AGRONEGÓCIO

Europa enfrenta pior seca em pelo menos 500 anos

Conforme informado  por uma agência da União Europeia, nesta terça-feira (23), a Europa está enfrentando a sua pior seca em pelo menos 500 anos. Ao menos 47% do continente está em alerta, apresentando déficit da umidade do solo, e outros 17% estão em estado de alerta, com a vegetação sendo afetada, segundo o relatório de agosto do Observatório Europeu da Seca (EDO), supervisionado pela Comissão Europeia

Com a seca se expandindo e se intensificando desde o início do mês de agosto, o clima vem reduzindo o transporte fluvial, a produção de eletricidade e os rendimentos das safras de algumas culturas, como a do milho e da soja. 

As colheitas de verão sofreram, principalmente, visto que o rendimento do milho de 2022 tendendo a ser 16% inferior à média dos cinco anos anteriores. Além disso, os rendimentos da soja e do girassol ainda podem reduzir em até 15% e 12%, respectivamente.

A geração de energia hidrelétrica e outros produtores de energia também foram atingidos pela escassez da água, já que não há níveis suficientes para alimentar os sistemas de refrigeração. Os baixos níveis de água ainda prejudicaram o transporte terrestre, como ao longo do Reno, limitando os embarques de petróleo e carvão. 

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Ainda de acordo com o relatório do EDO, a região mediterrânea provavelmente irá enfrentar condições mais quentes e secas até o mês de novembro. 

Fonte: AgroPlus

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AGRONEGÓCIO

El Niño 2026: saiba detalhes sobre o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do fenômeno no Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) divulgaram nesta segunda-feira (29), o Boletim nº 1 com o objetivo de apresentar o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do El Niño no Brasil em 2026.

O documento é resultado do trabalho realizado em parceria pelos órgãos nacionais e oficiais sobre monitoramento, regulação do uso das águas, gestão de riscos e previsão do clima e tempo. Mensalmente, o conteúdo será atualizado para disponibilizar informações acerca do fenômeno e, assim, apoiar os órgãos federais e estaduais além de contribuir para a tomada de decisões governamentais referentes ao País.

De acordo com o boletim, em junho de 2026 as condições observadas de temperatura da superfície do mar mostram um padrão típico do fenômeno El Niño. Este padrão se apresenta na forma de uma faixa de águas quentes em grande parte do Oceano Pacífico Equatorial que, próximo à costa da América do Sul, são superiores a 2°C.

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Previsão para os próximos meses

A previsão climática para o trimestre julho-agosto-setembro de 2026 indica, de forma geral, chuvas acima da média em áreas da Região Sul do Sul e, chuvas abaixo da média no centro-norte do País.

Ainda, as previsões indicam alta probabilidade de temperaturas acima de média no segundo semestre que, podem aumentar os eventos de onda de calor e a ocorrência de incêndios florestais.

Sobre a previsão da persistência do El Niño e sua intensidade, os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno até, pelo menos o início de 2027, com alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, quando as anomalias/desvios de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial ficam acima de 2,0°C, entre a primavera e o verão de 2026.

Monitoramento contínuo e previsão de impactos

O boletim destaca a importância do acompanhamento das atualizações diárias e mensais dos órgãos para informações acerca de possíveis impactos na agricultura, níveis de rios e reservatórios prioritários além de riscos para inundações e deslizamentos.

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Importante também as recomendações e orientações da Defesa Civil Nacional, especialmente sobre as medidas de autoproteção para a população.

A atuação antecipada e coordenada entre os diferentes níveis de governo e instituições parceiras é fundamental para reduzir os impactos do fenômeno El Niño sobre a população brasileira. O monitoramento contínuo, o planejamento integrado e a adoção tempestiva de medidas de preparação e resposta constituem elementos essenciais para o fortalecimento da gestão de riscos e desastres no país.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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