AGRONEGÓCIO
Na Coreia do Sul, reunião técnica consolida compromissos para auditorias, habilitações e abertura de mercado para produtos brasileiros
A comitiva do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) cumpriu, nesta terça-feira (24), agenda oficial na cidade de Gimcheon, na Coreia do Sul, onde participou de reunião com o comissário Choi Jung-Rok da Agência de Quarentena Animal e Vegetal (APQA).
O encontro teve como objetivo dar continuidade aos compromissos políticos tratado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Lee Jae-myung, e entre os ministros da Agricultura Carlos Fávaro e Song Mi-ryung, com foco no avanço da agenda sanitária e fitossanitária entre os dois países.
Durante a reunião, o lado brasileiro, liderado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, destacou a assinatura de dois Memorandos de Entendimento (MoUs) na área agrícola e reforçou a disposição do país de receber missões técnicas sul-coreanas para auditorias no Brasil.
Entre os principais avanços, foi confirmada a realização de missão técnica em setembro para inspeção in loco visando à habilitação das uvas brasileiras para exportação ao mercado sul-coreano.
Na área de proteína animal, as 15 plantas brasileiras de carne de aves, já aprovadas pelo órgão competente de segurança alimentar sul-coreano, seguem sob análise da APQA, com expectativa de resposta até meados de março.
Em relação aos ovos e ovoprodutos, a proposta de Certificado Sanitário Internacional (CSI) apresentada pelo Brasil está em análise pelas autoridades coreanas, que esperam dar um retorno em breve.
A carne suína também esteve na pauta. A ampliação do escopo para todo o território brasileiro está em avaliação, devendo o resultado ser anunciado pelo Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais da Coreia (MAFRA), possivelmente seguido de inspeção in loco. Além disso, há a intenção de realização, no segundo semestre, de missão para habilitar seis estabelecimentos brasileiros (três de carne suína e três de farinhas).
Já a carne bovina foi tratada como prioridade pela delegação brasileira, que defendeu a realização de auditoria técnica e reiterou a disposição do país em receber a missão coreana o quanto antes.
Informação à imprensa
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AGRONEGÓCIO
Colheita avança no Sul enquanto safrinha entra em fase crítica
A safra brasileira de milho avança em ritmos diferentes conforme a região do país. Enquanto produtores do Sul e parte do Sudeste praticamente encerram a colheita do milho verão, o milho segunda safra — conhecido como safrinha e responsável pela maior parte da produção nacional — atravessa fases decisivas de desenvolvimento no Centro-Oeste e no Paraná, com o clima no centro das atenções do mercado.
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita da primeira safra está praticamente concluída no Paraná e se aproxima do fim em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em São Paulo, os trabalhos também avançam rapidamente, enquanto Minas Gerais segue acelerando a retirada do cereal das lavouras. A boa produtividade registrada em parte das áreas do Sul ajuda a reforçar a oferta no mercado interno neste início de segundo semestre.
Ao mesmo tempo, o milho safrinha segue em desenvolvimento nas principais regiões produtoras do país. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, grande parte das lavouras já está em enchimento de grãos, reflexo do plantio antecipado após a colheita da soja. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, as áreas apresentam desenvolvimento variado conforme a época de plantio e o comportamento das chuvas nos últimos meses.
No Paraná, segundo maior produtor de milho segunda safra do Brasil, muitas lavouras ainda estão em floração e espigamento, fase considerada uma das mais sensíveis para definição do potencial produtivo.
Técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral) e da Conab acompanham com atenção as condições climáticas, especialmente diante da redução das chuvas em algumas regiões e da chegada das primeiras massas de ar frio mais intensas do ano.
A preocupação do setor é que períodos prolongados de estiagem ou ocorrência de geadas fora do padrão possam afetar parte das lavouras justamente durante o desenvolvimento reprodutivo. Por outro lado, áreas plantadas dentro da janela ideal ainda apresentam bom potencial produtivo, principalmente em Mato Grosso.
A Conab projeta uma produção robusta para o milho brasileiro na safra 2025/26, sustentada principalmente pela segunda safra, que responde por cerca de 75% da produção nacional. O desempenho da safrinha será decisivo para o abastecimento interno, formação dos estoques e ritmo das exportações brasileiras no segundo semestre.
No mercado, cooperativas, tradings e indústrias de ração acompanham de perto a evolução climática nas próximas semanas. O comportamento das lavouras no Centro-Oeste e no Paraná deve influenciar diretamente os preços do cereal, os custos da cadeia de proteína animal e o volume disponível para exportação ao longo de 2026.
Fonte: Pensar Agro
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