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Cursos do FAT têm início sob a supervisão do Senar Alagoas

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O Senar Alagoas deu início as primeiras turmas deste ano do programa do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com foco na realização de cursos de Formação Profissional Rural. As aulas tiveram início na última segunda-feira (25) nas usinas Santo Antônio e Camaragibe, ambas da Central Açucareira Santo Antônio, e seguem até o final de junho.

Na Usina Santo Antônio são 12 turmas do curso de Mecanização Agrícola, quatro de Cultura da Cana-de-Açúcar e duas de Administração Rural. Já na Usina Camaragibe são três turmas de Mecanização Agrícola e cinco turmas de Cultura da Cana-de-Açúcar.

Todos os cursos têm os módulos de Relações Interpessoais, Saúde e Segurança e Educação Ambiental, com 45h cada, formando uma carga horária total de 180h.

No curso de Cultura da Cana-de-Açúcar, os alunos aprendem sobre coleta de solo, escolha de variedade, seleção e tratamento de semente, adubação (química e orgânica), controle fitossanitário (Pragas e doenças) e colheita (corte, carregamento e transporte).

Já no curso de Mecanização Agrícola eles aprendem sobre legislação de segurança e saúde no trabalho e legislação de trânsito, identificação das fontes geradoras dos riscos à saúde do trabalhador, operação de máquina e implementos, inspeção, regulagem e manutenção, e aula prática.

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O curso de Administração Rural é focado em temas como Patrimônio ou inventário, sucessão familiar, associativismo, agronegócio e mercado, entre outros relacionados a área.

Para a realização dos cursos são usados mecanismos de interatividade, criação coletiva e aprendizagem construída por meio de aulas diversificadas com dinâmicas de grupo, atividades lúdicas, vídeos, visitas técnicas, palestras e gincanas educativas.

“Com essas combinações, cria-se um ambiente de confiança e calor humano, facilitando a abertura e a aprendizagem de cada trabalhador”, destaca a coordenadora do Departamento Técnico do Senar Alagoas, Graziela Freitas.

Os cursos são uma exigência do Ministério do Trabalho, com o objetivo de evitar demissão de trabalhadores no período de entressafra da cana-de-açúcar. Todos os participantes recebem uma bolsa de estudos paga pelas usinas. Para realizar as capacitações, o Senar Alagoas utiliza recursos financeiros provenientes da contribuição previdenciária rural.

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

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Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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