AGRONEGÓCIO
CAFÉ/CEPEA: Valores continuam caindo no BR, mantendo vendedores longe do spot
Cepea, 16/3/2022 – As cotações domésticas do café arábica seguiram em forte queda nos últimos dias, acompanhando os valores externos da variedade – no front externo, os preços têm sido influenciados pelo movimento dos fundos de investimentos, que seguem mudando suas posições em café para outros produtos mais rentáveis no curto prazo por conta do conflito Rússia-Ucrânia. Além disso, a guerra vem trazendo mais preocupações quanto à logística e à demanda mundiais. Com isso, a maior parte dos vendedores brasileiros está afastada do spot nacional, travando o mercado. Nessa terça-feira, 15, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, posto na capital paulista, fechou a R$ 1.262,07/sc, expressiva baixa de 81,99 Reais/sc (-6,1%) frente ao da terça anterior, 8. Para o robusta, as cotações domésticas iniciaram a semana passada em baixa, também refletindo a queda externa. Na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), os futuros vêm sendo influenciados pela guerra. Entretanto, ao longo da semana, os valores internacionais tiveram leve recuperação, devido à interrupção dos embarques do Vietnã (o maior produtor de robusta) para a Rússia, por conta de problemas de pagamento e de logística relacionados ao conflito com a Ucrânia. Com a valorização externa do robusta e a retração vendedora, os preços domésticos voltaram a subir no fim da semana. Produtores brasileiros seguem vendendo apenas pequenos lotes no mercado, no aguardo de novos avanços dos preços. Nessa terça-feira, 15, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima (a retirar no Espírito Santo) fechou a R$ 758,40/sc, aumento de 1,1% frente à terça anterior. Colaboradores do Cepea acreditam que a liquidez pode aumentar com a aproximação da colheita – prevista para abril nas regiões de robusta –, para o pagamento dos custeios. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
AGRONEGÓCIO
SIAL Canadá registra participação recorde de empresas brasileiras em missão do Mapa no país
Entre os dias 27 e 29 de abril, uma delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, realizou missão oficial ao Canadá com foco na ampliação do acesso de produtos agropecuários brasileiros ao mercado canadense, no avanço do diálogo sanitário e na promoção comercial do agro nacional.
A comitiva contou com a participação do chefe de gabinete da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Paulo Márcio Araújo, ex-adido agrícola no Canadá, e do recém-empossado adido agrícola brasileiro no país, Alessandro Fidelis Cruvinel. A programação incluiu reuniões em Ottawa com autoridades canadenses e representantes do setor privado, além da participação brasileira na SIAL Canadá 2026, em Montreal.
Na capital canadense, a delegação reuniu-se com a vice-ministra adjunta de Relações Internacionais do Agriculture and Agri-Food Canada (AAFC), Chris Moran, e com representantes da Canadian Food Inspection Agency (CFIA), responsável pelo serviço sanitário do país. O encontro tratou da pauta agropecuária bilateral e de temas prioritários para os dois países.
Entre os principais pontos discutidos, autoridades canadenses indicaram a realização, em breve, de missão técnica ao Brasil voltada à regionalização de enfermidades, como influenza aviária e doença de Newcastle. Também foi abordada a avaliação para inclusão de novos estados brasileiros reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação, medida que pode ampliar o acesso da carne brasileira ao mercado canadense.
Para o secretário Luís Rua, a agenda reforça a relevância do diálogo institucional para a obtenção de resultados concretos. “Para abrir mercado, não basta apenas vontade. É preciso negociação, confiança e presença constante. A missão ao Canadá teve exatamente esse objetivo: avançar em temas sanitários, ouvir o setor privado e criar novas oportunidades para quem produz no Brasil”, afirmou.
Considerando a importância do Canadá como fornecedor de potássio ao Brasil, a delegação também realizou visita institucional à Fertilizer Canadá, entidade que representa o setor de fertilizantes no país. A agenda tratou da previsibilidade no comércio de insumos agrícolas e da cooperação com fornecedores em um cenário internacional marcado por incertezas nas cadeias globais de suprimento.
Comércio bilateral
A missão incluiu ainda encontro com a Câmara de Comércio Brasil-Canadá, realizado na Embaixada do Brasil em Ottawa. A reunião abordou o ambiente de negócios entre os dois países, oportunidades para empresas brasileiras e a retomada das negociações para um acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá.
No comércio bilateral, o Brasil encerrou 2025 com exportações de US$ 7,25 bilhões para o Canadá, alta de 15% em relação ao ano anterior. As importações brasileiras de produtos canadenses somaram US$ 3,14 bilhões, resultando em superávit de US$ 4,11 bilhões. A corrente de comércio cresceu 14% no período, com destaque para produtos do agro, como açúcar e café.
SIAL Canadá
Em Montreal, última etapa da missão, a delegação participou da SIAL Canadá 2026, realizada de 29 de abril a 1º de maio. A edição registrou a maior participação brasileira já observada no evento, com cerca de 50 empresas e cooperativas presentes.
A ação resultou de esforço conjunto entre o Mapa, a ApexBrasil, a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o Sebrae e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A presença brasileira incluiu rodadas de negócios e exposição de produtos, com o objetivo de ampliar a inserção do agronegócio nacional no mercado canadense.
A participação na feira também permitiu ao secretário Luís Rua dialogar diretamente com representantes do setor privado, especialmente exportadores interessados em ampliar ou iniciar operações no Canadá.
A missão reforça o compromisso do Mapa com a ampliação, diversificação e consolidação do acesso a mercados internacionais, promovendo o reconhecimento da qualidade e da segurança dos produtos agropecuários brasileiros.
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