AGRONEGÓCIO

Dia da Agricultura: entidade lembram a importância do setor na produção de alimentos para o mundo

Neste 17 de outubro, Dia da Agricultura, o Ministério da Agricultura e Pecuária, em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e outras entidades, reforçaram a importância de celebrar a diversidade, a importância e a relevância do setor  na produção mundial de alimentos.

Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) revelam que cerca de 75% dos alimentos que chegam às nossas mesas são gerados a partir de apenas 12 plantas e cinco espécies de animais. Nesse contexto, é fundamental reconhecer o impacto das políticas públicas, como a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e o Plano Safra, na promoção de uma agricultura diversificada, sustentável e capaz de garantir a segurança alimentar.

As principais plantas incluídas nesse grupo são: arroz, trigo, cana-de-açúcar, milho, soja, batata, palma, mandioca, sorgo, milhete, amendoim e batata-doce.

Em comemoração aos 50 anos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foi lançado o livro “Brasil em 50 alimentos”, que apresenta características desses produtos agrícolas.

No que se refere aos números do Valor Bruto da Produção (VBP), com base nos dados de setembro, três desses produtos se destacam: soja, milho e cana-de-açúcar. Juntos, eles contribuem com mais de 49% do VBP em 2023.

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O Ministério da Agricultura trabalha para fomentar o cultivo de uma variedade de espécies agrícolas, por meio do uso de recursos genéticos, com o intuito de enriquecer a diversidade alimentar.

Luis Gustavo Pacheco, coordenador de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura, destaca a importância desses recursos, pois a dependência excessiva de um número limitado de culturas ou espécies pode deixar o sistema de produção de alimentos vulnerável a pragas, doenças e mudanças climáticas, resultando em perdas nas cadeias produtivas.

Através de tecnologias avançadas, como a biotecnologia, é possível aprimorar as características desejadas das espécies cultivadas, tornando-as mais resistentes e produtivas de forma mais rápida e econômica, contribuindo assim para a segurança alimentar.

O Ministério da Agricultura também desempenha um papel importante no desenvolvimento de políticas públicas para o setor agrícola, com a colaboração da Secretaria de Políticas Agrícolas (SPA). Um exemplo é a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), que assegura um nível mínimo de preços para os produtores quando comercializam sua produção, servindo como uma espécie de seguro de preço, sem custo adicional para os agricultores.

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Wilson Vaz, secretário adjunto de Política Agrícola, destaca que a PGPM proporciona aos agricultores, independentemente de seu porte, a capacidade de planejar suas safras, levando em consideração seus custos de produção, sabendo que existe um preço mínimo assegurado por essa política.

Outra iniciativa do Mapa é o Plano Safra, que abrange as principais medidas de apoio ao produtor rural e suas cooperativas em áreas como crédito rural, gestão de risco agroclimático e suporte à comercialização.

O Plano Safra 2023/24 é o maior da história do Governo Federal e incentiva práticas de produção sustentável, reduzindo as taxas de juros para a recuperação de pastagens e premiando os produtores rurais que adotam práticas mais sustentáveis.

Vaz enfatiza que as políticas públicas para a agricultura desempenham um papel crucial na tomada de decisões dos produtores rurais em relação à safra, proporcionando previsibilidade quanto ao suporte oferecido, e contribuem para o aumento da produção e da produtividade no setor agropecuário.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Indonésia se torna segundo maior destino dos miúdos bovinos brasileiros

Menos de um ano após a abertura do mercado, a Indonésia já se consolidou como o segundo principal destino dos miúdos bovinos brasileiros, atrás apenas de Hong Kong. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou mais de 12 mil toneladas do produto para o país asiático, em operações que somaram US$ 19,5 milhões.

A dimensão do mercado indonésio ajuda a explicar esse desempenho. Com mais de 284 milhões de habitantes, o país importou, somente em 2025, mais de 70 mil toneladas de miúdos bovinos de diferentes origens, movimentando mais de US$ 150 milhões.

A presença brasileira nesse segmento também é expressiva. Entre janeiro e maio de 2026, o país exportou mais de 106 mil toneladas de miúdos bovinos para 117 destinos, com receita de US$ 256 milhões. Em 2025, os embarques superaram 267 mil toneladas e geraram US$ 605 milhões em receitas.

A abertura do mercado indonésio para os miúdos bovinos brasileiros ocorreu em agosto de 2025. No mês seguinte, 17 frigoríficos de carne bovina foram incluídos na lista de exportadores habilitados, elevando o total para 38 estabelecimentos autorizados. Em janeiro deste ano, outras 14 unidades foram habilitadas, ampliando para 52 o número de estabelecimentos aptos a exportar carne bovina ao país.

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A ampliação das habilitações acompanha o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Indonésia. Atualmente, o país asiático ocupa a 11ª posição entre os principais destinos do agronegócio brasileiro. Nos cinco primeiros meses deste ano, as importações de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 1 bilhão, com destaque para o complexo soja, fibras e produtos têxteis, além de fumo e seus produtos.

Com menor demanda no mercado interno, mas amplamente consumidos em diversos países, os miúdos bovinos encontram no comércio internacional uma importante alternativa para ampliar o aproveitamento econômico do animal, reduzir desperdícios e gerar receita adicional para a cadeia produtiva da carne bovina.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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