AGRONEGÓCIO

Mapa promove rodada de negócios do cacau na Argentina

O Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Adidância Agrícola da Embaixada do Brasil em Buenos Aires, realizou na quinta-feira (25) a Rodada de Negócios do Cacau e seus Derivados, reunindo 20 representantes de empresas argentinas e órgãos governamentais. A iniciativa, que nasceu do interesse crescente do mercado argentino pelo cacau brasileiro, foi um desdobramento da feira La Chocolaterie 2025, realizada na capital argentina, que atraiu mais de 30 mil visitantes e centenas de marcas do setor. O Mapa participou do evento com pavilhão institucional próprio, coordenado pela Adidância.

Durante a rodada, foram apresentados o cinturão cacaueiro do Sul da Bahia, o sistema agroflorestal Cabruca e o portfólio nacional, que inclui amêndoas, melaço, manteiga, pó e chocolates. A programação contou ainda com degustação técnica e informações sobre importação, requisitos fitossanitários, tarifas e logística. Entre os participantes, estiveram restaurantes, cafés e sorveterias argentinas de renome internacional.

Um dos destaques foi o Consórcio Cabruca, formado por micro e pequenas empresas da agricultura familiar, lideradas majoritariamente por mulheres. A iniciativa segue o manual da ONU/Unido e promove a produção responsável e sustentável, valorizando a sociobiodiversidade e preservando a Mata Atlântica. Os chocolates finos do consórcio, multimedalhistas em premiações internacionais, já estão presentes em mercados de referência, como a Quinta Avenida, em Nova York, e chocolaterias de Londres.

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A rodada já começou a apresentar resultados concretos, como R$ 500 mil em vendas de chocolates foram fechados no mesmo dia, além de negociações avançadas para a exportação de um contêiner com 10 toneladas de amêndoas premium. Esses avanços são fruto da Caravana do Agroexportador, iniciativa do Mapa que busca fortalecer a cultura exportadora, ampliar o potencial do agronegócio brasileiro e aproximar produtores e empresas das oportunidades do mercado internacional.

Como próximos passos, estão previstos follow-ups individuais, envio de amostras comerciais e visitas técnicas ao Sul da Bahia. A Adidância Agrícola dará apoio regulatório a importadores argentinos e exportadores brasileiros para acelerar os novos negócios.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Com colheita quase concluída, alta do dólar eleva cotações e anima o setor

A valorização do dólar frente ao real garantiu um dia de altas praticamente generalizadas para os preços da soja nas principais praças de comercialização do Brasil na quarta-feira (27.05). A moeda norte-americana encerrou o dia com avanço de 0,66%, cotada a R$ 5,06, fator que compensou a estabilidade e a leve variação negativa de 0,06% nos contratos de julho da oleaginosa na Bolsa de Chicago, que fecharam a US$ 11,8525 o bushel. O movimento cambial estimulou as cotações domésticas tanto nos portos quanto nas regiões produtoras do interior.

O movimento ocorre em um momento em que os trabalhos de campo no País estão praticamente encerrados, restando pouco espaço para oscilações bruscas decorrentes de quebras de oferta. De acordo com o acompanhamento do setor, a colheita da safra entrou na reta final, consolidando um quadro de grande disponibilidade de grãos.

Em termos de volume total, as projeções oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam para uma colheita estimada em 153 milhões de toneladas neste ciclo. O volume assegura o abastecimento interno e o cumprimento dos contratos de exportação, o que tende a limitar o potencial de altas expressivas nas cotações sem o suporte direto do câmbio.

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Nos portos, o reflexo do avanço do dólar foi imediato. Em Paranaguá, o preço da saca de 60 quilos subiu R$ 1,00 em relação ao dia anterior, negociada a R$ 130,00. No terminal de Santos, o ganho foi de R$ 0,50, elevando a cotação para R$ 130,50. Já o porto de Rio Grande operou na contramão do movimento de alta e manteve a estabilidade, com a saca avaliada em R$ 128,00. No interior, os preços acompanharam a tendência dos portos paulista e paranaense, registrando valorização de R$ 1,00 nas praças de Ponta Grossa (R$ 125,00), Rondonópolis (R$ 111,00) e Luís Eduardo Magalhães (R$ 115,00).

A partir de agora, o mercado passa a concentrar as atenções na estratégia de comercialização do produtor, que vinha retendo o grão físico à espera de melhores margens de lucro. Com o tamanho da safra definido, o foco logístico migra para a pressão sobre as tarifas de frete rodoviário e para a disputa por espaço nos armazéns, que começam a receber os primeiros volumes da colheita de milho safrinha.

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Fonte: Pensar Agro

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