AGRONEGÓCIO

Governo Estadual lança Nota Fiscal Fácil


No dia 10 de março, a Receita Estadual do Paraná apresentou uma novidade com potencial para desburocratizar muitas questões que fazem parte do dia a dia do produtor rural. O aplicativo (app) para celular Nota Fiscal Fácil (NFF) promete simplificar a emissão da nota fiscal eletrônica pelos agricultores, trazendo diversas vantagens para esse processo, como acabar com a inserção de códigos de produtos e alíquotas e a possibilidade da emissão sem estar conectado à internet. Por enquanto esse sistema está disponível no Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.

“Quando foi lançada a nota fiscal eletrônica, muitos produtores acharam complexo, tinham dificuldade em encontrar as informações como códigos e classificações de produtos, alíquotas e classificações tributárias. Agora com essa ferramenta, a expectativa é que boa parte dessa burocracia seja eliminada, visto que o app preencherá automaticamente estas informações”, avalia Eleutério Czornei, técnico do Departamento Jurídico (Dejur) do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Neste primeiro momento apenas produtores de hortifrútis podem utilizar a NFF. Em breve a medida deve ser estendida a outros produtores pessoa física que comercializam seus produtos.

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Lembrando que a emissão da nota fiscal eletrônica é obrigatória para o produtor rural quando vende para fora do Paraná, e s utilização do app facilitará essa obrigação. O uso da ferramenta para vendas dentro do Estado é opcional.

“Por meio da Nota Fiscal Fácil, o produtor insere a informação e o sistema já informa se tem que recolher imposto. Uma vantagem deste App é que ele funciona off-line, então pode trabalhar na propriedade, onde muitas vezes o sinal é falho”, destaca Czornei.

Serviço

Para baixar o aplicativo Nota Fiscal Fácil gratuitamente, basta acessar a loja virtual (Android e IOS). Para utilizar a NFF, os produtores rurais precisam ter cadastro no portal do governo federal (gov.br/governodigital/pt-br/conta-gov-br)

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

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O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

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A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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