AGRONEGÓCIO

Com parceria, Senar-RS dará salto na capacitação para uso de defensivos nas lavouras


Em um planeta cada vez mais populoso, a agricultura tem a missão de aumentar sua produção agrícola, preferencialmente sem aumentar a área plantada. A meta se torna ainda mais complexa se considerarmos que neste contexto em que são testados os limites da capacidade produtiva das plantas ocorrem em condições climáticas nem sempre favoráveis, associadas a presença de plantas invasoras, de doenças e de pragas, as quais podem causar perdas de produtividade e lucratividade até mesmo da totalidade da lavoura. Os reflexos destas situações trazem, em muitos casos, sérios prejuízos que afetam não só o produtor rural, mas também o consumidor final.

É por isso que o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS), Eduardo Condorelli, afirma:

“Não há agricultura de altíssimo desempenho sem a utilização de recursos da ciência, através da química e da farmacologia”, afirma.

E é porque a maior parte dos agricultores necessita se relacionar com esses produtos, que além de caros, podem trazer riscos à saúde, que o Senar-RS se empenha na realização de cursos e capacitações sobre a correta aplicação de herbicidas, pesticidas e fungicidas. Nos últimos anos, mais de 10 mil produtores ou trabalhadores passaram por treinamentos. E essa atividade ganhou um reforço de peso em março, quando a instituição formalizou uma nova parceria com a Bayer.

Durante a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, a multinacional assinou um acordo para a cedência de equipamentos e conteúdo online para a realização de treinamentos relacionados a tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas nas lavouras. Entre eles, equipamentos que simulam a lavagem do tanque e da barra de pulverização, um túnel de vento que mostra a eficiência da escolha correta da ponta de aplicação em diferentes condições climáticas e mais de 400 equipamentos de proteção individual (EPI).

Em um primeiro momento, os materiais serão usados no treinamento de instrutores a serviço do Senar-RS, e do próprio corpo técnico da entidade. Isso porque, futuramente, os equipamentos serão usados no treinamento de produtores rurais.

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Eduardo Condorelli valorizou a aquisição.

“Isso vem a robustecer não só a parceria de alguns anos que temos com essa empresa (Bayer), mas a demonstração da capacidade da iniciativa privada em se preocupar com a saúde do produtor, com o meio ambiente, mas principalmente, com a eficiência do trabalho com foco no objetivo maior de um negócio privado que é ter lucratividade”, afirmou, no ato da assinatura do contrato.

O superintendente ainda destacou a importância e os diferentes usos dos pulverizadores, que ele acredita estarem envolvidos com as etapas mais importantes da condução da lavoura durante todo o seu ciclo.

“É esse o equipamento que tem a responsabilidade de manter a saúde de plantas que estão sendo levadas ao extremo na tentativa de obter a maior produtividade possível. Estamos falando de máquinas que são utilizadas, 5, 6 até 9 vezes por ano sobre o mesmo hectare de terra, se valendo de produtos distintos em sua formulação, em sua forma de aplicação e distintos principalmente em seu objetivo. É uma carga muito grande de tecnologia, uma discussão complexa, na qual o Senar se coloca como interlocutor entre a ciência e o produtor, que tem de receber todo esse conhecimento em linguagem adequada, compreensível para quem está no dia a dia das propriedades rurais”, diz o superintendente.

Os simuladores

A grande maioria dos produtores rurais que trabalham com pulverização recebe orientações sobre a necessidade de uma limpeza rigorosa do equipamento após o uso, sob o risco de que resíduos dos defensivos agrícolas se misturem. A interação indesejada pode ser desastrosa para a lavoura e para a saúde do aplicador. Porém, os simuladores cedidos ao Senar-RS deixam mais evidentes os riscos de um incidente como esse ocorrer: eles são transparentes.

O simulador de tanque de pulverização, por exemplo, mostra como deve ser a lavagem do reservatório para a remoção de resíduos que possam estar aderidos às paredes internas. Usando um líquido azulado para simular e distinguir o defensivo da água, o equipamento simula a lavagem de barra de pulverização e tem a vantagem de mostrar que o uso de alguns acessórios pode tornar a limpeza mais eficaz.

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“No campo, o produto é aplicado através das pontas, mas o sistema como um todo é fechado, não dá para ver se sobrou produto. Aqui, como é transparente, podemos observar. Ligamos um botão para limpar o tanque, começando a aplicação da água. Então, conforme vai passando água no sistema, onde teoricamente não era para sobrar resíduo, vemos que ainda há produto na ponta da barra, na seção final. Nesse caso, colocando um registro de cada lado, é possível eliminar o que ficou de resíduo”, explica o engenheiro agrônomo Henrique Padilha, técnico em Formação Profissional do Senar-RS.

Já o Túnel de Vento simula a aplicação de produtos usando determinada ponta de pulverização, e em condições ambientais com ventos de até 10km/h. A intenção é mostrar como esse fator climático e a escolha adequada da ponta podem evitar episódios de deriva.

“Escolher uma ponta que faz gota fina, com um vento de 7km/h, por exemplo, pode ocasionar maior deriva do que uma ponta que faz gota grossa. Um erro bastante comum que a gente observa entre os aplicadores, é o uso de uma mesma ponta de pulverização para todo o tipo de produto e situação no campo. As boas práticas na aplicação de defensivos envolvem um entendimento multidisciplinar sobre o equipamento, tecnologia de aplicação e condições climáticas. O aplicador tem que ter em mente estas questões antes de iniciar o trabalho, para que assim, o produto seja aplicado corretamente, de forma segura e seu mecanismo de ação seja efetivo”, explica Henrique.

*Reprodução permitida desde que atribuídos créditos a Ascom/Padrinho Conteúdo

Fonte: CNA Brasil

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Brasil e Peru alinham transição da presidência da PLACA em videoconferência ministerial

Nesta terça-feira (23), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, se reuniu por videoconferência com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, Felipe Millan, para tratar da transição da presidência da Plataforma da América Latina e do Caribe para Ação Climática na Agricultura (PLACA).

Criada em 2019, a Plataforma reúne 19 ministérios da Agricultura da América Latina e do Caribe e tem como objetivo fortalecer a cooperação regional no setor agropecuário. A iniciativa atua na promoção e no fortalecimento da agricultura tropical diante dos desafios das mudanças climáticas e conta com a assistência técnica da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que exerce a função de secretaria da Plataforma. O Peru é o atual presidente da PLACA no biênio 2025-2026 e o Brasil é copresidente.

A Assembleia Anual da PLACA será realizada entre os dias 30 de junho e 2 de julho, em Lima, no Peru. Durante o encontro, o Brasil assumirá a presidência da Plataforma para o biênio 2026-2027.

Durante a videoconferência, o ministro André de Paula explicou que não poderá participar presencialmente da Assembleia em razão de compromissos oficiais em Brasília e informou que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) será representado pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro. O ministro também destacou a importância da responsabilidade que o Brasil assumirá à frente da Plataforma.

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“Eu queria destacar a honra que representa para mim e para o Brasil receber a presidência da PLACA, sobretudo pelas mãos de um país tão querido quanto o Peru. Reafirmo o nosso firme compromisso com a PLACA e com a agenda de ação climática para a agricultura na América Latina e no Caribe. Assumiremos essa responsabilidade com espírito de cooperação e continuidade. Nosso objetivo será fortalecer ainda mais as ações da Plataforma”, afirmou.

O ministro ressaltou ainda que, sob a liderança peruana, a PLACA consolidou-se como referência regional na promoção de uma agricultura produtiva, sustentável e resiliente, capaz de responder aos desafios das mudanças climáticas sem perder de vista a segurança alimentar, o desenvolvimento rural e a inclusão dos produtores.

Durante a reunião, o ministro Felipe Millan destacou a relação de cooperação e amizade entre Brasil e Peru, ressaltando a importância da atuação conjunta para fortalecer a resiliência dos sistemas agroalimentares da região.

“A coordenação entre os dois países tem sido fundamental para impulsionar uma agenda regional voltada ao fortalecimento da resiliência dos sistemas agroalimentares frente às mudanças climáticas e à promoção de soluções sustentáveis para os nossos agricultores”, afirmou o ministro peruano.

Millan também reconheceu o compromisso permanente do Brasil com a PLACA e destacou a contribuição brasileira para os avanços alcançados durante o período de copresidência da Plataforma, especialmente em temas relacionados à segurança hídrica, à inovação e à agricultura familiar.

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Ao tratar da transferência da presidência da iniciativa, o ministro peruano manifestou confiança na liderança brasileira à frente da Plataforma. “Estamos seguros de que a experiência e a liderança do Brasil contribuirão para fortalecer ainda mais a agricultura regional e a cooperação entre os países no âmbito da PLACA. O Peru seguirá como parceiro disposto a oferecer todo o apoio e colaboração necessários durante a presidência brasileira”, destacou.

Ao final do encontro, os ministros reafirmaram o compromisso de manter o diálogo e a cooperação em temas estratégicos para o desenvolvimento sustentável da agricultura, a adaptação às mudanças climáticas e o fortalecimento da segurança alimentar na América Latina e no Caribe.

Participaram da reunião, a chefe de gabinete do ministro André de Paula, Adriana Toledo; o secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro; o secretário substituto de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi; a diretora do departamento de Produção Sustentável, Mônica Cavalcanti; a assessora especial, Sibelle Andrade; e a chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social, Carla Madeira.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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