AGRONEGÓCIO

Ministro Carlos Fávaro participa da abertura da Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2025

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participa nesta segunda-feira (3), em Brasília, da abertura da Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2025, promovida pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A cerimônia será realizada às 19h, no Palácio Itamaraty.

O evento contará ainda com a presença do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e do diretor-geral do IICA, Manuel Otero. Também participam o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, entre outras autoridades.

A programação continua nos dias 4 (terça-feira) e 5 (quarta-feira), no Hotel Royal Tulip, com a participação de ministros da agricultura de 34 países das Américas, produtores rurais, especialistas e organismos multilaterais. Todos estarão à frente de vários debates com temas essenciais para o futuro do setor, incluindo mudanças climáticas e descarbonização; inovação e digitalização no campo; produtividade sustentável; segurança alimentar; comunicação e integração hemisférica entre outros assuntos de relevância para o setor.

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O encontro tem como objetivo construir soluções práticas e fortalecer a cooperação entre os países do continente para garantir um agro mais sustentável, competitivo e inclusivo.

SERVIÇO

Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2025
Data: 3 a 5 de novembro de 2025
Abertura: 3/11 (segunda-feira), às 19h – Palácio Itamaraty, Brasília-DF
Programação: 4 e 5/11 (terça e quarta-feira) – de 8h30 às 19h30 – Hotel Royal Tulip, Brasília-DF

CREDENCIAMENTO IMPRENSA
Acesse o link: https://forms.gle/L3qSifYxGvc1mpD36

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

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“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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