AGRONEGÓCIO

Atualizações das investigações sobre o uso da vacina EXCELL 10

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atualizou, nesta sexta-feira (29), as informações sobre a investigação de mortes de animais que teriam relação com a vacina contra clostridiose EXCELL 10, de propriedade do laboratório Dechra Brasil Produtos Veterinários Ltda. 

Até o momento, 308 mortes suspeitas estão em análise, envolvendo caprinos, ovinos e bovinos. Os casos foram inicialmente notificados no Piauí, mas também há relatos em outros estados, que ainda estão em investigação para verificar possível correlação com o uso da vacina. 

A causa das mortes ainda não foi confirmada. O Ministério segue atuando de forma coordenada e integrada com os órgãos estaduais de defesa sanitária para esclarecer os fatos e adotar todas as medidas necessárias à proteção da pecuária nacional. 

O Mapa reforça que a vacinação contra a clostridiose continua sendo considerada uma estratégia eficaz no combate à doença, altamente letal, e que o consumo de produtos de origem caprina, ovina e bovina, provenientes de animais saudáveis e inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial, é seguro. 

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Medidas adotadas pelo Mapa 

Assim que foi notificado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (ADAPI) sobre a ocorrência de reações adversas em animais com possível relação ao uso da vacina, o Mapa determinou cautelarmente a apreensão de todos os lotes da EXCELL 10, além da interdição da fabricação do produto, da realização de auditoria na empresa fabricante e da coleta de amostras para análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária. O Ministério também divulgou o canal oficial de notificação de casos suspeitos por meio do serviço FalaBr. A empresa, por sua vez, iniciou o recolhimento dos lotes 016/2024 e 018/2024 após determinação do Mapa.  

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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