AGRONEGÓCIO
Modelo inovador de negócios encurta cadeia de vendas no campo
Um modelo de negócio inovador no agro, inspirado em empresas já consolidadas no exterior, chega com mais força na região Centro-Oeste com a proposta de facilitar as negociações entre produtores rurais e revendas de insumos agrícolas. Há três anos atuando no Brasil, a Produce já conta com 3 mil consultores e pretende ampliar para 15 mil ainda este ano, aliando tecnologia à distribuição de insumos agrícolas.
A catarinense Produce se apresenta como uma startup do agronegócio. No formato colaborativo para comercialização de insumos e produtos de assistência ao produtor rural, os consultores atendem e lidam com a plataforma. No atendimento são realizadas as comercializações por meio de um aplicativo e a entrega é realizada diretamente no endereço do agricultor, sem outro intermediador.
O diretor Guilherme Trotta lembra que o conceito da Produce é o relacionamento com o produtor rural, que encurtou os intermediários da cadeia de vendas, proporcionando acompanhamento técnico mais direto aos produtores, não oferecidos nos modelos tradicionais de negócios no campo.
“O produtor precisa de acompanhamento técnico de parceria. No modelo tradicional existe a indústria e vários intermediários e não tem uma pessoa que faz um acompanhamento dia a dia. E a Produce encurtou todo esse processo e os nossos consultores são a nossa grande ferramenta de posicionamento de produto no campo, de desenvolvimento, de treinamento e de principalmente, relacionamento com o produtor”, pontuou Trotta.
Ainda conforme explica Trotta, o modelo de negócios da Procude é colaborativo, porém sem investimento inicial. Além disso, o consultor dispõe de treinamentos, cursos, plataformas online para atendimento especializado e uma gama de produtos que contribuem para um atendimento ainda mais diferenciado.
Gustavo Petry é consultor Produce em Mato Grosso. Ele trabalhava em fazendas como técnico agrícola, atualmente é acadêmico de agronomia e desejava estar na área comercial. Enxergou a oportunidade da Produce como a experiência que sempre almejou. Ele destaca a porcentagem de vendas oferecida pela startup.
“A Produce tem vários diferenciais, desde os horários flexíveis de trabalho, que a gente controla, os treinamentos, cursos e a porcentagem de ganho de vendas pagas para nós consultores é a maior do mercado, sem dúvidas. Esse novo modelo de comercialização tem ganhado força no campo junto aos produtores, que têm confiado na startup e nos consultores. Para quem assim como eu, quer se tornar consultor, a Procude é o caminho certo”, ressaltou Petry.
AGRONEGÓCIO
Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira
Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.
O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.
Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.
Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.
Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:
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Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.
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Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.
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Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.
Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.
O roteiro de regularização envolve:
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Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.
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Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.
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Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.
Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.
Fonte: Pensar Agro
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