AGRONEGÓCIO
Parceria busca alcançar quase 2,5 mil agroindústrias de pequeno porte e aumentar em 12% no faturamento
O Sebrae e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) assinam, nesta quarta-feira (6), na sede da entidade, às 10h, um acordo de cooperação técnica (ACT) para desenvolver ações conjuntas que aumentem a produtividade e a competitividade dos pequenos negócios do campo. Ações de acesso a mercados e sustentabilidade também estão previstas pela parceria.
A iniciativa visa habilitar a comercialização dos produtos de origem animal em todo território e o fortalecimento do certificado de identidade, como produto artesanal, para produtos alimentícios, também conhecido como Selo Arte. O objetivo é permitir que quase 2,5 mil estabelecimentos do país tenham a documentação que permita a comercialização nacional dos produtos de origem animal.
“Vamos trabalhar os serviços de inspeção municipal dos consórcios para que eles façam a adesão ao SISBI e ampliem a comercialização, trabalharemos também no aumento do número de serviços de inspeção municipal consorciados e não consorciados, reduzindo a informalidade. Queremos, por meio dessa iniciativa, destacar a importância da inclusão produtiva dos pequenos produtores para o desenvolvimento econômico, a valorização cultural e a segurança do alimento”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima.
“Em parceria com o Sebrae, realizamos o ConSIM, ampliando a adesão de municípios ao Sisbi-POA e levando a garantia de qualidade e comercialização dos produtos para muito mais pessoas, isso fez com que saíssemos de cerca de 300 para quase 1000 cidades contempladas. E, agora, vamos levar ainda mais oportunidades com o Selo Arte, que agrega valor a esses produtos”, ressalta o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
Serviço
Assinatura de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre Sebrae e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
Quando: quarta-feira (6), às 10h
Local: Sede Nacional do Sebrae – Salão Nobre – SGAS 605, Conjunto A, Asa Sul – Brasília (DF)
Informação à imprensa
[email protected]
AGRONEGÓCIO
Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira
No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.
A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.
O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.
A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.
A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.
Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.
A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.
Fonte: Pensar Agro
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