AGRONEGÓCIO
Mapa publica zoneamento agrícola para reduzir riscos relacionados a problemas climáticos
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou as Portarias que aprovam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura da soja, ano-safra 2024/2025, nos estados do Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Minas Gerias, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Distrito Federal.
O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.
No caso da soja, foram definidas as áreas e os períodos de semeadura, simulando probabilidades de perdas de rendimento inferiores a 20%, 30% e 40%, devido à ocorrência de eventos meteorológicos adversos, contribuindo para a expansão das áreas agrícolas, redução das perdas de produtividade e estabilidade da produção.
Como o ZARC está direcionado ao plantio de sequeiro, as lavouras irrigadas não estão restritas aos períodos de plantio indicados nas Portarias para sequeiro. Neste caso, o produtor deve observar as indicações do ZARC específico para a cultura irrigada, quando houver ou da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) de seu estado para as condições locais de cada agroecossistema.
Ainda, visando a prevenção e controle da ferrugem asiática, devem ser observadas as determinações relativas ao vazio sanitário e ao calendário de plantio, definidos pela Secretaria de Defesa Agropecuária, do Mapa.
Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e podem ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Mapa e FAO reforçam cooperação em segurança alimentar, defesa agropecuária e ação climática
Nesta segunda-feira (15), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, para discutir o fortalecimento da cooperação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a organização em temas estratégicos para a agricultura, a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável.
Durante o encontro, o ministro ressaltou a relevância da parceria entre o Brasil e a FAO e destacou a contribuição brasileira para o avanço de iniciativas voltadas à produção sustentável de alimentos, à adaptação às mudanças climáticas e ao fortalecimento da defesa agropecuária.
Entre os temas abordados, esteve a cooperação entre a FAO e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Mapa. Em março de 2026, as instituições assinaram um novo Memorando de Entendimento para ampliar a atuação conjunta em ciência, inovação e políticas públicas voltadas à transformação sustentável dos sistemas agroalimentares. O acordo contempla áreas como segurança alimentar e nutricional, desenvolvimento agrícola sustentável, ação climática, biodiversidade, bioeconomia, economia circular e capacitação técnica.
Também foi destacado o reconhecimento internacional da Embrapa como referência em agricultura tropical. Por meio da instituição, o Brasil compartilha tecnologias e experiências em recuperação de áreas degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), agricultura de baixo carbono e adaptação às mudanças climáticas, contribuindo para o aumento da produtividade e da sustentabilidade da agricultura em diferentes regiões do mundo.
Outro ponto tratado na reunião foi a cooperação histórica entre a FAO e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As instituições atuam conjuntamente em iniciativas relacionadas à agrometeorologia, ao monitoramento climático, aos sistemas de alerta precoce para secas e eventos extremos e ao fortalecimento da resiliência dos sistemas produtivos.
DEFESA AGROPECUÁRIA
A defesa agropecuária esteve entre os temas centrais do encontro. Nesse contexto, foi destacada a participação do Brasil na prevenção, no monitoramento e no controle de doenças animais transfronteiriças. Como autoridade veterinária nacional, o Mapa desempenha papel estratégico no monitoramento internacional de enfermidades, no fortalecimento dos mecanismos de prevenção e resposta a emergências sanitárias e na disseminação de boas práticas de biosseguridade e gestão de riscos.
O ministro André de Paula também ressaltou o reconhecimento internacional alcançado pelo Brasil em razão da robustez do sistema de defesa agropecuária. A atuação coordenada do Mapa e dos órgãos estaduais no enfrentamento da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), em 2025, demonstrou a capacidade técnica e operacional do país para detectar, conter e erradicar rapidamente emergências sanitárias, preservando a integridade do plantel avícola nacional e a credibilidade dos controles sanitários brasileiros.
No âmbito da sanidade vegetal, o encontro abordou as ações relacionadas à vassoura-de-bruxa da mandioca, praga quarentenária causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae e identificada pela primeira vez no Brasil em 2024. A atuação integrada entre o Mapa, a Embrapa e organismos internacionais tem contribuído para o fortalecimento da vigilância fitossanitária, o desenvolvimento de protocolos de monitoramento e contenção e a ampliação das pesquisas voltadas ao controle da doença.
O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou a importância da cooperação internacional para o enfrentamento do problema. “Neste momento, é fundamental ampliar os esforços voltados ao controle da praga e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas. A Embrapa já recebeu recursos destinados ao desenvolvimento de cultivares com maior resistência à doença”, afirmou.
COOPERAÇÃO REGIONAL PARA AÇÃO CLIMÁTICA
Outro tema discutido foi a atuação do Brasil na Plataforma da América Latina e do Caribe para Ação Climática na Agricultura (PLACA), da qual o país exerce a copresidência no biênio 2025-2026, ao lado do Peru. Com a FAO como secretaria técnica, a iniciativa promove a cooperação regional em adaptação às mudanças climáticas, mitigação de emissões, desenvolvimento de políticas públicas e capacitação técnica.
O secretário substituto de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, destacou a proximidade da relação institucional entre o Brasil e a FAO. “O Mapa mantém uma posição permanente de adido agrícola junto à representação brasileira na FAO, sediada em Roma. O Brasil trabalha lado a lado com a organização na construção de soluções para os desafios da agricultura mundial”, afirmou.
Também participaram da reunião o representante adjunto da FAO no Brasil, Gustavo Chianca; o coordenador da Área Técnica de Melhor Meio Ambiente da FAO no Brasil, Felipe Stock Vieira; e a chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do Mapa, Carla Madeira.
A parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e a FAO reforça o papel do Brasil como referência internacional em segurança alimentar, defesa agropecuária, inovação e sustentabilidade.
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