AGRONEGÓCIO

Filha de produtores participa de lançamento da comissão jovem no sindicato rural de Maringá

Brasília (25/05/2021) – Depois de participar, em 2020, da quarta edição do CNA Jovem, a neta e filha de produtores rurais Mayara Harada teve a ideia de envolver pessoas engajadas com o agro para ampliar a representatividade e a atuação de novos líderes do setor em Maringá (PR). 

A pandemia adiou o projeto por um tempo, mas em 2022 a ideia foi posta em prática, com o lançamento da Comissão Jovem do Sindicato de Produtores Rurais do município. O objetivo é fazer reuniões periódicas e tentar engajar cada vez mais jovens para debate ideias para o desenvolvimento do agro no norte paranaense.

“Quando eu entrei no CNA Jovem, eu procurei o sindicato rural de Maringá, que se mostrou totalmente aberto a inovações e a minha grande vontade de reunir mais jovens. Após esse tempo, entendemos que seria uma ótima oportunidade lançar a comissão durante o evento que reúne muitos jovens do município”.

O lançamento da comissão ocorreu neste mês durante a Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá (Expoingá) e contou com a presença de 20 jovens ligados ao setor agropecuário, representantes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), da secretaria estadual de Agricultura, do Sebrae e empresários do agro. 

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No CNA Jovem, ela integrou o grupo Geração Agropolítica com foco na política. Filha de produtores rurais, Mayara cresceu em meio a plantações de café, no interior de São Paulo e atualmente mora em Maringá.

“O primeiro passo foi dado. A partir de agora a intenção é realizar reuniões mensais para entender as necessidades dos jovens em relação ao Sindicato Rural e identificar as demandas dos jovens”, comentou Mayara, que durante a etapa nacional do CNA Jovem integrou o grupo.

O CNA Jovem é uma iniciativa estratégica do Sistema CNA/Senar para identificar potenciais líderes do agro e desenvolver habilidades para que esses jovens se tornem de fato atuantes no setor.

Mayara é um dos vários exemplos de participantes que saem do CNA Jovem inspirados com ideias inovadoras para colocá-las em práticas após as mentorias fornecidas durante as atividades do programa e toda interação com jovens do agro de todo o Brasil.

A coordenadora nacional do programa, Fernanda Jackeline Nonato, avalia positivamente a ação. “A iniciativa é muito interessante, pois uma das frentes da rede CNA Jovem é apoiar e divulgar o engajamento e o protagonismo da juventude em ações locais e o aumento no número de comissões jovens que vem surgindo nos últimos anos confirma o poder de mobilização desse público que o Sistema CNA vem apoiando”.

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Assessoria de Comunicação CNA

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Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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