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Mapa lança Programa Nacional para Conversão de Pastagens Degradadas

Nesta quarta-feira (06.12), o governo federal lançou o Programa Nacional para Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD). Esse plano representa a principal estratégia do Ministério da Agricultura para atrair investimentos internacionais ao setor e para impulsionar a produção no campo, adotando práticas sustentáveis, sem expandir novas áreas e com um maior sequestro de carbono.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária Carlos Fávaro, além de ser uma prática sustentável, a adoção dessas medidas garante a segurança alimentar e reduz o impacto das mudanças climáticas. “Com foco na produção com rastreabilidade e sustentabilidade, a proposta visa a intensificação da produção de alimentos, sem avançar no desmatamento sobre as áreas já preservadas e com práticas que levem à não emissão de carbono”, destaca. 

Os detalhes específicos do programa serão delineados pelo comitê gestor interministerial, igualmente estabelecido pelo decreto. No entanto, o documento não especifica a extensão de área que se pretende converter, apesar do governo mencionar repetidamente o potencial de conversão de 40 milhões de hectares ao longo de uma década. Além disso, o texto não aborda valores monetários nem condições de financiamento, os quais serão esmiuçados em momentos posteriores.

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Dentre os objetivos do programa, destaca-se a conversão de pastagens degradadas em áreas adequadas para a produção de alimentos diversos, como grãos, carnes, frutas, hortaliças e proteína animal, além de áreas florestais. Outro ponto relevante é o comprometimento com metas nacionais para a redução do desmatamento e para a restauração de vegetação nativa no país.

Conforme estipulado no decreto, o programa visa facilitar o acesso a financiamentos, seja por meio de recursos externos sem subvenção ou através de programas já existentes, para a transformação das pastagens. Os investimentos poderão ser direcionados para aprimorar os pastos e intensificar a produção pecuária, para o cultivo de grãos em lavouras temporárias ou em sistemas integrados, como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), para o plantio de florestas ou para a implementação de sistemas agroflorestais.

Para a execução do programa, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), deverá auxiliar na captação de recursos externos, sem a necessidade de subvenção do Governo Federal, para financiar as atividades desenvolvidas no âmbito do PNCPD.

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A degradação de pastagens é um problema sério e crescente no país. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, 70% dos cerca dos 170 milhões de hectares de pastagens do Brasil, estão degradadas em vários níveis.

A degradação das pastagens ocorre devido a diversos fatores, como a falta de manejo adequado, o uso excessivo de agrotóxicos, a erosão do solo, o desmatamento e o pastoreio excessivo. Esses fatores afetam a qualidade e a produtividade das pastagens, comprometendo a saúde e o bem-estar dos animais e, consequentemente, a rentabilidade dos produtores rurais.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Mapa discute cooperação em genética bovina e abertura de mercado com a Mauritânia

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu em Brasília o ministro da Agricultura da Mauritânia, Sid’Ahmed Ould Mohamed, nesta segunda-feira (27), para uma reunião bilateral voltada ao fortalecimento da cooperação agropecuária entre os dois países. Durante o encontro, o ministro brasileiro destacou o interesse do Brasil em ampliar essa parceria.

“O Brasil coloca toda a sua experiência à disposição para fortalecer essa cooperação. Instituições como a Embrapa estão inteiramente disponíveis para apoiar parcerias e contribuir com o desenvolvimento de soluções adaptadas às necessidades da Mauritânia”, afirmou André de Paula.


Entre os temas discutidos esteve a ampliação da cooperação na área de material genético bovino. Atualmente, o Brasil já exporta para a Mauritânia animais vivos e sêmen bovino, e as equipes técnicas trabalham na negociação para abertura do mercado de embriões bovinos brasileiros.


Durante o encontro, também foi tratada a perspectiva de assinatura de um memorando de entendimento para estruturar a cooperação científica e institucional entre os dois países. A proposta é estabelecer um marco de colaboração que permita o compartilhamento de avanços tecnológicos desenvolvidos no Brasil para aplicação na Mauritânia, com posterior definição de planos de trabalho específicos em áreas de interesse comum.


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A delegação mauritana cumpre agenda no Brasil e também deve visitar a Expozebu, uma das maiores feiras de pecuária do mundo, que neste ano chega à sua 91ª edição. O evento é realizado em Uberaba (MG) e reconhecido internacionalmente pelo avanço em melhoramento genético bovino.

Para o ministro Sid’Ahmed Ould Mohamed, o encontro é importante para ampliar a cooperação entre os países. “O Brasil possui uma reputação sólida na pecuária bovina e na produção de carne. Por isso, temos grande interesse em aprofundar essa cooperação e ampliar o intercâmbio técnico entre nossos países”, afirmou.


Segundo ele, a parceria também abre novas oportunidades para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Mauritânia no setor agropecuário. “Acreditamos que essa reunião abre novas portas para fortalecer o comércio entre nossos países, especialmente no setor de produtos de origem animal”, disse o ministro mauritano.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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