícero Moraes, e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Mauricélia Vidal, cujas pastas irão responder pela condução dos trabalhos, atuando na formação da Comissão Gestora Estadual Agropecuária.

Com duração de cinco anos, o protocolo de intenções prevê que o Mapa disponibilize cooperação técnica, mentoria e suporte ao desenvolvimento de empresas inovadoras.

O superintendente de Agricultura e Pecuária no estado de Pernambuco (SFA-PE), Flávio Sotero, destacou que a agricultura pernambucana tem várias experiências exitosas, graças à pesquisa e à tecnologia aplicadas ao campo, como no caso das frutas nos perímetros irrigados no Sertão do São Francisco. “Pernambuco tem vocação para a inovação e para o empreendedorismo, haja vista experiências bem-sucedidas, como a do Porto Digital, no Recife. Vamos agora canalizar nossos esforços ainda mais em favor do agronegócio, que é de suma importância para o PIB brasileiro”, disse ele.

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Ocorreu ainda, na sede da SFA-PE, o plantio de mudas de Ipê-amarelo-Craibeira (Tabebuia aurea), árvore-símbolo de Brasília. Já para o Parque de Exposições do Cordeiro, foram escolhidas mudas de Baobá (Adansonia digitata), espécie que, embora africana, é muito comum no Recife.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Projeto que dá poder de veto ao Mapa contra ‘canetadas’ ambientais avança na Câmara

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, uma proposta que cria um “freio de arrumação” na edição de normas federais e estabelece uma etapa obrigatória de avaliação técnica para qualquer medida que impacte o agronegócio.

Fruto de uma articulação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o texto determina que regras sobre produção, cultivo, manejo, transporte ou comercialização no campo passem pelo crivo prévio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida ataca a insegurança jurídica que vinha travando licenças ambientais e linhas de crédito rural no País.

O projeto, de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, traz como principal trunfo o caráter vinculante da manifestação do Mapa. Na prática, a análise econômica e de abastecimento feita pela pasta da Agricultura terá peso decisivo. Atos federais editados por outros órgãos (como o Ministério do Meio Ambiente ou Ibama) sem essa consulta prévia perderão a validade jurídica em relação às atividades produtivas afetadas.

A movimentação da FPA ocorreu em resposta a um gargalo que vinha tirando o sono dos produtores: o enquadramento de espécies de altíssima relevância econômica em regimes regulatórios restritivos por órgãos ambientais, tratando culturas tradicionais quase como ameaças ou invasoras.

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A coordenação de Meio Ambiente da bancada, que relatou o projeto por meio do deputado Pezenti (MDB-SC), sustentou que a falta de uma análise técnica integrada vinha gerando prejuízos severos na base produtiva, dificultando a renovação de licenças e fazendo com que bancos questionassem a liberação de custeio. Com o texto costurado pela frente parlamentar, ficam protegidas contra restrições surpresas cadeias como:

  • Aquicultura e Pesca: Cultivos de tilápia, tambaqui e camarão cinza;

  • Silvicultura: Florestas plantadas de eucalipto e pinus;

  • Fruticultura Tropical: Pomares de manga, goiaba e outras variedades;

  • Pecuária: Pastagens de brachiaria, base da carne bovina nacional.

A tese defendida pela FPA é de que a conservação ambiental e a produção agropecuária não são agendas excludentes, mas complementares. O foco do trabalho institucional foi blindar quem produz de normas redigidas por corpos burocráticos sem diálogo com a realidade prática do campo.

Para garantir que a proposta não fosse derrubada por vício de iniciativa (quando o Legislativo tenta interferir diretamente na estrutura interna do Poder Executivo), a FPA desenhou uma estratégia jurídica rigorosa no substitutivo aprovado em Plenário.

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Em vez de propor alterações na lei de organização dos ministérios, a bancada deslocou a nova regra diretamente para a Lei nº 8.171/1991, que institui a Política Agrícola Nacional. Essa engenharia jurídica protege o projeto contra futuros questionamentos nos tribunais e consolida a coordenação institucional como um princípio definitivo da política de Estado para o campo. A aprovação foi defendida pelos membros da frente como uma qualificação da tutela ambiental, obrigando o governo federal a sentar à mesa de forma coordenada antes de emitir qualquer portaria ou decreto normativo.

A aprovação do projeto pela Câmara representa uma vitória institucional robusta para a FPA e sinaliza estabilidade para o planejamento de longo prazo do setor, fator essencial para o fechamento de contratos internacionais e atração de capital privado para o agro.

Ao exigir uma análise de impacto socioeconômico antes de qualquer nova exigência regulatória, a medida estruturada pela bancada visa evitar o desabastecimento, proteger postos de trabalho no interior e impedir o encarecimento de alimentos fundamentais na mesa dos brasileiros. O texto segue agora para as próximas etapas de tramitação no rito legislativo.

Fonte: Pensar Agro

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