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IBGE: Mato Grosso lidera abate de bovinos

De acordo com os dados da Estatística da Produção Pecuária, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado de Mato Grosso segue na liderança do abate de animais bovinos no Brasil, com 16,1% da participação nacional, referentes ao 1° trimestre de 2022.

Neste período, o abate de bovinos no Brasil chegou a 6,96 milhões de cabeças e somente Mato Grosso abateu 1.121 milhão de animais. Com isso, o Estado ficou à frente dos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, que possuem 11,3% e 11,0% de participação no abate nacional, respectivamente.

Conforme ainda o IBGE, Mato Grosso abateu 78.710 cabeças a mais, quando comparado ao mesmo período do ano passado, momento em que foi registrado o abate de 1.042 milhão de bovinos no estado.

O aumento causado no número animais abatidos foi influenciado pelo índice do abate de fêmeas, que de costume estavam sendo poupadas pelos seus respectivos produtores em prol de procriação futura. Ademais, o recorde de exportação de carne bovina registrada no 1º trimestre contribuiu para o maior abate, segundo o IBGE.

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Fonte: AgroPlus

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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