AGRONEGÓCIO

IPPA/CEPEA: Influenciado por grãos e cana-café, IPPA/Cepea inicia ano em alta


Cepea, 24/02/2022 – O IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) iniciou 2022 em alta. De dezembro/21 para janeiro/22, o IPPA/Cepea avançou 3%, em termos nominais, como resultado das elevações observadas nos Índices de grãos e cana-café, de 6,6% e 1,3%, respectivamente. O desempenho desses grupos, inclusive, amenizou o impacto negativo da queda observada para o IPPA-Hortifrutícolas, de 10,4%. O IPPA/Pecuária, por sua vez, ficou praticamente estável (-0,04%). Pela primeira vez desde agosto, todos os produtos que compõem o grupo de grãos se valorizaram, com destaques para algodão em pluma, milho e soja. Conforme pesquisadores do Cepea, os estoques de passagem de algodão atingiram o menor patamar desde a safra de 2017/18. Isso, juntamente da escassez de oferta diante da aceleração da demanda, ajuda a explicar os elevados patamares de preços. No caso do milho, a demanda aquecida e os níveis de estoques baixos deram suporte aos preços. No caso do grupo de alimentos formado por café e cana-de-açúcar, ambos os produtos acumularam altas sucessivas em todos os meses de 2021. Mais recentemente, a expectativa de quebra de safra estimulou o avanço expressivo dos preços do café. Na pecuária, em que pese a alta dos preços do boi gordo, houve queda expressiva dos preços do suíno vivo, que registraram o menor patamar, em termos reais, desde 2018. O recuo se deve aos elevados estoques de carne e de animais, resultantes do volume de vendas abaixo do esperado em dezembro. No caso dos hortifrutícolas, as maiores reduções foram observadas nos preços da batata, da banana e do tomate, influenciadas, entre outros fatores, pelo aumento da oferta. Na mesma comparação, o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, caiu 2,54% – logo, de dezembro para janeiro, os preços agropecuários subiram frente aos industriais da economia. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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