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Consultoria particular “acha” 10 milhões de toneladas de soja e contraria previsões de safra do governo

As projeções para a safra de soja 23/24 do “Rally da Safra”, organizado pela empresa Agroconsult, surpreenderam as expectativas da maioria das consultorias elevando suas estimativas de produção.

Usando imagens de satélite, além de levantamentos de campo a empresa apontou para um novo cenário da safra de soja do Brasil. Segundo a Agroconsult, o Brasil deverá colher 156,5 milhões de toneladas da oleaginosa, com uma produtividade média estimada em 56,2 sacas por hectare.

Isso representa quase 10 milhões de toneladas a mais do que o previsto no último relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que fixou a produção em 146,8 milhões de toneladas.

O aumento na estimativa é atribuído em grande parte à revisão da área plantada, que agora totaliza 46,4 milhões de hectares, um acréscimo de 753 mil hectares em relação aos números da Conab.

A Agroconsult explica que a implementação de uma ferramenta de avaliação de safra, baseada em algoritmos para análise de imagens de satélite, permitiu uma avaliação mais precisa das áreas cultivadas. Esta metodologia revelou diferenças significativas em relação aos dados da Conab, com destaque para a região Centro-Oeste, Sudeste, Sul e Nordeste.

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Quanto à produção de soja, a diferença de 10 milhões de toneladas em relação à Conab resulta principalmente das discrepâncias nas estimativas de produtividade e área plantada.

André Debastiani, coordenador do Rally da Safra, destaca a importância desses ajustes na redução da assimetria de informações no mercado. Ainda assim, ressalta que muitos agentes já trabalhavam com estimativas mais otimistas, corroborando as novas projeções.

Além disso, a Agroconsult realizou ajustes nas produtividades de diversos estados, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia. Enquanto alguns estados viram um aumento na produtividade estimada, como Minas Gerais e Bahia, outros, como São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, sofreram revisões negativas.

AGROCONSULT – A consultoria informações sobre o desempenho das principais commodities agrícolas, visando manter seus clientes bem informados sobre tendências de curto e médio prazo e suas consequências e impactos., sobre área plantada, produtividade, rentabilidade, custos de produção, dinâmica de plantio e colheita, tendências de preços, relações de troca entre insumos e produtos agrícolas, ocorrências relevantes para o mercado, comportamento da comercialização e das exportações, etc. nas cadeias da soja, algodão, arroz, trigo, café, cana-de-açúcar, milho e insumos, como fertilizantes.

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O Rally da Safra é uma expedição anual que, desde 2004, levanta dados primários sobre a produção e o manejo de soja e milho em todo o Brasil.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Mapa destaca papel dos selos distintivos na valorização da produção rural durante a Feira Brasil na Mesa

Os selos distintivos são certificações voltadas para os produtores rurais que objetivam o desenvolvimento, a valorização e a diferenciação na agricultura brasileira. Para tratar do tema, foi realizada a palestra “Chefs de Origem: Estratégia de Valorização dos Produtos de Origem e dos Pequenos Negócios”, durante a Feira Brasil na Mesa.

Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o coordenador-geral de Fomento à Agroindústria, Nelson Andrade, apresentou os selos distintivos sob a coordenação do Mapa.

“Os selos distintivos são certificações que comprovam origem, qualidade, autenticidade e conformidade com padrões específicos. Eles geram confiança, credibilidade e ajudam o consumidor a fazer escolhas mais conscientes”, explicou Nelson Andrade.

Os principais selos e certificações são: Boas Práticas Agropecuárias; Produção Integrada; Selo Arte; Selo Queijo Artesanal; Indicação Geográfica e Marcas Coletivas.

As Boas Práticas Agropecuárias (BPA) são um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas aplicadas nas etapas da produção, processamento e transporte de produtos alimentícios e não alimentícios.

Já os selos Arte e Queijo Artesanal buscam trazer agregação de valor para produtos alimentícios artesanais de origem animal com características especiais e diferenciadas.

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As marcas coletivas são sinais distintivos utilizados para identificar produtos ou serviços provenientes de membros de uma entidade coletiva, possibilitando a diferenciação de mercado, a proteção jurídica e a valorização de produtos e serviços, sendo utilizadas por associações, cooperativas, sindicatos e outras entidades.

As Indicações Geográficas (IGs) são sinais que identificam a origem de um produto ou serviço quando determinada qualidade, reputação ou característica está vinculada à sua origem. Protegem a origem, a tipicidade e a reputação do produto. São duas modalidades: indicação de procedência, que considera a região reconhecida como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço; e denominação de origem, quando qualidade e características estão vinculadas a uma indicação geográfica.

São mais de 150 IGs para produtos da agricultura e da agropecuária brasileiras, principalmente de mel, própolis, carnes, pescados e derivados.

Durante a apresentação, Nelson destacou que o impacto dos selos vai além da certificação. “Eles fortalecem a origem, valorizam tradições e impulsionam o desenvolvimento do campo. Valorizam os produtos, evidenciam a cultura local, destacam a qualidade e a singularidade, valorizam a diversidade e fortalecem as agroindústrias”, salientou.

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O coordenador também ressaltou o papel das políticas públicas no apoio aos pequenos produtores. “Essas iniciativas são fundamentais para que o produtor consiga acessar mercados de forma estruturada, manter sua atividade e agregar valor ao que produz”, pontuou.

Ao final, representantes do Sebrae apresentaram o projeto “Chefes de Origem”, que busca a produção, a organização e o fornecimento qualificado por meio da conexão entre produtores locais e restaurantes, promovendo a transformação gastronômica e dando visibilidade aos pequenos produtores.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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