AGRONEGÓCIO

Mercado do boi gordo inicia 2025 com oscilações e incertezas

O mercado do boi gordo começou o ano com oscilações nos preços da arroba, refletindo o equilíbrio instável entre oferta e demanda. Janeiro foi marcado por valorização nas cotações, impulsionadas pelo bom ritmo das exportações e pela oferta restrita de animais prontos para o abate. No entanto, na segunda quinzena, o cenário mudou, com a retração do consumo interno e ajustes por parte dos frigoríficos.

Segundo dados da consultoria Safras & Mercado, o preço da arroba do boi gordo encerrou o mês de janeiro com diferentes variações regionais. Em São Paulo, a cotação ficou em R$ 325,08, apresentando leve recuo em relação aos dias anteriores. Em Goiás, a arroba foi negociada a R$ 307,86, enquanto em Minas Gerais fechou a R$ 314,41. No Mato Grosso do Sul, o valor foi de R$ 312,39, enquanto no Mato Grosso atingiu R$ 321,93.

O comportamento do mercado foi influenciado por fatores sazonais e conjunturais. O início do ano tradicionalmente apresenta um enfraquecimento da demanda interna, impactada pelo período pós-festas e pela descapitalização das famílias. Com isso, os frigoríficos adotaram uma postura mais cautelosa nas compras, o que pressionou as cotações em algumas regiões.

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No atacado, os preços da carne bovina também oscilaram ao longo do mês. Cortes do dianteiro e da ponta de agulha apresentaram maior estabilidade, devido à preferência do consumidor por proteínas de menor valor agregado. Já os cortes do traseiro registraram retração, refletindo a menor demanda no mercado interno.

Por outro lado, o setor de exportação seguiu como um fator de sustentação para os preços. As vendas de carne bovina para o mercado externo continuaram firmes, com a China mantendo sua posição como principal destino da proteína brasileira. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume exportado em janeiro apresentou crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior, o que ajudou a equilibrar o mercado interno.

Especialistas do setor avaliam que o desempenho do mercado em fevereiro será decisivo para definir a tendência dos preços no primeiro trimestre. A entrada dos salários na economia pode estimular o consumo interno e dar suporte à demanda, mas o ritmo das exportações seguirá sendo um fator-chave para a formação das cotações. Além disso, a oferta de animais terminados também será um elemento determinante para a movimentação do mercado.

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Diante desse cenário, o agronegócio brasileiro segue atento às oscilações do mercado e às estratégias para manter a competitividade. A diversificação de mercados, o fortalecimento das exportações e a gestão eficiente da produção serão essenciais para garantir a estabilidade do setor em um ambiente econômico dinâmico e desafiador.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Brasil e Peru alinham transição da presidência da PLACA em videoconferência ministerial

Nesta terça-feira (23), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, se reuniu por videoconferência com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, Felipe Millan, para tratar da transição da presidência da Plataforma da América Latina e do Caribe para Ação Climática na Agricultura (PLACA).

Criada em 2019, a Plataforma reúne 19 ministérios da Agricultura da América Latina e do Caribe e tem como objetivo fortalecer a cooperação regional no setor agropecuário. A iniciativa atua na promoção e no fortalecimento da agricultura tropical diante dos desafios das mudanças climáticas e conta com a assistência técnica da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que exerce a função de secretaria da Plataforma. O Peru é o atual presidente da PLACA no biênio 2025-2026 e o Brasil é copresidente.

A Assembleia Anual da PLACA será realizada entre os dias 30 de junho e 2 de julho, em Lima, no Peru. Durante o encontro, o Brasil assumirá a presidência da Plataforma para o biênio 2026-2027.

Durante a videoconferência, o ministro André de Paula explicou que não poderá participar presencialmente da Assembleia em razão de compromissos oficiais em Brasília e informou que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) será representado pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro. O ministro também destacou a importância da responsabilidade que o Brasil assumirá à frente da Plataforma.

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“Eu queria destacar a honra que representa para mim e para o Brasil receber a presidência da PLACA, sobretudo pelas mãos de um país tão querido quanto o Peru. Reafirmo o nosso firme compromisso com a PLACA e com a agenda de ação climática para a agricultura na América Latina e no Caribe. Assumiremos essa responsabilidade com espírito de cooperação e continuidade. Nosso objetivo será fortalecer ainda mais as ações da Plataforma”, afirmou.

O ministro ressaltou ainda que, sob a liderança peruana, a PLACA consolidou-se como referência regional na promoção de uma agricultura produtiva, sustentável e resiliente, capaz de responder aos desafios das mudanças climáticas sem perder de vista a segurança alimentar, o desenvolvimento rural e a inclusão dos produtores.

Durante a reunião, o ministro Felipe Millan destacou a relação de cooperação e amizade entre Brasil e Peru, ressaltando a importância da atuação conjunta para fortalecer a resiliência dos sistemas agroalimentares da região.

“A coordenação entre os dois países tem sido fundamental para impulsionar uma agenda regional voltada ao fortalecimento da resiliência dos sistemas agroalimentares frente às mudanças climáticas e à promoção de soluções sustentáveis para os nossos agricultores”, afirmou o ministro peruano.

Millan também reconheceu o compromisso permanente do Brasil com a PLACA e destacou a contribuição brasileira para os avanços alcançados durante o período de copresidência da Plataforma, especialmente em temas relacionados à segurança hídrica, à inovação e à agricultura familiar.

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Ao tratar da transferência da presidência da iniciativa, o ministro peruano manifestou confiança na liderança brasileira à frente da Plataforma. “Estamos seguros de que a experiência e a liderança do Brasil contribuirão para fortalecer ainda mais a agricultura regional e a cooperação entre os países no âmbito da PLACA. O Peru seguirá como parceiro disposto a oferecer todo o apoio e colaboração necessários durante a presidência brasileira”, destacou.

Ao final do encontro, os ministros reafirmaram o compromisso de manter o diálogo e a cooperação em temas estratégicos para o desenvolvimento sustentável da agricultura, a adaptação às mudanças climáticas e o fortalecimento da segurança alimentar na América Latina e no Caribe.

Participaram da reunião, a chefe de gabinete do ministro André de Paula, Adriana Toledo; o secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro; o secretário substituto de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi; a diretora do departamento de Produção Sustentável, Mônica Cavalcanti; a assessora especial, Sibelle Andrade; e a chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social, Carla Madeira.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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